sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Petrolândia: Em entrevista ao vivo, Rodrigo Novaes faz balanço de sua atuação na Alepe e comenta especulações sobre ter nome em chapa majoritária em 2018

A entrevista foi concedida ao programa Acordando com as Notícias, transmitido ao vivo pela Web Rádio Petrolândia. Rodrigo Novaes foi eleito deputado estadual com mais de 27 mil votos nas eleições de 2010. Em 2014 foi reeleito com mais de 64 mil votos, tornando-se o mais votado do Sertão e o 9º em todo o Estado. Esse ano busca renovar o mandato pela 3ª vez.

Eleito para o segundo mandato de deputado estadual nas eleições de 2014, com 64.456 votos, o florestano Rodrigo Novaes foi entrevistado ao vivo pelo radialista e blogueiro Assis Ramalho, no 'Acordando com as Notícias', programa transmitido pela Web Rádio Petrolândia, nesse mês de janeiro.

Em longo bate-papo, com a participação de ouvintes em mensagens de whatsapp, o vice-presidente estadual do PSD, filho do ex-deputado Vital Novaes, falou de seu ingresso na política e fez um balanço do seu mandato.

Ele ainda comentou as expectativas para as eleições de 2018 e sobre seu futuro na política, além de outros temas. O link para o áudio da entrevista está disponível no final desta matéria.

Começamos a entrevista perguntando em qual etapa de sua vida teria começado o interesse pela política

''Eu nasci no meio da política. No café da manhã, no almoço e na janta, lá em casa, só se ouvia política. Meu pai (Vital Novaes) era deputado (estadual, por seis mandatos). Quando eu tinha 15 anos de idade, quando meu pai não queria mais deputar eleição para deputado, ele sempre me passou as dificuldades que um parlamentar tinha em seu caminho. Meu pai sempre trabalhou, independentemente de mandato de parlamentar. Com 15 anos, fui estudar Direito na Universidade Católica (Unicap, no Recife). Depois, me formei em Direito e comecei a advogar, mas também fiz política estudantil. Depois, fui presidente fundador da ADAC –Associação em Defesa da Advocacia e da Cidadania, entidade que surgiu para defender as prerrogativas dos advogados. E, a partir dali, eu acho que eu comecei a ver uma coisa mais concreta de se fazer política, mas, até então, restrita à classe dos advogados de Pernambuco. Mas, depois, em 2002, quando eu tinha 22 anos, a gente ia escolher algum deputado para votar, e votamos em um deputado estadual de fora (preferiu não citar nome), que foi uma grande decepção. Foi uma grande decepção para a região, para Floresta e para o nosso grupo político. E quando foi em 2005, eu me lembro que, em um belo dia, o meu pai chegou em casa, eu estava assistindo televisão, e disse "Rodrigo, a gente não tem mais como votar em outros candidatos não, porque a gente não confia mais em ninguém. Mas, a gente precisa participar da eleição (2006)''. E ali a gente entendeu que podia ser colocado o meu nome na disputa. Na época, eu tinha 25 para 26 anos de idade, e em 2006 eu disputei a minha primeira eleição. Com muitas dificuldades, sem dinheiro, todos desconfiados de mim, muitos achando que eu não tinha nenhuma condição de vencer a eleição, e acabou que naquele ano a gente não conseguiu ganhar, mas saímos com um sentimento muito bom. Tive 11.758 votos. Isso me estimulou para seguir adiante. Em 2007, eu voltei a advogar, fui gestor jurídico da Secretaria de Administração, convidado pelo governador Eduardo Campos, e o secretário da época era o atual governador Paulo Câmara. E a gente fez um trabalho para que pudesse se fortalecer politicamente aqui na região, a partir de 2006. Quando foi em 2008, disputei a eleição de vice-prefeito em Floresta, já fazia 32 anos que o nosso grupo político não conquistava uma vitória na prefeitura. E eu tive o prazer de ser eleito vice-prefeito da ex-prefeita Rorró. Então, eu comecei a me preparar para poder disputar novamente uma cadeira de deputado estadual, porque imaginava que a gente podia e necessitava qualificar essa região do Sertão de Itaparica. Foi quando começamos a correr ''trechos", mostrando, levando a nossa mensagem, falando de nossa forma de enxergar política, de servir, de estar junto com as pessoas, de poder ser verdadeiro, ser transparente, e, graças a Deus, as pessoas compreenderam. E acabou que, em 2010, a gente se elegeu pela primeira vez deputado estadual, com uma votação expressiva de mais de 27 mil votos. E aí, com um mandato parlamentar, acabava aquela fase de dizer, de mexer com a esperança das pessoas. A gente tinha então que começar a trabalhar, mostrar trabalho, mostrar nossas ações, concretizar aquilo que a gente dizia que iria fazer quando não tinha o mandato. Iniciamos um trabalho muito forte, entre 2010 e 2014, tratando de problemas muitos sérios, levantando bandeiras justas, defendendo o povo pernambucano, o povo sertanejo, levando ações. Na época, o governador era Eduardo Campos. E, quando foi em 2014, o povo de Pernambuco me fez o deputado estadual mais votado do Sertão. Em 2010, tive mais de 27 mil votos e em 2014 eu consegui mais de 64 mil votos. Fui o mais votado do Sertão e o 9º mais votado em todo o Estado. Isso para um homem sertanejo, simples, humilde. Como você sabe, Assis, não sou de classe média. Quem conhece o meu pai sabe que a sua riqueza é a de poder servir, a educação, a verdade, a forma de ser, e foi isso que eu aprendi com ele ao longo da minha vida.


