Carlos Costa (Republicanos), Marília Arraes (PDT), João Campos (PSB), Humberto Costa (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) durante convenção da Frente Popular no Recife — Foto: Pedro Alves/g1 PE
O PSB lançou, neste sábado (1º), a candidatura do ex-prefeito do Recife João Campos ao governo de Pernambuco. O anúncio foi feito durante convenção partidária realizada no Clube Internacional, no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife.João Campos deixou a prefeitura do Recife neste ano para disputar o governo estadual pela primeira vez. Ele tenta suceder a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição e sua principal adversária na disputa.
Na convenção da Frente Popular de Pernambuco, encabeçada pelo PSB, também foi lançada a candidatura ao Senado da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), prima de João Campos (entenda mais abaixo).
Integram ainda a chapa o advogado e economista Carlos Costa (Republicanos), candidato a vice-governador; e o senador Humberto Costa (PT), que tenta a reeleição. Neste sábado foram ainda lançados 45 candidatos a deputado estadual e 26 a deputado federal.
Engenheiro civil de formação, ele é filho do ex-governador Eduardo Campos, morto num acidente aéreo em 2014, e começou a carreira política como chefe de gabinete de Paulo Câmara, governador que sucedeu seu pai. Depois, em 2018, se candidatou a deputado federal e bateu recorde de votação no estado, com 460.387 votos.
Deixou o cargo dois anos depois, em 2020, ao ser eleito o mais jovem prefeito do Recife, aos 27 anos. Na época, enfrentou sua prima, Marília Arraes (à época no PT), numa campanha acirrada, marcada por trocas de acusações e vencida no segundo turno.
Ele foi reeleito em primeiro turno em 2024, com 78,11% dos votos, e renunciou ao cargo em abril deste ano. Seu amigo de faculdade e chefe de gabinete, Victor Marques (PCdoB), havia sido eleito vice-prefeito e ficou à frente da prefeitura após a renúncia.
João Campos (PSB) durante a convenção que oficializou a candidatura dele ao Governo de Pernambuco — Foto: Pedro Alves/g1
Em discurso na convenção eleitoral, João Campos, assim como Marília Arraes e diversos outras lideranças que discursaram no evento, o ex-prefeito do Recife citou o pai, ex-governador Eduardo Campos.
Ele, disse estar ao lado do presidente Lula (PT) e agradeceu a presença, na convenção, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ele também pediu aos apoiadores que só parem de trabalhar agora no dia da votação.
"Quem anda junto do povo nunca anda só. Pernambuco vai viver um tempo diferente. Pernambuco vai viver um tempo de oportunidade. Pernambuco vai colocar o povo de volta no Palácio do governo. E nós vamos fazer isso junto. Eu convido vocês a sonhar esse sonho, a caminhar pelo nosso estado e fazer a maior caminhada popular da história de Pernambuco", afirmou João Campos.
O candidato também disse que só chegou onde chegou devido aos sonhos e à luta de muita gente.
"Eu nunca saí de casa atrás de um projeto pessoal, atrás de querer ser candidato por ser, de ser deputado, prefeito, governador, por ser. Eu estou aqui atendendo a um chamado do povo de Pernambuco, atendendo a um chamado de quem sabe que pode fazer mais", disse.
Presente à convenção, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), elogiou a trajetória do candidato. "Peço licença para apoiar o melhor candidato a governador, o futuro começa hoje ele se chama juventude”, disse.
Candidatura de Marília Arraes
Na mesma convenção, o PDT oficializou a candidatura de Marília Arraes ao Senado. A ex-deputada tentava se viabilizar na disputa desde que perdeu a eleição de 2022 para a governadora Raquel Lyra (PSD).
O nome dela foi finalmente anunciado após meses de especulações sobre as candidaturas ao Senado numa eventual chapa de João Campos.
“Esse é o time de Lula de verdade. Política se faz unindo, somando, quem faz política com compromisso com o povo, une pessoas primeiro, antes de pensar em fazer a união dos políticos. Quando o povo está unido, já dizia [Miguel] Arraes, a gente une os políticos. Mas antes de unir o povo, João, a gente precisa unir valores, princípios. Estamos aqui unidos como deve ser, porque dividir não leva a nada. Arenga a gente deixa para quem não tem amor pelo que faz", discursou.
