31 julho 2026

Lula diz que "não haverá privilégio" para Lulinha: Presidente afirmou que o filho terá de responder à Justiça como qualquer outro cidadão

Presidente Lula e seu filho Lulinha • Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, não terá privilégios se for acusado pela Polícia Federal no âmbito da investigação que apura desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

"Se o meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. É o certo. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas. Se ele estiver certo, ele vai ter ajuda minha", disse o mandatário em entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

O presidente disse confiar no filho e que Lulinha "jura todos os dias" que não está envolvido no escândalo do INSS. Segundo Lula, a vivência em casa durante o período em que foi condenado pela Operação Lava-Jato lhe deu o direito de "não errar".

"Se ele fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Ele viveu dentro da minha casa o que eu passei. Ele sabe o que é um pai, com cinco filhos, ver a televisão chamar a família de ladrão o tempo inteiro. Ele sabe que a minha mulher morreu por causa da desgraça da Lava Jato. Ele sabe. Então ele não tem o direito de errar. Ele sabe disso. Ele jura para mim todo dia. Eu acredito nele", disse.

De acordo com o presidente, Lulinha está fora do país, mas, se for acusado, retornará ao Brasil e "não vai fugir".

"Se for julgado, ele virá para cá. Não vai se esconder, não. Não vou utilizar meu cargo para protegê-lo. Ele vai vir para cá. Ele vai ter que provar que é inocente. É o meu próprio filho. Vai ter que provar. E, se for culpado, vai pagar o que todo mundo tem que pagar quando erra", disse o mandatário.

Segundo Lula, essa não é a primeira vez que o filho é "usado" como uma forma de atingi-lo. No entanto, o presidente afirmou que, em todas as ocasiões anteriores, as acusações não foram comprovadas.

"Esse meu filho, desde 2006, vem sendo utilizado no contraponto. Quem quer me atacar começa atacando ele. Eu já ouvi várias histórias (...) É dono disso, é dono daquilo. Era dono de todos os gados da Friboi, dos gados da JBS, tinha carro de ouro."

Mega-Sena acumula em R$ 100 milhões; confira os números e demais sorteios desta quinta (30). em Petrolândia as apostas são realizadas na Lotérica Nogueira



O sorteio do concurso 3038 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta (30), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas seria de R$ 85.091.902,76. Entretanto, ninguém acertou e o prêmio para o próximo sorteio acumulou para R$ 100 milhões.

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Flávio Bolsonaro diz que pai não sabia de vídeo de IA e defende uso

Flávio Bolsonaro em live nesta quinta-feira (30) — Foto: Reprodução

O candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), saiu nesta quinta-feira em defesa do vídeo produzido com inteligência artificial (IA) que recriou a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi exibido durante a convenção nacional do partido, no último sábado.

Em meio ao questionamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o uso da peça, o senador afirmou que a campanha estudou previamente a legislação eleitoral e concluiu que não havia qualquer irregularidade na iniciativa.

Segundo Flávio, Bolsonaro não tinha conhecimento de que o vídeo seria exibido durante a convenção. O senador afirmou que a decisão foi tomada pela campanha e sustentou que a peça respeitou as regras da Justiça Eleitoral por informar, logo no início da gravação, que a imagem e a voz do ex-presidente haviam sido recriadas por inteligência artificial.

— O presidente Bolsonaro não tinha a menor ideia de que iria passar um vídeo dele na convenção. Nós estudamos a legislação e vimos que não tinha nada de errado. A legislação diz, em tese, que durante as eleições você não pode usar IA para promover mentiras, fazer apoio a um candidato ou ataque sempre que tiver a intenção de ludibriar — afirmou durante uma transmissão nas redes sociais.

Na sequência, o senador voltou a afirmar que o vídeo atendia aos requisitos legais.

— Legalmente está tudo certo. Ele começa dizendo que é feito por inteligência artificial. E ele nada mais faz do que pedir apoio ao Flávio Bolsonaro.

Flávio também afirmou que a exibição do vídeo teve um significado pessoal diante da impossibilidade de o pai participar da campanha. Ele disse ter se emocionado porque s gravação permitiu que os apoiadores voltassem a ouvir a voz do ex-presidente após mais de um ano.

— Eu fiquei muito emocionado porque tem mais de um ano que vocês não ouvem a voz do meu pai. Então, quando apareceu o vídeo de IA, fiquei emocionado porque queria muito que ele estivesse com a gente.

As declarações reforçam a estratégia jurídica já adotada pela defesa de Bolsonaro e pela campanha do PL. Como mostrou o GLOBO, os advogados do ex-presidente informaram ao STF que ele não foi comunicado previamente sobre a produção nem sobre a exibição do vídeo e que toda a iniciativa partiu da campanha presidencial de Flávio e do Partido Liberal.

A manifestação foi enviada após Moraes determinar que a defesa esclarecesse se Bolsonaro autorizou o uso de sua imagem. Na decisão, o ministro apontou que, caso o ex-presidente tenha dado anuência ao vídeo, poderia haver descumprimento das medidas cautelares impostas para a manutenção de sua prisão domiciliar humanitária, que o impedem de fazer manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros. Se não houve autorização, porém, Moraes indicou que caberá apurar eventual responsabilidade da campanha de Flávio e do PL pelo uso de conteúdo sintético sem consentimento.

Nos bastidores da campanha, aliados do senador reconhecem que a estratégia reduz os riscos para Bolsonaro, mas pode ampliar o foco das investigações sobre a campanha presidencial.

O Globo