Análise do segundo mandato e expectativa de concorrer à reeleição em 2018

A partir de então, a nossa responsabilidade dobrou e a gente começou a trabalhar mais ainda. Expandimos nossos trabalhos pelo Sertão e também em outras áreas. Hoje, a gente também tem atuação na região da Mata, no Agreste e, com isso, a gente também expandiu nossos trabalhos para outros municípios do Sertão. E agora está chegando as eleições de 2018, para mais uma vez a gente poder prestar contas do que a gente fez, do nosso trabalho, da nossa atuação, e se as pessoas entenderem que a gente deve dar continuidade ao nosso trabalho, a gente deverá renovar o nosso mandato na Assembleia Legislativa a partir de 2019.

Análise do cenário político nacional de 2017


O ano de 2017 foi um ano difícil, um ano de crise, um ano de instabilidade política, muitos escândalos, investigação da Lava Jato, que é algo muito importante, mas acaba mexendo no cenário econômico, e o país patinou por todo o ano. Tivemos uma pauta muito negativa, com o presidente Temer defendendo exclusão de área de proteção da Amazônia, ministro sertanejo defendendo a privatização da Eletrobras e da Chesf, aumento de combustível, 68% de aumento de gás de cozinha, entre tantas outras coisas negativas. Mas, a gente fica imaginando que as coisas vão melhorar.

No balanço de suas ações de 2017, Rodrigo Novaes destaca a autoria do projeto de lei que criou a Lei Estadual Anticorrupção, sancionada pelo governador Paulo Câmara em 8 de janeiro deste ano.

Fiz o estatuto da Pessoa com Câncer, também fui o presidente da comissão. A relatora foi a deputada Priscila Krause, que também foi relatora da Lei Anticorrupção. Fui o relator da discussão sobre a reforma da previdência na Assembleia, onde tive a oportunidade de colocar a posição de Pernambuco, demonstrando as irregularidades. Fiz a Lei Anti-Calote, que é uma Lei que protege os trabalhadores. O que acontece é que, no final do contrato de empresas terceirizadas [com o setor público], normalmente, às vezes, o dono da empresa retém o dinheiro e deixa que os empregados vão questionar na Justiça do Trabalho [as verbas trabalhistas]. E, com essa Lei, a gente permitiu que o Estado retenha os valores para que possa ser passado diretamente aos trabalhadores. Coordenei a CPI das faculdades ilegais, onde a gente conseguiu desbaratar uma rede de faculdades ilegais em todo o Estado. Acho que essa foi uma das maiores ações que fiz como deputado. Instalei a Comissão Especial do Código Estadual de Defesa do Consumidor de Pernambuco, o primeiro do País. Apresentei o projeto de lei que visa democratizar o controle social sobre as entidades responsáveis pela gestão do futebol em Pernambuco. No futebol também existe muita corrupção, muita coisa errada, então, a gente criou o controle social, para que possa ter mais transparência na Federação [Pernambucana de Futebol], que seja prestada contas, que seja mais correta as coisas no futebol pernambucano. Teve o piso remuneratório dos advogados em Pernambuco, que foi uma luta nossa, junto com a OAB [Ordem dos Advogados de Pernambuco]. Conseguimos tirar do papel o piso salarial de dois mil reais'', frisou Rodrigo Novaes, anunciando que este ano atuará para instituir uma CPI que investigue o fechamento de agências do Banco do Brasil no Estado.