Além de Marília Arraes e Humberto Costa, pleiteavam as vagas o então ministro de Portos e Aeroportos, deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos); e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), que posteriormente rompeu com João Campos e tentou integrar a chapa de Raquel Lyra à reeleição, mas foi preterido por Eduardo da Fonte (PP), que anunciou neste sábado a candidatura ao Senado.
Diante da profusão de pré-candidatos ao Senado na chapa de João Campos, no início de março, Marília Arraes anunciou que sua candidatura ao Senado "não tinha volta atrás". Falava-se, inclusive, da possibilidade de ela sair "avulsa", sem o apoio de candidatos ao governo.
O presidente do PDT, Carlos Lupi também chegou a afirmar que, para viabilizar a candidatura de Marília ao Senado, poderia até mesmo apoiar a reeleição de Raquel Lyra, que a derrotou em segundo turno nas eleições de 2022 e principal adversária política de João Campos.
Pressionado, João Campos anunciou, ainda em março, sua chapa completa. A composição foi definida em viagem de João Campos para Brasília, quando ele se reuniu com os presidentes nacionais do PDT e do PT: Carlos Lupi e Edinho Silva, respectivamente.
Trajetória de João Campos
João Henrique de Andrade Lima Campos é engenheiro civil e político. Filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e da economista Renata Campos, ambos membros de famílias tradicionais e de longa história política em Pernambuco, entrou na política eleitoral em 2018, quatro anos após a morte do pai.
Ele também é bisneto do ex-governador Miguel Arraes, uma das principais lideranças políticas da história de Pernambuco, que governou o estado em três ocasiões.
Antes de disputar uma eleição, João Campos participou do governo de Paulo Câmara (à época, no PSB), onde ocupou o cargo de chefe de gabinete do então governador.
Em 2018, concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo e foi eleito deputado federal por Pernambuco. Aos 24 anos, recebeu 460.637 votos e foi o deputado federal mais votado do estado naquela eleição.
Dois anos depois, deixou a Câmara dos Deputados para disputar a prefeitura do Recife. Na eleição de 2020, avançou para o segundo turno contra a prima Marília Arraes, que, na época, era filiada ao PT.
João venceu a disputa e assumiu a prefeitura em janeiro de 2021. Aos 27 anos, tornou-se o prefeito mais jovem da história do Recife. Durante o primeiro mandato, João ampliou sua projeção política para além da capital e assumiu a presidência nacional do PSB em 2025.
Em 2024, foi candidato à reeleição no Recife e venceu ainda no primeiro turno, com 78,11% dos votos válidos.
A candidatura coloca João Campos numa disputa pelo mesmo cargo ocupado por seu pai, Eduardo Campos, que governou Pernambuco entre 2007 e 2014, e pelo bisavô Miguel Arraes. Esta é a primeira vez que João Campos disputa o governo estadual.
Calendário de convenções
As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto.
Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para:
* presidente;
* governador;
* Senado (duas vagas por estado);
* deputado federal;
* deputado estadual.
Em discurso na convenção eleitoral, João Campos, assim como Marília Arraes e diversos outras lideranças que discursaram no evento, o ex-prefeito do Recife citou o pai, ex-governador Eduardo Campos.
Ele, disse estar ao lado do presidente Lula (PT) e agradeceu a presença, na convenção, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ele também pediu aos apoiadores que só parem de trabalhar agora no dia da votação.
"Quem anda junto do povo nunca anda só. Pernambuco vai viver um tempo diferente. Pernambuco vai viver um tempo de oportunidade. Pernambuco vai colocar o povo de volta no Palácio do governo. E nós vamos fazer isso junto. Eu convido vocês a sonhar esse sonho, a caminhar pelo nosso estado e fazer a maior caminhada popular da história de Pernambuco", afirmou João Campos.
O candidato também disse que só chegou onde chegou devido aos sonhos e à luta de muita gente.
"Eu nunca saí de casa atrás de um projeto pessoal, atrás de querer ser candidato por ser, de ser deputado, prefeito, governador, por ser. Eu estou aqui atendendo a um chamado do povo de Pernambuco, atendendo a um chamado de quem sabe que pode fazer mais", disse.
