Petrolândia imergiu em uma crise de representatividade do Legislativo (Foto: Gemini AI)
Na sequência cronológica dos fatos, no início da manhã de 13/01/26, Samyr Oliveira foi atingido por vários disparos de arma de fogo, após uma perseguição de moto que se estendeu do Sítio Serrota até o centro da cidade de Petrolândia, onde a vítima caiu, foi socorrida e transferida para hospital de Serra Talhada. Neste primeiro dia, nenhuma instituição de Petrolândia divulgou nota de pesar pelo estado gravíssimo de Samyr nem de repúdio pela violência registrada em plena luz do dia, em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Porém, as centrais de boatos trabalharam como nunca. Desde as primeiras horas após o crime, com os moradores ainda em estado de perplexidade, eram ventilados nomes de pessoas supostamente envolvidas no atentado, por autoria ou colaboração.
No dia seguinte (14), já circulava abertamente o nome do vereador Cristiano Lima como autor da perseguição e dos disparos em via pública. Nessa data, o vereador Dedé de França cometeu o grande equívoco de publicar uma nota de esclarecimento (reproduzida no final desta postagem) e assinar como "Erinaldo Alencar Fernandes (Dedé de França), Presidente da Câmara Municipal de Petrolândia". A partir desse momento, o nome da Câmara Municipal de Petrolândia foi definitivamente vinculado às notícias sobre o atentado.
Mas, até onde se sabia, Cristiano supostamente não teria motivações políticas para o crime. Ou seja, se a investigação era de um crime com motivações de cunho supostamente pessoal e os esclarecimentos foram prestados sob cunho pessoal, sem acusação formal ao vereador Dedé e sem envolver diretamente a Casa Aureliano Menezes, por que redigir uma nota institucional em vez de (um pouco menos burramente, mas tão burramente quanto), escrever uma nota pessoal, na qualidade de cidadão? Afinal, "quem se desculpa sem ser acusado, se culpa", diz o ditado e o disse-me-disse crescente na boca do povo.
No dia 15, o irmão de Samyr, Said Sousa, publicou um vídeo no qual revelou que Cristiano, de fato, era o autor do atentado. Em aparente arrependimento, o vereador telefonou para ele e teria confessado a agressão, com um pedido de desculpas à família da vítima. O motivo para o ato seriam desavenças pessoais entre ele e Samyr.
Cristiano fugiu e teve a prisão decretada pelo juiz da Comarca de Petrolândia, no dia 16. O presidente da Câmara seguiu emitindo notas sob o brasão do Legislativo Municipal, mantendo-se em evidência nos comentários sobre os fatos. Por outro lado, todas as demais instituições (prefeitura, diretórios políticos) mudas estavam e caladas ficaram.















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