14 junho 2026

Ancelotti vê Brasil ansioso na estreia da Copa e admite que equipe precisa evoluir; veja tabela e jogos da Copa do Mundo 2026


Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira. — Foto: FIFA

O técnico Carlo Ancelotti avaliou que a ansiedade pesou no desempenho da Seleção Brasileira no empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva após a partida, disputada neste sábado (13), o comandante italiano afirmou que o nervosismo comprometeu principalmente o primeiro tempo e destacou que o time precisa evoluir para a sequência da competição.


Segundo Ancelotti, o Brasil teve dificuldades para controlar o jogo por causa das perdas de bola no meio-campo, fator que permitiu ao adversário ganhar espaço e equilibrar a partida. Na avaliação do treinador, a equipe apresentou melhora na etapa final, mas ainda ficou abaixo do desempenho esperado.

“A primeira parte foi difícil porque a equipe estava um pouco ansiosa. Perdemos muitas bolas no meio-campo, comprometendo o equilíbrio do time. No segundo tempo fomos melhores. Foi uma partida complicada e acredito que vamos melhorar no próximo jogo”, afirmou.

Questionado sobre as escolhas de jogadores como Ibañez, Douglas Santos e Igor Thiago entre os titulares, além das substituições realizadas durante o confronto, Ancelotti preferiu não fazer avaliações individuais. Também evitou explicar por que Endrick permaneceu no banco durante toda a partida.Shorts Youtube

Apesar do empate na estreia, o treinador demonstrou tranquilidade e reforçou que o resultado não compromete os objetivos da Seleção na Copa do Mundo. Para ele, o mais importante é manter a confiança e buscar evolução ao longo da competição.

“Não podemos perder a confiança. Em uma Copa do Mundo, tudo pode acontecer na estreia e ninguém chega perfeito ao primeiro jogo. Recebemos um resultado que não considero ruim e agora vamos lutar para vencer a próxima partida. A Copa do Mundo não se ganha no primeiro jogo”, destacou.

O Brasil iniciou sua campanha no Grupo C com um empate após uma atuação de altos e baixos. Depois de sair atrás no placar, conseguiu igualar o marcador com Vinícius Júnior, mas encontrou dificuldades para impor seu ritmo diante da forte marcação marroquina.

Agora, a equipe comandada por Carlo Ancelotti volta as atenções para o confronto contra o Haiti, na próxima sexta-feira (19), em partida que pode ser decisiva para encaminhar a classificação às oitavas de final e dar mais confiança ao grupo na busca pelo hexacampeonato mundial.

Jonathas Maresia

Flávio Bolsonaro perde apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e no Sudeste, mostra Quaest

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República — Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, perdeu apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e na região Sudeste, mostram dados da pesquisa Quaest obtidos pelo g1. O detalhamento por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar a mudança de cenário captada nessa semana, quando o presidente Lula abriu 6 pontos de vantagem sobre Lula no 2º turno.

Desde março, Lula e Flávio apareciam em empate técnico na simulação de 2º turno da Quaest. Agora em junho, o petista passou a liderar, com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio.

Entre uma pesquisa e outra, veio à tona a relação de Flávio com o banqueiro preso Daniel Vorcaro. O senador recebeu R$ 61 milhões do dono do banco Master a pretexto de financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, "Dark Horse".

De maio a junho também, os Estados Unidos, de Donald Trump, anunciaram duas medidas que impactam o Brasil: a classificação das facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas e o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. As duas decisões saíram depois de uma visita de Flávio Bolsonaro a Trump e a integrantes do alto escalão do governo americano.

Onde Flávio Bolsonaro perdeu apoio

Dados da Quaest mostram perda de apoio a Flávio Bolsonaro nas regiões Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte. O Sudeste concentra dois dos maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo e Minas Gerais.

"Regionalmente, a abertura de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno aparece com clareza no Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte. Nos dois casos, a queda de Flávio é maior do que o avanço de Lula, o que sugere perda líquida de apoio do senador nesses recortes", afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

No Sudeste, Flávio Bolsonaro vem em queda desde abril. O senador, que já esteve na dianteira com 12 pontos de vantagem, deixou a liderança na região e agora está em empate técnico com Lula. O presidente mostra tendência de alta desde abril.