Pesquisa mostra que Cury recua para 4%; soma dos demais candidatos ao Planalto também caiu com relação a resultados anteriores ao longo do período eleitoral
Por Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro
A menos de uma semana da ida dos brasileiros às urnas, pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno. Em seguida, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 34%. O levantamento, encomendado pelo GLOBO e TV Globo, é o primeiro do instituto após a proibição das bets no país pelo Planalto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Os dados mostram o escritor Augusto Cury (Avante) com 4%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) marca 4%, enquanto o ativista Renan Santos e o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) têm 3% e 1%, respectivamente. Os candidatos que se colocam como alternativas da terceira via saíram de 16% das intenções de voto somados a atuais 12% em um mês.
Na rodada anterior, divulgada há uma semana, Lula aparecia com 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio tinha 33%. Já Cury marcava 6%, contra 4% de Caiado e 3% de Renan. Zema, por sua vez, alcançava 1%.
Os dados mostram que Lula avançou nas intenções de voto entre católicos e evangélicos em meio à polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida. No cenário de primeiro turno, o petista passou de 43% para 48% nas intenções de voto entre católicos, enquanto Flávio foi de 27% para 29%. Já no segmento evangélico, Lula subiu de 23% para 27%. O bolsonarista, por sua vez, recuou de 49% para 46%. As margens de erro são de três e quatro pontos percentuais, respectivamente.
Após acenos ao eleitorado feminino em medidas do governo anunciadas às vésperas da eleição, o atual presidente teve alta ainda nas intenções de voto entre mulheres tanto no primeiro quanto no segundo turno. No cenário de primeiro turno, Lula passou de 37% para 40% na comparação com o levantamento anterior, divulgado há uma semana. Flávio, por sua vez, recuou de 32% para 29%.
Empate numérico no 2º turno
Na simulação de segundo turno, a pesquisa reforça o cenário acirrado. Lula e Flávio têm 42% cada. Em relação ao levantamento da semana passada, trata-se de oscilação favorável ao petista, já que pontuava 41% e o adversário marcava os mesmos 42% de agora. No entanto, como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, a variação se dá dentro dela.
Das bets à Nossa Senhora Aparecida
As entrevistas ocorreram entre 24 e 27 de setembro. Ou seja, já mediram, em partes, também o efeito da proibição das bets no país, anunciada por Lula no início da noite do último dia 25.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores. Com nível de confiança de 95%, o levantamento foi cadastrado junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-06520/2026.
A proibição foi estabelecida por uma Medida Provisória e veta a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. A partir da publicação da MP, novos depósitos nas plataformas foram proibidos. Os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis. A partir do dia seguinte, sites e aplicativos deverão sair do ar, enquanto os saldos remanescentes serão devolvidos pelos bancos entre 9 e 14 de outubro.
Além da proibição das operações, o governo também determinou o fim da publicidade e de novos contratos de patrocínio das empresas do setor. Materiais e patrocínios já contratados poderão continuar sendo veiculados até 5 de outubro. A medida também prevê reforço da fiscalização contra plataformas que continuarem funcionando de forma ilegal.
Além das medidas anunciadas, as entrevistas foram feitas em meio a publicações nas redes sociais sobre a lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em padroeira do Brasil. O caso foi impulsionado nos últimos dias após debates sobre um projeto arquivado há quase 20 anos que tinha o objetivo de retirar o título da santa. A proposta passou a ser associada por aliados de Lula ao presidenciável do PL.
No domingo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou, no âmbito da Corte, uma decisão de André Mendonça tomada como membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e liberou publicações nas redes sociais sobre a lei. Na sexta-feira, Mendonça havia determinado a remoção de um post no qual o humorista Antonio Tabet falava sobre um suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida em meio às eleições. Na ocasião, o magistrado atendeu a um pedido da campanha de Flávio, que levou a questão ao órgão eleitoral.
Em nota, o jurídico de Flávio acusou o STF de “usurpação constitucional de competência”, sustentando que caberia à Justiça Eleitoral fiscalizar o assunto. No discurso, o candidato do PL tem acusado integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ecoar o que classificou como fake news. A entidade rebateu em nota, frisando que “a mentira não se combate com outra mentira”.
Já Lula explorou o tema. Em entrevista à Bandeirantes no fim da noite, afirmou que “mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”.
— Eu quero dizer o seguinte: ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo quer e tem fé — disse o petista, que chegou a ser alertado por um dos apresentadores sobre a veracidade do episódio.
