sábado, 21 de outubro de 2017

Teoria associada à prática reforça a aprendizagem no Curso Técnico em Agronegócio do SENAR

Roberto Espíndola (de camisa branca e boné, à frente) em aula de campo do curso que é oferecido em 23 estados (Foto: Senar/Divulgação)

Roberto Espíndola Santana é filho de produtores rurais. Ele seguiu os passos do pai, se tornou produtor e agora acumula a atividade com a de funcionário do Sindicato dos Produtores Rurais de Araguapaz (GO). Em busca de novos conhecimentos para impulsionar seus negócios, no início deste ano ele prestou o exame de seleção para o Curso Técnico em Agronegócio do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), foi aprovado e hoje comemora. “O curso é excelente. Melhor escolha que eu fiz este ano e isso tá contribuindo muito pra minha atividade e também pro meu crescimento pessoal como profissional”.

Para facilitar o acesso de quem vive nas zonas rurais, o curso é semipresencial. Oitenta por cento das suas 1.230 horas/aula são disponibilizados na internet, com o conteúdo reforçado por videoaulas, apostilas impressas e a orientação de tutores online, sempre disponíveis para sanar as dúvidas. Os vinte por cento restantes da programação do curso são reservados às atividades presenciais nos polos de apoio da Rede e-Tec Brasil do SENAR e aulas em propriedades rurais ou agroindústrias, onde os alunos exercitam a prática.


Roberto não perde uma aula. Aluno do polo da cidade goiana de Britânia, ele só tem elogios para todo conteúdo, didática e dinâmica do curso. Gosta, especialmente, das atividades presenciais, onde pode associar à prática o conteúdo assimilado nas aulas pela internet. Na disciplina Técnicas de Produção Vegetal, sua turma visitou alguns pivôs de produção de milho, feijão e sementes, onde o produtor conheceu todo o processo de tratamento de sementes.

“Nossa, muito bom! Na propriedade que visitamos eles fazem um tratamento de sementes de milho e soja que, até então, eu não conhecia. Eles têm uma máquina onde colocam as sementes e ali elas vão sendo pulverizadas com o herbicida e já ensacadas para levar pro campo e plantar. E, a partir do momento em que você está ali com o tutor, vão surgindo novas questões que são esclarecidas na hora”.

Contato com a realidade regional

A Rede e-Tec Brasil no SENAR conta atualmente com 98 polos distribuídos por 23 estados do País. Neles, os alunos do Curso Técnico em Agronegócio têm aulas presenciais, fazem provas e, como no ambiente virtual, encontram o suporte de um plantão tira dúvidas. Eduardo Pinheiro é tutor no polo de Alagoa Grande (PB), acumulando duas disciplinas: Técnicas de Produção Vegetal e Políticas Públicas para o Agronegócio. Para ele, as atividades presenciais são um grande reforço à aprendizagem. “Sem dúvida, são de fundamental importância. O aluno tem todo o conteúdo online e também no material didático impresso e, quando ele chega à sala de aula ou no campo, tem a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos e tirar as dúvidas que restarem”.

Eduardo acredita que as aulas presenciais são também uma forma dos alunos aprofundarem conteúdos relativos às culturas regionais. “Aqui nós temos o abacaxi, citros e, hoje em dia, a agricultura orgânica, que está crescendo muito nos pequenos estados brasileiros, como a Paraíba, em que predomina a agricultura familiar. Quando abordamos as questões regionais, a gente sente que os alunos participam bastante”. Em Alagoa Grande, graças à parceria com a Universidade Federal da Paraíba, algumas aulas são realizadas no Campus Bananeiras, com grande diversidade de culturas. “Isso enriquece bastante – observa Roberto. E visitamos ainda grandes produtores e agricultores familiares que cultivam orgânicos, para que os alunos conheçam as diversas formas de produção”

O que faz diferença

Na mineira Manhuaçu, João Paulo de Paiva Ramos foi aluno de primeira hora do Curso Técnico em Agronegócio do SENAR e já se formou no último mês de abril. Filho de trabalhadores rurais, cresceu no campo e começou a vida seguindo os passos dos pais na lida da fazenda. “Depois, com o tempo, acabei saindo, indo trabalhar em regiões industriais. Quando voltei para minha terra, passei a atuar na agricultura, mas em escritório. Com o Curso Técnico em Agronegócio voltei de fato para minhas raízes, acasalando o conhecimento prático, do dia a dia na roça, com o conhecimento teórico do agronegócio”.

Atual diretor de Agricultura da Prefeitura Municipal de Caratinga (MG), João Paulo diz que decidiu fazer o curso não só para dar continuidade aos estudos, que havia deixado o Ensino Médio, como para melhorar seus conhecimentos sobre o agronegócio e ampliar suas oportunidades de trabalho. “Foi um curso muito bom, que abriu meus olhos, mostrando que o agronegócio não veio para destruir os pequenos agricultores, mas que eles podem organizar sua produção dentro da porteira de forma que também conquistem um lugar no mercado e tenham maior ganho”.

Para João Paulo, as atividades presenciais são um diferencial a mais do Curso Técnico em Agronegócio do SENAR, reforçando o ensino a distância, que ele considera excelente. “O curso é realmente muito bom e as aulas no campo foram muito enriquecedoras e essenciais pra que a gente associe o conteúdo teórico à prática. E são importantes também para que a gente tenha contato com a realidade regional. As visitas técnicas que me ensinaram muito foram justamente em unidades que trabalham com café, cultura predominante aqui. Em uma delas aprendemos realmente como fazer o cálculo de todas as etapas de produção do café e, em outra visita, à uma exportadora, aprendemos sobre logística. Muito do que vi ali estou aplicando”.

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