O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) escolheu os 10 nos patrimônios vivos de Pernambuco - Foto: Silla Cadengue/Fundarpe
JULIANA PANKARARU - Identidade e Origem: Indicada pelo Grupo Curumim Gestação e Parto, Juliana Maria da Silva (Juliana Pankararu) é uma mulher indígena de 52 anos, residente no Território Indígena Aldeia Saco dos Barros, em Jatobá (Sertão de Pernambuco).
A lista dos novos Patrimônios Vivos de Pernambuco foi definida nesta quinta-feira (6), após deliberação do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC).
Foram contemplados: Teco Agamenon, de Triunfo; o Terreiro de Mãe Amara, do Recife; Mestre João Paulo, de Nazaré da Mata; o Barracão Mãe Nadja, também da capital; o Gres Preto Velho, de Olinda; o Maracatu Cruzeiro do Forte, do Recife; Mestra Di, de Olinda; a Família Vitalino, de Caruaru; Mestre Zé Negão, de Camaragibe; e Juliana Pankararu, de Jatobá.
Com as novas escolhas, o Estado passa a contar com 125 Patrimônios Vivos reconhecidos oficialmente. A iniciativa contempla representantes de expressões como maracatu, coco, samba, religiosidades de matriz africana, medicina tradicional indígena e capoeira, entre outras manifestações que compõem o patrimônio imaterial pernambucano.
A entrega oficial dos títulos ocorrerá em 17 de agosto, durante a abertura da 19ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural de Pernambuco, data em que também é celebrado o Dia do Patrimônio Cultural.
Segundo o presidente do CEPPC, Antiógenes Viana, a seleção foi precedida por uma análise criteriosa das candidaturas.
"Este processo envolveu a escuta dos candidatos e da comissão de pareceristas. Um exame detalhado de todas as candidaturas neste que é o concurso mais importante para a premiação da cultura popular de Pernambuco", afirma.
Os contemplados passam a receber uma bolsa mensal vitalícia – atualmente fixada em R$ 2.479,41 para pessoas físicas e R$ 4.958,85 para grupos culturais – e assumem o compromisso de participar de atividades voltadas ao ensino e à difusão de seus conhecimentos, promovidas pelo Governo de Pernambuco por meio da Fundarpe e das secretarias estaduais de Cultura e Educação.
Para a presidente da Fundarpe, Renata Borba, o reconhecimento fortalece o papel dos detentores desses conhecimentos tradicionais na preservação da identidade cultural do Estado.
"Hoje é o dia que o Governo de Pernambuco reconhece, através do Conselho de Preservação do Patrimônio, os novos patrimônios vivos que passam, a partir de hoje, a ter esse papel de transmitir seus saberes e tradições. São mestras e mestres, grupos, que são notório saber nesses fazeres que falam da nossa identidade enquanto pernambucanos", destaca.
A edição de 2026 registrou 205 inscrições, o maior número desde a criação do concurso, em 2002. A secretária interina de Cultura, Ana Paula Jardim, ressaltou a representatividade dos selecionados.
"Tivemos a honra hoje de estar na Casa dos Conselhos para esta votação, reconhecendo fazedores de cultura que representam manifestações da nossa cultura popular, valorizando saberes tradicionais de Pernambuco", disse.
O vice-presidente do conselho, Elinildo Marinho, chamou atenção para a diversidade do grupo escolhido.
"Neste dia histórico em que deliberamos sobre os 10 novos Patrimônios Vivos, dentre eles duas mulheres de representações potentes nas tradições indígena e da capoeira. Temos terreiros, tanto religiosos quanto em suas representações, um de maracatu e outro da escola de samba. Este ano trouxemos um aquilombamento, uma pretitude para dentro desse contexto de todo o Estado de Pernambuco", ressaltou.
O edital deste ano também incorporou medidas para ampliar a participação dos candidatos. Pela primeira vez, foi possível apresentar a inscrição em formato semi-oral, por meio de vídeo, dispensando a elaboração obrigatória de um texto escrito.
Além disso, a etapa de defesa das candidaturas pôde ser realizada presencialmente ou pela internet, conforme a preferência dos concorrentes.
Instituído há 24 anos, o título de Patrimônio Vivo é uma das principais políticas públicas de salvaguarda da cultura popular em Pernambuco.
