O relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Campanha de Flávio tentou alianças com outros partidos, mas após lideranças do Republicanos, União e PP anunciarem neutralidade, acabou com chapa 'puro-sangue', formada por dois políticos do PL.
Por Caetano Tonet, Sara Curcino, Ana Flávia Castro, Mariana Laboissière, Gustavo Garcia, g1 e TV Globo — Brasília
Gaspar é ex-promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do estado.
Eleito para a Câmara em 2022, ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
No discurso que anunciou Gaspar na chapa, Flávio destacou a atuação do deputado federal na segurança pública e a ligação dele com o berço eleitoral, Alagoas, e os demais estados do Nordeste.
"É uma pessoa que eu aprendi a admirar, todos vocês aqui aprenderam a admirar pela coragem, honestidade, pela sua história em frente à segurança pública. Alguém que já foi promotor de Justiça, chefe de Ministério Público do seu estado", disse Flávio.
Ele prosseguiu: "Alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fato".
🔎Nesta terça-feira (4), o Partido Liberal (PL) chegou a confirmar o nome de Alfredo Gaspar como candidato ao Senado por Alagoas. A decisão foi anunciada durante convenção do partido em Maceió.
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Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar como vice. — Foto: Reprodução/ Youtube
"E estar aqui, de cabeça erguida, para dizer que ao seu lado marcharei para a gente transformar esse Brasil num local justo e decente".
Ele também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Me permita, presidente, dizer que eu sinto uma falta grande hoje de duas pessoas: do meu pai, que está no céu, e do seu pai, que está em cativeiro", afirmou.
CPMI do INSS
Após meses com a relatoria da Comissão Mista de Inquérito (CPMI) que investigou suspeitas de fraudes em descontos de aposentados e pensiositas do INSS, Alfredo Gaspar entregou um relatório que propôs o indiciamento de mais de 200 pessoas.
Entre elas, parlamentares, ex-ministros, dirigentes estatais e entidades associativas, além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.
O relatório acabou rejeitado por 19 votos a 12 e a CPMI foi concluída sem um texto final.
🔎Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é alvo de três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suspeitas levantadas pela PF. As apurações são ligadas à atuação de um grupo de pessoas que teria mantido supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal. O caso não envolve diretamente as fraudes no INSS.
Presença feminina
O evento contou com a presença de mulheres que chegaram a ser ventiladas como possibilidades para integrantes da chapa, como a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, filiada ao Republicanos.
Pensando em atrair mais votos entre as mulheres — 52,8% do eleitorado —, a campanha de Flávio Bolsonaro passou as últimas semanas em busca de uma mulher para compor a chapa. No entanto, após o anúncio de neutralidade dos respectivos partidos, elas acabaram barradas.
Porém, no evento desta quarta, fizeram breves pronunciamentos em defesa da candidatura de Flávio.
Tereza Cristina agradeceu o convite para ser vice, mas disse que não pode aceitar por questões partidárias. Daniella Marques, por sua vez, falou da importância do desenvolvimento de políticas voltadas para a defesa das mulheres.
Neutralidade dos partidos
A definição da chapa de Flávio Bolsonaro ocorreu após semanas de negociações do partido para tentar ampliar o arco de alianças no campo da centro-direita.
Uma das possibilidades discutidas nos bastidores era que a vaga de vice fosse ocupada por um nome indicado por legendas como o Republicanos ou pela federação União Brasil-PP, como forma de formalizar o apoio dessas siglas à candidatura presidencial.
No entanto, tanto o Republicanos quanto a federação formada por União Brasil e Progressistas decidiram não integrar uma coligação presidencial e anunciaram neutralidade na disputa.
Diante desse cenário, o PL optou por uma chapa pura e escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a candidatura ao lado de Flávio Bolsonaro.














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