Ações em Petrolândia

Aqui em Petrolândia teve a ação [para a rede de abastecimento] da água do Bairro Nova Esperança, que foi uma luta nossa, junto com outros aí que também sonharam com isso. Mas a gente sabe a importância que teve a nossa interferência para que pudesse fazer aquela Audiência Pública, para que pudesse chamar a Compesa para que retomasse o projeto que estava há um ano engavetado aqui em Petrolândia. E a gente conseguiu com que a Compesa fizesse o projeto e depois asseguramos, junto com Dr. Roberto Tavares, os recursos junto ao governador, para que pudéssemos tirar do papel a obra de abastecimento do Bairro Nova Esperança. Com isso, vamos dar dignidade para mais de mil famílias. Em 2017, nesse ano que passou, colocamos uma ambulância de grande porte, de 130 mil reais, que está em tramitação, que a prefeita Jane vai ficar responsável de receber essa ambulância, através de uma emenda parlamentar nossa. Fizemos também em Petrolândia o Mutirão da Cidadania, com exames oftalmológicos, de próstata, entre outros. Retirada de documentos, também um mutirão importante. Pudemos doar uma balança de grande porte para os agricultores das agrovilas. Ela não está funcionando, porque o valor para instalar é maior do que o preço da própria balança. Foi uma emenda de 100 mil reais para comprar a balança, mas, quando foi para instalar, disseram que era 80 mil reais e eu não sabia disso. E a gente começou uma luta grande, junto ao governo do Estado, para que possa ser feita essa instalação. Eles pediram para que fosse realizado um projeto, esse projeto foi feito, já foi pra lá, e estamos aguardando. Mas, tenho certeza que neste ano essa balança vai ser instalada para beneficiar os produtores rurais das agrovilas.

Pleito de Unidade Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs) para Petrolândia

Temos lutado por coisas que as pessoas não sabem. Temos lutado por uma UPAE para Petrolândia, tenho conversado bastante sobre isso com o governador Paulo Câmara. A gente precisa criar uma Gerência Regional de Saúde para a região de Itaparica, para que a gente não fique dependendo de Serra Talhada. E a gente está lutando para que tenha essa Gerência Regional de Saúde aqui na região, a UPAE e a Escola Técnica. Conseguimos uma Escola Técnica, recentemente, para Belém do São Francisco, e a gente tem lutado também para conseguir uma para Petrolândia. Já recebi alguns dados e tenho certeza que a gente vai anunciar, em breve, uma Escola Técnica aqui para Petrolândia. 

Ouvinte quis saber a opinião do deputado sobre o fechamento da Agência do INSS em Petrolândia.

A verdade é que Petrolândia tem porte para ter uma Agência do INSS moderna, a exemplo do que tem em outros municípios da região. Eu estive no INSS do Recife e o fato é que eles disseram que para alugar um imóvel (para instalar a agência do INSS em Petrolândia), custava 3 mil reais e eles tinham que pedir autorização ao Ministério do Planejamento, em Brasília. Quando terminou a reunião, liguei para Brasília e falei com o ministro Kassab, pedi para ele interferir sobre o caso o mais breve possível. Depois, liguei para o presidente do INSS em Brasília, pedindo para que ele tivesse uma solução. O chefe de gabinete dele me retornou, dizendo que o presidente do INSS já tinha autorizado, para que isso fosse feito o mais breve possível. E o fato é que desejamos que isso tenha uma solução o mais breve possível, porque não é justo que o povo de Petrolândia tenha que ir para Tacaratu para poder receber um atendimento básico na área da Previdência.

Lembramos que o deputado tem o nome especulado para ser o vice na chapa majoritária do governador Paulo Câmara

Eu me sinto muito orgulhoso, me envaidece muito o fato de ter o nome lembrado para integrar a chapa majoritária com o governador Paulo Câmara, que é uma pessoa que confio e que gosto muito. Ele é um camarada sereno, sério, direito, e que merece o nosso respeito. Mas, isso [indicação do candidato] passa por uma série de situações, tem as conjunturas dos partidos, é uma conjuntura que não dá para você articular imaginando que isso vai acontecer. O que eu estou fazendo é trabalhando para que a gente possa continuar como deputado estadual. E não quero continuar por continuar. Na hora que eu ver que não tenho mais nada a contribuir, eu saio, dou a vaga a outro, não tenho apego a isso não. Vou advogar, vou viver a minha vida. Mas, o que existe é que tem muito trabalho para ser feito, porque a gente sabe da importância de ter um representante no Sertão de Itaparica que tenha coragem, que tenha determinação e que goste de trabalhar. E eu me sinto muito à vontade para poder representar o povo sertanejo na Assembleia. Então, a gente vai continuar nessa luta, buscando a reeleição, para que a gente possa dar continuidade a esse nosso esforço, mesmo compreendendo que lá na frente, [é possível que], surja um projeto diferente. Mas, aí passa por interesse do partido, interesse da Frente Popular. Mas, também, a gente pode participar de alguma situação diferente, como a de candidato a deputado federal, que pode acontecer. Se André de Paula sair como candidato a senador, por exemplo, a gente pode vir a disputar a eleição de deputado federal. Só que isso não é algo que depende da gente, e o que não depende da gente, a gente não pode fazer essa articulação. Então, o que a gente está focado, determinado, é para nossa reeleição para a Assembleia Legislativa''.

Sobre o cenário político do Estado, nas eleições deste ano. Alfineta FBC e Fernando Filho.


Acho muito cedo para falar do cenário das conjunturas, a nível de governo do Estado. Vamos deixar para falar disso, lá na frente. Fernando Bezerra se apresentou com candidato ao governo do Estado, mas, na verdade, vai haver uma grande reunião de ministros de Temer para disputar essa eleição contra o governador Paulo Câmara, e a gente entende que essas figuras não representam o que a gente entende por correto. O presidente Temer não representa o que a gente deseja para o povo sertanejo, o povo nordestino. O fato é que o senador Fernando Coelho, junto com o seu filho (Fernando Filho, ministro de Minas e Energia), são quem estão trabalhando pela privatização da Chesf, mudaram preços do gás de cozinha, não têm evitado o aumento na gasolina. Na verdade, eu nem sabia o que um ministro das Energias fazia, mas agora eu estou sabendo da pior maneira possível.

Rodrigo Novaes diz discordar das declarações do ministro Fernando Filho, concedidas durante entrevista ao programa "Acordando com as Notícias", na Web Rádio Petrolândia, no dia 4 de janeiro.

Ele, como pessoa, eu gosto muito. Fernando é meu amigo. Ele, o irmão dele, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, são pessoas que eu gosto muito. Agora, como político, no caso de Fernando Filho, ele procurou um caminho que diverge de tudo que eu penso. Eu escutei o que o ministro Fernando Filho disse aqui a você. Eu estava em casa ouvindo (a entrevista do ministro ao programa 'Acordando com as Notícias'). Ele disse uma coisa que eu fiquei impressionado, disse que quem defende que a Chesf continue sendo do poder público é porque defende o empreguismo. Ora, eu não tenho nenhum emprego nem meio emprego na Chesf, meu prestígio no governo Temer é zero. Quem, na verdade, está atrás de emprego do governo federal? Isso é um discurso de falso moralista, indecente, e que a gente não pode compreender isso como saindo da boca de uma pessoa de bem, que é o ministro Fernando Filho. É algo preocupante. A gente não quer entregar ao capital internacional a nossa energia. Nos EUA, no Japão, Canadá, entre outros países tidos como progressistas, liberais, não venderam, não passaram para o privado a gestão da energia. O Nordeste só tem 3% da água do País, sendo que, destes 3%, 70% é justamente água do rio São Francisco. O papel que o rio São Francisco cumpre para essa a região é imprescindível. O rio São Francisco não é somente nossa maior fonte de energia, é a maior fonte de esperança de uma região e de um povo. Como é que a gente vai entregar o destino do rio São Francisco a um capital privado, a uma empresa chinesa ou quem seja que for. Isso é inconcebível, porque a gente tem abastecimento, a irrigação, todos dependendo do rio São Francisco, e, na hora que a gente entregar ao capital privado, eles vão enxergar o lucro. A tarifa vai aumentar e as pessoas não vão ter mais condições de se contrapor ao capital privado de empresários.
Então, a gente defende que a Eletrobrás e a Chesf não sejam privatizadas, por conta disso.

Sobre a renúncia do ex-prefeito Ricardo Rodolfo

Eu quero dizer que eu não vou mais falar sobre a atitude do pastor Ricardo, em respeito a ele, à sua família. Mas, na época, eu disse o que é que eu achava. Durante esta entrevista, a gente já falou da importância de receber o voto, da importância de você mexer com as pessoas, de levar a palavra por meio de mensagem, ser acreditado, e pra mim isso é sagrado. Você tem de cumprir a missão que lhe foi dada, que já não mais lhe pertence. Então, somente quero dizer que enxergo de maneira diferente do pastor Ricardo. Mas, também, não quero julgar ele não, porque ele alegou problema de saúde e cada um é quem sabe de suas dificuldades. Ele tem as dele e eu também tenho as minhas. Mas, ele não foi perseguido pelo grupo de adversário. O grupo adversário estava esperando o que ele ia fazer. Ele era criticado pelo próprio grupo que apoiou ele, inclusive, o ex-prefeito que ficava cobrando as coisas. E acabou que ele se desgastou, de uma maneira que chegou ao ponto que todos sabem. Acho que quem perdeu foi Petrolândia com esse jogo. O fato é que Jane assumiu o mandato e a gente torce para que ela faça um bom trabalho, e estamos se colocando sempre à disposição. Estive com ela, recentemente, em um evento, coloquei o nosso mandato à disposição, e temos que trabalhar. Todos que querem o bem de Petrolândia têm que trabalhar para que as coisas melhorem.

Pedimos uma avaliação do deputado sobre o atual governo de Floresta

Sem dúvidas, o prefeito de Floresta (Ricardo Ferraz) deixa muito a desejar. A gente evita falar, porque acho que vai ter o tempo próprio para a gente tratar do assunto. Mas, a coisa lá está, realmente, sem perspectiva. Andam, mas em marcha lenta, feito uma tartaruga. As coisas para andar em Floresta é com com muitas dificuldades e a gente está se colocando à disposição. Quantas vezes eu procurei ele, através de mensagens, através de ligação, se colocando à disposição, mas, falta (a ele) espírito público de conseguir lidar com essa situação, (de) um deputado de oposição querer ajudar o município, e, às vezes, essa situação é colocada acima do próprio interesse do povo e as coisas não acontecem. Um dia desse, eu mandei uma mensagem para o prefeito, me colocando à disposição para a festa da Missa do Vaqueiro, que tem lá em Floresta. Eu (escrevi) dizendo que, o que ele tiver de demanda do governo do Estado, que ele me passasse para poder tentar destravar. Mas, ele me respondeu, dizendo ''mas as coisas do Estado só são liberadas através de você, é?", recusando a minha ajuda, o meu apoio. Aí eu respondi. ''Rapaz, você está desconhecendo como se faz política?.Política a gente faz unindo esforço, unindo prestígio, e se a gente puder juntar todo mundo pra pedir para um município, para uma região, a gente tem que juntar". Então, eu me coloco à disposição e existe uma rejeição por parte lá do gestor. Mas, não é por isso que a gente deixa de trabalhar por Floresta. Tenho muitas pessoas amigas e queridas em Floresta e a gente vem lutando pela cidade. Conseguimos, junto ao governo do Estado, tirar do papel a estrada de Floresta a Carnaubeiras, que era um sonho antigo. Conseguimos o conserto das comportas da barragem de Barra do Juá, reservatório com capacidade para 71 milhões de metros [cúbicos]. A obra é o primeiro passo para que se consiga efetivar a perenização do riacho do Navio, favorecendo milhares de famílias na região. Realizamos ações importantes na área rural, com perfurações de poços. Enfim, tenho lutado bastante para que as coisas melhores em Floresta. Mas, de fato, a gente não conta com a compreensão e a solidariedade do atual gestor.

Perguntamos se o parlamente deseja ser prefeito de Floresta, um dia


Eu sou feito José Mendonça. Ele dizia que, antes de morrer, queria ser prefeito de Belo Jardim. Morreu, mas não foi prefeito. Mas, eu quero um dia ser prefeito de Floresta, que é minha terra, foi aonde meu pai nasceu, onde temos nossas raízes, e um dia isso há de acontecer. Mas, também, não sei que há de acontecer não, porque política é tão dinâmico. Às vezes, a gente sonha com uma coisa e ela não sai do jeito que a gente plantou. Mas, eu iria ter esse prazer em poder ser prefeito de Floresta, para não fazer a politicagem miúda. Eu iria tocar o município, para poder fazer o que o município precisa. Tratar de fazer um projeto de desenvolvimento para o município, ia fazer concurso público para que a gente possa ter funcionários efetivos, qualificados e capacitados. Que a gente possa desenvolver a zona rural, fazer despertar o empreendedorismo, para que a gente possa criar um polo de serviços. Para que a gente possa investir na educação das crianças e dar uma perspectiva de uma vida digna para as famílias. Para que a gente possa ajudar o comércio, fortalecer a cultura. Enfim, é tanta coisa que a gente tem na cabeça e que sonha em realizar. Então, eu acho que esse dia há de acontecer.

O desejo de ser governador de Pernambuco

Assis, se você me perguntar o que é que eu quero ser, eu quero ser governador do Estado. Eu acho que todo mundo que faz política, sonha em um dia governar o ser estado. Claro que não depende somente de mim. A minha parte eu vou fazer. O sonho de um de ser governador está distante demais, a gente sabe das dificuldades naturais, a política é um bicho dificultoso, mas a gente vai trabalhar. Assis, eu sonho com o céu, eu sonho com o Universo. Alguém já disse, não sei quem foi que disse, se foi Gandhi, que a gente é do tamanho dos nossos sonhos. Então, é natural que quem faça a política com seriedade, queira avançar. Mas, não é o fato da vaidade de ser isso ou ser aquilo. É do que isso possa representar para as pessoas que a gente representa.

Caso um dia chegue à Câmara Federal, o que faria que os outros deputados da região não fizeram ou não têm feito. Ele destaca os privilégios de Petrolina.

Assis, antes de responder essa sua pergunta, primeiro, vamos colocar as coisas direito, porque se não as pessoas podem pensar outra coisa (risos). Senão, depois dessa entrevista, você vai botar na manchete do seu blog ''Rodrigo é candidato a deputado federal''. Não é isso não. Eu sou candidato a deputado estadual. O que eu disse é que existe uma situação que pode me levar a disputar a eleição para deputado federal, mas não creio que isso vai acontecer. Mas, agora, vamos lá sobre a pergunta. Primeiro, é que a gente precisa estar lá para dar voz a quem nos colocou lá. Então, não adianta eu estar lá e defender algo que seja contrário ao que o povo deseja. Por exemplo: eu lá, eu seria contra a Reforma da Previdência, pelos motivos que aqui já falei. Eu lá, eu seria contra a Reforma Trabalhista, nos moldes que foi aprovada. Então, como é que eu estou lá, porque o presidente Temer cede aqui alguns órgãos, alguns cargos para serem preenchidos, aí eu agora vou votar a favor de Reforma da Previdência, vou votar a favor da Reforma Trabalhista, eu não vou fazer isso. Não foi para isso que eu me elegi. Então, eu na Câmara dos Deputados eu faria assim. Eu tentaria levar para o governo federal a importância que a gente tem e cumprir um papel que deixou de ser cumprido ao longo dos anos com o Nordeste e, principalmente, com o Sertão. Outra coisa: eu iria logo começar uma guerra, uma briga, com o prestigio acumulado e concentrado que existe em Petrolina. É preciso que a gente tenha uma sub-sede da Codevasf aqui na região do centro médio da região do São Francisco. Não é possível que a gente vá viver à mercê dos políticos de Petrolina e ficar recebendo aqui migalhas, porque é o que chega por aqui, somente migalhas. Conseguiram agora 100 milhões de reais para o Projeto [de Perímetro Irrigado] Pontal, e, às vezes, você deixa faltar energia aqui, no Projeto Icó-Mandantes [entre Petrolândia e Floresta]. Isso é uma piada um negócio desse. As coisas chegam somente em Petrolina. Quando chega dinheiro, é só para Petrolina. Quem toma conta da Codevasf é somente Petrolina, é indicação de políticos de Petrolina. A Codevasf virou patrimônio de Petrolina. E quem fundou a Codevasf foi o meu tio Manoel Novaes, deputado federal na Bahia por dois mandatos. Ele começou com a construção, colocando 1% do orçamento geral da União, destinado para o Vale do São Francisco. Depois, criou a Comissão do Vale do São Francisco (Suvale), e depois a Codevasf. Ele não imaginava, jamais, que iriam fazer isso com a Codevasf. Concentrar as ações da Codevasf todas em Petrolina. Isso iria ser uma briga minha constante e eu não vejo ninguém brigando por isso, não vejo ninguém abrindo a boca, não vejo ninguém fazendo essa denúncia que existe essa concentração em Petrolina. Eu disse isso aqui em Petrolândia (no Seminário Todos por Pernambuco). com o senador (Fernando Bezerra Coelho) presente. Queremos que Petrolina cresça, Petrolina é um exemplo, é uma referência, a capital do Sertão. Agora, não dá para você imaginar que tudo tem que ser em Petrolina.

Expectativa de votação nas eleições de 2018

Para ser sincero, eu não esperava ter a votação que tive na última eleição. Eu torcia muito para me eleger, mas, as pessoas reconheceram o nosso esforço e aí a votação saiu mais do que a gente esperava. Mas, eu não fico pensando muito em quantidade de votos não. Evidentemente, que luto para me reeleger, eu quero me reeleger, nem que seja por um voto, mas quero me reeleger. Mas, a gente recebe tanto carinho por onde a gente anda, que eu acredito que esse carinho vai ser revertido [em votos] nas eleições, e que a gente vai ter uma votação muito expressiva neste ano. Eu faço fé que isso irá acontecer, porque é importante que a gente fortaleça a nossa liderança, para que a gente possa ter mais força junto ao governo do Estado para solicitar as coisas, as ações e os investimentos. O peso do político é a votação que ele possui e é muito importante que a gente tenha uma votação expressiva. Mas eu quero ganhar nem que seja por um voto.

Rodrigo Novaes fala o que espera dos petrolandenses nas eleições deste ano e questiona os deputados estaduais votados no Sertão de Itaparica, que, segundo ele, nunca fizeram o que ele fez. "Que digam quais foram os projetos que fizeram", desafia.

Na eleição passada, eu tive 3.995 votos em Petrolândia. E o bom em eleição é isso: na eleição agora, de outubro, eu vou saber, através dos termômetros das urnas, se o trabalho da gente está sendo bem visto pela população. Se o trabalho foi bem visto, se foi reconhecido, se identificam na gente a nossa luta, o nosso trabalho, a votação será expressiva. Mas, se as pessoas acharem que o nosso trabalho não foi da qualidade que eles esperavam, a nossa votação diminui. Então, eu quero crer que tenha cumprido o meu papel em Petrolândia. Não só pelas conquistas, propriamente, mas, pelas sementes que a gente tem plantado, pela nossa luta, pela nossa força na Assembleia Legislativa, e tentar dar um perfil diferente à região de Itaparica. Itaparica já teve outros deputados. Teve o meu pai que foi deputado, dois tios que também foram deputados estaduais, mas, [foram parlamentares] em tempos diferente. Em tempos mais próximos, Itaparica teve outros deputados que, sinceramente, eu não lembro de um projeto de nada. Eu falei aqui de Estatuto da Pessoa com Câncer, falei da Lei Anti-Corrupção, da lei do Código Estadual de Defesa do Consumidor, CPI da Faculdade, CPI da Telefonia Móvel, Controle Social da Federação, Piso Salarial dos Advogados, Parlamento dos Jovens, Relatório da Reforma da Previdência, Lei Anti-Calote, e eu queria saber o que foi que esses outros deputados, que passaram aí, fizeram, os que passaram [não estão em mandato] e os que estão por aí [eleitos]. O que é que eles têm feito em termo de ações e em termo de projetos? Os (atuais) que são votados na região e os que foram (antes) deputados também, que digam quais foram os projetos que eles fizeram quando foram deputados, que divulguem, que digam as coisas que foram feitas, porque isso é importante para o povo poder avaliar.

Na entrevista, Rodrigo Novaes ainda responde perguntas de ouvintes e fala de outros temas relevantes para a política municipal, estadual e nacional.

Escute ou baixo o áudio mp3>Entrevista Rodrigo Novaes (ao vivo) Web Rádio Petrolândia

Redação do Blog de Assis Ramalho


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