Além do apoio financeiro, o programa busca assegurar que os conhecimentos acumulados por mestres, mestras e coletivos culturais sejam compartilhados com novas gerações, contribuindo para a continuidade das tradições que marcam a identidade do Estado.
Conheça os 10 novos Patrimônios Vivos de Pernambuco:
Foram contemplados: Teco Agamenon, de Triunfo; o Terreiro de Mãe Amara, do Recife; Mestre João Paulo, de Nazaré da Mata; o Barracão Mãe Nadja, também da capital; o Gres Preto Velho, de Olinda; o Maracatu Cruzeiro do Forte, do Recife; Mestra Di, de Olinda; a Família Vitalino, de Caruaru; Mestre Zé Negão, de Camaragibe; e Juliana Pankararu, de Jatobá.
Com as novas escolhas, o Estado passa a contar com 125 Patrimônios Vivos reconhecidos oficialmente. A iniciativa contempla representantes de expressões como maracatu, coco, samba, religiosidades de matriz africana, medicina tradicional indígena e capoeira, entre outras manifestações que compõem o patrimônio imaterial pernambucano.
A entrega oficial dos títulos ocorrerá em 17 de agosto, durante a abertura da 19ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural de Pernambuco, data em que também é celebrado o Dia do Patrimônio Cultural.
Segundo o presidente do CEPPC, Antiógenes Viana, a seleção foi precedida por uma análise criteriosa das candidaturas.
"Este processo envolveu a escuta dos candidatos e da comissão de pareceristas. Um exame detalhado de todas as candidaturas neste que é o concurso mais importante para a premiação da cultura popular de Pernambuco", afirma.
Os contemplados passam a receber uma bolsa mensal vitalícia – atualmente fixada em R$ 2.479,41 para pessoas físicas e R$ 4.958,85 para grupos culturais – e assumem o compromisso de participar de atividades voltadas ao ensino e à difusão de seus conhecimentos, promovidas pelo Governo de Pernambuco por meio da Fundarpe e das secretarias estaduais de Cultura e Educação.
Para a presidente da Fundarpe, Renata Borba, o reconhecimento fortalece o papel dos detentores desses conhecimentos tradicionais na preservação da identidade cultural do Estado.
"Hoje é o dia que o Governo de Pernambuco reconhece, através do Conselho de Preservação do Patrimônio, os novos patrimônios vivos que passam, a partir de hoje, a ter esse papel de transmitir seus saberes e tradições. São mestras e mestres, grupos, que são notório saber nesses fazeres que falam da nossa identidade enquanto pernambucanos", destaca.
A edição de 2026 registrou 205 inscrições, o maior número desde a criação do concurso, em 2002. A secretária interina de Cultura, Ana Paula Jardim, ressaltou a representatividade dos selecionados.
"Tivemos a honra hoje de estar na Casa dos Conselhos para esta votação, reconhecendo fazedores de cultura que representam manifestações da nossa cultura popular, valorizando saberes tradicionais de Pernambuco", disse.
O vice-presidente do conselho, Elinildo Marinho, chamou atenção para a diversidade do grupo escolhido.
"Neste dia histórico em que deliberamos sobre os 10 novos Patrimônios Vivos, dentre eles duas mulheres de representações potentes nas tradições indígena e da capoeira. Temos terreiros, tanto religiosos quanto em suas representações, um de maracatu e outro da escola de samba. Este ano trouxemos um aquilombamento, uma pretitude para dentro desse contexto de todo o Estado de Pernambuco", ressaltou.
O edital deste ano também incorporou medidas para ampliar a participação dos candidatos. Pela primeira vez, foi possível apresentar a inscrição em formato semi-oral, por meio de vídeo, dispensando a elaboração obrigatória de um texto escrito.
Além disso, a etapa de defesa das candidaturas pôde ser realizada presencialmente ou pela internet, conforme a preferência dos concorrentes.
Instituído há 24 anos, o título de Patrimônio Vivo é uma das principais políticas públicas de salvaguarda da cultura popular em Pernambuco.
Além do apoio financeiro, o programa busca assegurar que os conhecimentos acumulados por mestres, mestras e coletivos culturais sejam compartilhados com novas gerações, contribuindo para a continuidade das tradições que marcam a identidade do Estado.
Conheça os 10 novos Patrimônios Vivos de Pernambuco:













