A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), para investigar a suposta ocorrência do crime de tráfico de influência. Ainda não há informação sobre quem é o relator do caso.
Outros dois pedidos de investigação - também por tráfico de influência - caíram por sorteio com o ministro do STF André Mendonça, que decidiu instaurar os procedimentos.
A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e diz que ele está à disposição para depor à Justiça brasileira caso seja necessário. O filho do presidente mora atualmente em Madri, na Espanha. Ele pode vir depor "caso seja necessário", disse o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que é amigo e defensor de Lulinha.
O advogado disse ainda ver com estranheza a existência de um terceiro inquérito sobre o mesmo crime e sugeriu que há uma perseguição contra Lulinha em curso que tem com objetivo atingir o presidente da República, que disputa a reeleição neste ano.
Marco Aurélio disse que se reunirá com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, nesta segunda-feira para tratar da questão das três investigações.
O advogado criticou o vazamento das informações sobre as investigações, dizendo que eles "lembram" o período da Operação Lava Jato.
O objeto dessa terceira investigação ainda não foi divulgado. Os outros dois inquéritos tratam da relação de Lulinha com pessoas que buscavam contratos no Ministério da Saúde e no Dataprev, empresa pública de tecnologia responsável pela base de dados do INSS.
Entre esses interlocutores estava Antônio Camilo Antunes, o "careca do INSS", empresário suspeito de operacionalizar o desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
A PF levantou informações de que Lulinha fez uma viagem a Europa bancada por Antunes no fim de 2024 - portanto, antes de ele virar alvo das investigações da PF sobre as fraudes no INSS.














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