quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Prática do sereísmo aumenta risco de afogamento no Brasil, alerta Inmetro

No Brasil, em média 17 brasileiros morrem afogados todos os dias

De colares de 'pérolas' a caudas de sereia, a moda do sereísmo está cada vez mais forte no Brasil. Em 2017, no Recife, presenciou-se até a abertura de uma fábrica de caudas para os fãs da prática. Mas, neste verão, todo cuidado é pouco para evitar afogamentos, quem alerta é o Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

No Brasil, em média 17 brasileiros morrem afogados todos os dias, desses, 51% ocorrem com crianças na faixa de 1 a 9 anos de idade , em piscinas. Segundo a Instituição uma das causas pode ser provocada pelo uso da cauda de sereia. "Tomada pela fantasia, a pessoa pode imitar uma sereia, mas tem seus movimentos dificultados pelo uso do acessório e fica impedida de flutar. Isso a expõe a situações de perigo, que podem resultar em afogamento e morte”, alerta o diretor de Avaliação da Conformidade do Instituto, Luiz Antonio Lourenço Marques.

Dentre os riscos citados eles destacam três principais: 1. Prende as pernas e os pés do usuário, impedindo a flutuação;
2. Compromete o equilíbrio, dificultando inclusive ficar de pé;
3. Pode levar ao afogamento de forma silenciosa, até em piscinas rasas, mesmo para nadadores experientes.

A campanha promovida pelo Inmetro busca alerta pais e responsáveis sobre os perigos de vestir o acessório. Para discutir o tema, o grupo criou ainda uma Comissão Técnica, formada pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa); pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); e pela ONG Criança Segura Safe Kids Brasil.

Diario de Pernambuco


0 comentários:

Postar um comentário