quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cidade do CE tem mais da metade dos vereadores presos; câmara empossa suplentes e elege nova mesa diretora

Cidade de Itarema-CE teve mais da metade dos vereadores presos por suspeita de contratar fantasmas

Após a prisão de oito vereadores, a câmara municipal de Itarema, no interior do Ceará, realiza nesta quarta-feira (19) uma sessão extraordinária para eleger a nova mesa diretora da Casa Legislativa. Os oito vereadores suplentes que ocuparão o lugar dos parlamentares presos também foram empossados e ocuparão lugar no quadro da Câmara. As prisões ocorreram durante uma operação do Ministério Público Estadual que investiga um esquema de contratação de funcionários fantasmas.

A votação para nova mesa que coordenará as ações na Câmara Municipal ocorre nesta manhã. Os oito vereadores suplentes que foram convocados e os outros cinco parlamentares que não foram presos depositaram os votos em uma urna. O resultado deve ser divulgado ainda nesta quarta-feira.

A Operação Fantasma, que já teve três fases, investiga um esquema para desvio de recursos públicos por meio de contratações de servidores da câmara dos vereadores de Itarema.

A investigação teve início em abril deste ano, após denúncias de uma pessoa que se sentiu prejudicada por não conseguir receber benefício previdenciário em razão de um suposto vínculo com a casa legislativa, que até então era desconhecido pela vítima.

Oito vereadores suspeitos de envolvimento no esquema estão presos, entre eles, um ex-presidente da casa que teve o pedido de soltura negado pela Justiça na segunda-feira (17). A defesa do vereador havia pedido habeas corpus no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), solicitando o processo em liberdade.

Além dos parlamentares, servidores da Câmara e da Prefeitura também foram presos suspeitos de envolvimento no esquema criminoso. Eles são suspeitos de estelionato, falsidade ideológica, falsidade de documento particular e peculato.

Operação Fantasma

Durante as investigações, o MPCE verificou que várias pessoas haviam sido contratadas pela Câmara Municipal de Itarema, de onde recebiam salários sem comparecer ao legislativo. Também foi constatado repasse de quantias de salários para vereadores, bem como a existência de inúmeros vínculos fantasmas com o órgão.

Funcionários contratados também eram obrigados a repassar parte de seus salários aos vereadores investigados. Servidores parentes de parlamentares prestavam serviços sem nenhum vínculo formal com a Câmara e recebiam os vencimentos em espécie e diretamente dos representantes legislativos na própria Câmara dos Vereadores.

Do G1 CE


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