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Reajuste do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva começará a ser pago em 19 de outubro — Foto: Lula Marques/Agência Brasil/02-03-2023
O reajuste do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva começará a ser pago em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições. O valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio subirá para R$ 777.
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Segundo o governo, o aumento será de 15,04% e alcançará cerca de 19 milhões de famílias. O decreto com os novos valores já foi publicado, e a folha de outubro será processada com o reajuste.
Veja o calendário:
19 de outubro: NIS final 1
20 de outubro: NIS final 2
21 de outubro: NIS final 3
22 de outubro: NIS final 4
23 de outubro: NIS final 5
26 de outubro: NIS final 6
27 de outubro: NIS final 7
28 de outubro: NIS final 8
29 de outubro: NIS final 9
30 de outubro: NIS final 0
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o aumento corresponde à recomposição da perda do poder de compra acumulada desde o início de 2023, possibilidade prevista na legislação do programa.
— Isso corresponde exatamente ao que a lei nos autoriza a fazer, que é a recomposição do poder de compra das famílias. Esse é um instrumento fundamental para que a gente siga tendo resultados na redução da taxa de pobreza — disse.
O reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano, considerando os pagamentos a partir de outubro, e de R$ 22 bilhões em 2027. Moretti afirmou que, em 2026, o governo cobrirá a despesa com o remanejamento de recursos de áreas nas quais foram identificadas sobras, sem elevar o limite total de gastos.
— Isso será feito sem nenhum real de aumento do nosso limite global de despesa. Será mantido o nosso limite de gastos, e vamos remanejar outras rubricas nas quais foram identificadas sobras — afirmou.
De acordo com o ministro, a revisão do cadastro do Bolsa Família e o combate a fraudes abriram espaço para o reajuste. Para 2027, o governo ainda encaminhará ao Congresso as alterações necessárias no Orçamento, mas prevê cobrir o aumento também com remanejamentos dentro do próprio programa.
O GLOBO














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