Por Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro
A menos de uma semana da ida dos brasileiros às urnas, pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno. Em seguida, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 34%. O levantamento, encomendado pelo GLOBO e TV Globo, é o primeiro do instituto após a proibição das bets no país pelo Planalto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Os dados mostram o escritor Augusto Cury (Avante) com 4%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) marca 4%, enquanto o ativista Renan Santos e o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) têm 3% e 1%, respectivamente. Os candidatos que se colocam como alternativas da terceira via saíram de 16% das intenções de voto somados a atuais 12% em um mês.
Na rodada anterior, divulgada há uma semana, Lula aparecia com 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio tinha 33%. Já Cury marcava 6%, contra 4% de Caiado e 3% de Renan. Zema, por sua vez, alcançava 1%.
Os dados mostram que Lula avançou nas intenções de voto entre católicos e evangélicos em meio à polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida. No cenário de primeiro turno, o petista passou de 43% para 48% nas intenções de voto entre católicos, enquanto Flávio foi de 27% para 29%. Já no segmento evangélico, Lula subiu de 23% para 27%. O bolsonarista, por sua vez, recuou de 49% para 46%. As margens de erro são de três e quatro pontos percentuais, respectivamente.
Após acenos ao eleitorado feminino em medidas do governo anunciadas às vésperas da eleição, o atual presidente teve alta ainda nas intenções de voto entre mulheres tanto no primeiro quanto no segundo turno. No cenário de primeiro turno, Lula passou de 37% para 40% na comparação com o levantamento anterior, divulgado há uma semana. Flávio, por sua vez, recuou de 32% para 29%.
Empate numérico no 2º turno
Na simulação de segundo turno, a pesquisa reforça o cenário acirrado. Lula e Flávio têm 42% cada. Em relação ao levantamento da semana passada, trata-se de oscilação favorável ao petista, já que pontuava 41% e o adversário marcava os mesmos 42% de agora. No entanto, como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, a variação se dá dentro dela.
Das bets à Nossa Senhora Aparecida
As entrevistas ocorreram entre 24 e 27 de setembro. Ou seja, já mediram, em partes, também o efeito da proibição das bets no país, anunciada por Lula no início da noite do último dia 25.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores. Com nível de confiança de 95%, o levantamento foi cadastrado junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-06520/2026.
A proibição foi estabelecida por uma Medida Provisória e veta a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. A partir da publicação da MP, novos depósitos nas plataformas foram proibidos. Os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis. A partir do dia seguinte, sites e aplicativos deverão sair do ar, enquanto os saldos remanescentes serão devolvidos pelos bancos entre 9 e 14 de outubro.
Além da proibição das operações, o governo também determinou o fim da publicidade e de novos contratos de patrocínio das empresas do setor. Materiais e patrocínios já contratados poderão continuar sendo veiculados até 5 de outubro. A medida também prevê reforço da fiscalização contra plataformas que continuarem funcionando de forma ilegal.
Além das medidas anunciadas, as entrevistas foram feitas em meio a publicações nas redes sociais sobre a lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em padroeira do Brasil. O caso foi impulsionado nos últimos dias após debates sobre um projeto arquivado há quase 20 anos que tinha o objetivo de retirar o título da santa. A proposta passou a ser associada por aliados de Lula ao presidenciável do PL.
No domingo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou, no âmbito da Corte, uma decisão de André Mendonça tomada como membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e liberou publicações nas redes sociais sobre a lei. Na sexta-feira, Mendonça havia determinado a remoção de um post no qual o humorista Antonio Tabet falava sobre um suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida em meio às eleições. Na ocasião, o magistrado atendeu a um pedido da campanha de Flávio, que levou a questão ao órgão eleitoral.
Em nota, o jurídico de Flávio acusou o STF de “usurpação constitucional de competência”, sustentando que caberia à Justiça Eleitoral fiscalizar o assunto. No discurso, o candidato do PL tem acusado integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ecoar o que classificou como fake news. A entidade rebateu em nota, frisando que “a mentira não se combate com outra mentira”.
Já Lula explorou o tema. Em entrevista à Bandeirantes no fim da noite, afirmou que “mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”.
— Eu quero dizer o seguinte: ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo quer e tem fé — disse o petista, que chegou a ser alertado por um dos apresentadores sobre a veracidade do episódio.














Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comentários são publicados somente depois de avaliados por moderador. Aguarde publicação. Agradecemos a sua opinião.