Ao longo de sete anos, Master recebeu R$ 1 bilhão em repasses de órgãos públicos. Exército foi o segundo que mais repassou no período, R$ 115,6 milhões.
Por Vinícius Cassela, Pedro Gomes, g1 — Brasília
Por Vinícius Cassela, Pedro Gomes, g1 — Brasília
As Forças Armadas brasileiras repassaram R$ 137,3 milhões para o Banco Master entre 2020 e 2026, em função de contratos para empréstimos pessoais consignados à folha de pagamento de militares.
O valor corresponde a 12,6% de tudo que o banco de Daniel Vorcaro recebeu de órgãos públicos federais no período.
O dinheiro não saiu do orçamento do Exército, da Aeronáutica ou da Marinha. As Forças Armadas apenas repassaram ao banco valores descontados diretamente dos contracheques de militares que contrataram empréstimos consignados.
Ao todo, repasses do governo federal somaram R$ 1 bilhão. A informação foi publicada pelo jornal "Folha de São Paulo" e confirmada pelo g1.
Os repasses feitos pelo Exército o colocam em segundo lugar na lista de órgãos que mais tiveram negociações com o Banco Master.
Os militares ficam atrás apenas da Previdência Social, com consignados feitos por trabalhadores e aposentados.
Os dados do Portal da Transparência mostram que esse tipo de operação não era um produto explorado pelo Banco Master (antigo Máxima) antes da chegada de Vorcaro.
Ele fez a compra em 2018, mas assumiu o controle da instituição apenas em 2019.
No ano seguinte, foram R$ 3 milhões em repasses para o Banco, tendo a Aeronáutica o principal órgão explorado, com R$ 1 milhão enviado.
Em 2021, os repasses saltam 1.253% em relação a 2020 e atingem R$ 43,4 milhões. Ao longo do período o volume de transações continua aumentando até chegar ao montante de R$ 404,8 milhões em 2025, ano da liquidação do banco.
Os militares ficam atrás apenas da Previdência Social, com consignados feitos por trabalhadores e aposentados.
Os dados do Portal da Transparência mostram que esse tipo de operação não era um produto explorado pelo Banco Master (antigo Máxima) antes da chegada de Vorcaro.
Ele fez a compra em 2018, mas assumiu o controle da instituição apenas em 2019.
No ano seguinte, foram R$ 3 milhões em repasses para o Banco, tendo a Aeronáutica o principal órgão explorado, com R$ 1 milhão enviado.
Em 2021, os repasses saltam 1.253% em relação a 2020 e atingem R$ 43,4 milhões. Ao longo do período o volume de transações continua aumentando até chegar ao montante de R$ 404,8 milhões em 2025, ano da liquidação do banco.
Casos diferentes
Diferentemente da RioPrevidência — fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões a servidores inativos do Rio de Janeiro — que é alvo de investigação, o repasse feito pelas Forças Armadas ao Banco Master não envolve suspeita de irregularidade nem uso direto de recursos orçamentários.
No caso dos militares, os empréstimos foram contratados individualmente pelos beneficiários na modalidade consignada, com desconto em folha, e cabe a eles o pagamento das parcelas.
As Forças Armadas atuam apenas como intermediárias, repassando ao banco os valores descontados dos contracheques.
O que dizem os órgãos?
O Exército afirmou que, após a liquidação do Master pelo Banco Central, em 18 de novembro do ano passado, o contrato de credenciamento para novos empréstimos consignados foi rescindido, de forma unilateral.
Isso teria ocorrido em 24 de novembro. