sábado, 4 de novembro de 2017

Câncer de próstata: a importância da prevenção


O câncer de próstata é a neoplasia maligna mais comum entre os homens, sendo a segunda causa de morte por câncer nessa população. “Por isso, todo homem a partir dos 45 anos deve procurar seu urologista para ter informações sobre essa doença e, de acordo com o caso, ser submetido a alguns exames para detecção precoce antes que a doença evolua, passando a invadir órgãos próximos à próstata (como a bexiga e o reto) e à distância (como linfonodos, ossos, fígado, pulmão, cérebro), levando ao óbito”, explica o urologista do Hospital Jayme da Fonte, Dimas Lemos Antunes.

Após ouvir o paciente, o urologista pode realizar um exame físico (eventualmente, realizando o toque retal), bem como solicitar métodos complementares ao diagnóstico, como a coleta de sangue para análise do hemograma, ureia, creatinina, perfil metabólico e PSA (antígeno prostático específico); coleta de urina; e ultrassonografias da próstata, rins e vias urinárias. “Ao detectar alterações nesses exames, pode ser indicada uma biopsia da próstata, da qual são retirados fragmentos da glândula, enviados para um médico patologista analisar em um microscópio para finalmente chegarmos ao diagnóstico de câncer de próstata”, explica Dimas. Em determinados casos, são necessários ainda exames como ressonância magnética, tomografia e cintilografia óssea para que seja avaliado o estágio da doença ou se ela atingiu outras estruturas do corpo.


Um dos fatores que dificultam o diagnóstico precoce é que, na maioria das vezes, o câncer de próstata não apresenta sintomas. “Isso ocorre porque o câncer geralmente se inicia na periferia da glândula, sem causar compressão ao canal da urina – que é a causa principal dos sintomas miccionais relacionados à próstata (esforço para iniciar a micção, jato urinário fraco e/ou cortado, sensação de esvaziamento incompleto, aumento da frequência urinária diária e noturna)”, explica o urologista. “Com a evolução do câncer da próstata, esses sintomas podem aparecer e se somarem a dores ósseas (principalmente, nas costas e bacia), emagrecimento, sangue na urina e edema das pernas”, alerta o profissional.

O tratamento do câncer de próstata vai depender do estágio em que a doença se encontra e das condições clínicas e idade do paciente. Entre as opções que podem ser aplicadas estão: radioterapia externa, braquiterapia (implante de sementes radioativas na próstata), cirurgia de prostatectomia radical, terapia de bloqueio hormonal e quimioterapia, além da observação vigilante e vigilância ativa (em que alguns pacientes são observados de perto periodicamente sem que nenhuma intervenção curativa seja posta em prática).

Segundo o urologista, é possível sim levar uma vida normal após a cirurgia de retirada radical da próstata. Contudo, ele faz algumas ressalvas. “Durante a cirurgia, são cortados os canais deferentes, que levam os espermatozoides dos testículos para a próstata. Portanto, o paciente não poderá ter filhos pelas vias habituais. Em segundo lugar, nas fases iniciais de recuperação da cirurgia, alguns pacientes podem apresentar algum grau de disfunção erétil e, em menor escala, de incontinência urinária”, explica. “Esses sintomas tendem a regredir com o tempo, mas a depender do grau de invasão da lesão primária, do perfil do paciente no pré-operatório e, em alguns casos, da técnica utilizada e expertise do cirurgião, essa regressão pode não ocorrer ou ser incompleta – o que pode requerer terapias específicas para seu manejo”, completa.

Apesar de o medo da impotência ainda assustar muitos homens, independentemente da questão do câncer, a falta de acesso aos serviços de saúde, o grau de desinformação por parte da população sobre a doença e mesmo o preconceito e receio de fazer o exame do toque retal (nem sempre obrigatório) ainda têm contribuído para adiar a detecção da doença. “O que ocorre e que tem de ser colocado em pauta com o paciente é: uma vez com o diagnóstico de câncer de próstata, que estratégias poderiam ser feitas para minimizar as chances de disfunção erétil e que propostas terapêuticas se encaixam para cada perfil de paciente”, conclui o urologista Dimas Lemos Antunes, do Hospital Jayme da Fonte.

Serviço

Hospital Jayme da Fonte
www.jaymedafonte.com.br
Endereço: Rua das Pernambucanas, 167, Graças.
Fone: (81) 3416.0000

Assessoria de Imprensa


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