Presente à convenção, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), elogiou a trajetória do candidato. "Peço licença para apoiar o melhor candidato a governador, o futuro começa hoje ele se chama juventude”, disse.
Candidatura de Marília Arraes
Na mesma convenção, o PDT oficializou a candidatura de Marília Arraes ao Senado. A ex-deputada tentava se viabilizar na disputa desde que perdeu a eleição de 2022 para a governadora Raquel Lyra (PSD).
O nome dela foi finalmente anunciado após meses de especulações sobre as candidaturas ao Senado numa eventual chapa de João Campos.
“Esse é o time de Lula de verdade. Política se faz unindo, somando, quem faz política com compromisso com o povo, une pessoas primeiro, antes de pensar em fazer a união dos políticos. Quando o povo está unido, já dizia [Miguel] Arraes, a gente une os políticos. Mas antes de unir o povo, João, a gente precisa unir valores, princípios. Estamos aqui unidos como deve ser, porque dividir não leva a nada. Arenga a gente deixa para quem não tem amor pelo que faz", discursou.
Além de Marília Arraes e Humberto Costa, pleiteavam as vagas o então ministro de Portos e Aeroportos, deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos); e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), que posteriormente rompeu com João Campos e tentou integrar a chapa de Raquel Lyra à reeleição, mas foi preterido por Eduardo da Fonte (PP), que anunciou neste sábado a candidatura ao Senado.
Diante da profusão de pré-candidatos ao Senado na chapa de João Campos, no início de março, Marília Arraes anunciou que sua candidatura ao Senado "não tinha volta atrás". Falava-se, inclusive, da possibilidade de ela sair "avulsa", sem o apoio de candidatos ao governo.
O presidente do PDT, Carlos Lupi também chegou a afirmar que, para viabilizar a candidatura de Marília ao Senado, poderia até mesmo apoiar a reeleição de Raquel Lyra, que a derrotou em segundo turno nas eleições de 2022 e principal adversária política de João Campos.
Pressionado, João Campos anunciou, ainda em março, sua chapa completa. A composição foi definida em viagem de João Campos para Brasília, quando ele se reuniu com os presidentes nacionais do PDT e do PT: Carlos Lupi e Edinho Silva, respectivamente.
Trajetória de João Campos
João Henrique de Andrade Lima Campos é engenheiro civil e político. Filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e da economista Renata Campos, ambos membros de famílias tradicionais e de longa história política em Pernambuco, entrou na política eleitoral em 2018, quatro anos após a morte do pai.
Ele também é bisneto do ex-governador Miguel Arraes, uma das principais lideranças políticas da história de Pernambuco, que governou o estado em três ocasiões.
Antes de disputar uma eleição, João Campos participou do governo de Paulo Câmara (à época, no PSB), onde ocupou o cargo de chefe de gabinete do então governador.
Em 2018, concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo e foi eleito deputado federal por Pernambuco. Aos 24 anos, recebeu 460.637 votos e foi o deputado federal mais votado do estado naquela eleição.
Dois anos depois, deixou a Câmara dos Deputados para disputar a prefeitura do Recife. Na eleição de 2020, avançou para o segundo turno contra a prima Marília Arraes, que, na época, era filiada ao PT.
João venceu a disputa e assumiu a prefeitura em janeiro de 2021. Aos 27 anos, tornou-se o prefeito mais jovem da história do Recife. Durante o primeiro mandato, João ampliou sua projeção política para além da capital e assumiu a presidência nacional do PSB em 2025.
Em 2024, foi candidato à reeleição no Recife e venceu ainda no primeiro turno, com 78,11% dos votos válidos.
A candidatura coloca João Campos numa disputa pelo mesmo cargo ocupado por seu pai, Eduardo Campos, que governou Pernambuco entre 2007 e 2014, e pelo bisavô Miguel Arraes. Esta é a primeira vez que João Campos disputa o governo estadual.
Calendário de convenções
As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto.
Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para:
* presidente;
* governador;
* Senado (duas vagas por estado);
* deputado federal;
* deputado estadual.
Por Pedro Alves, g1 PE














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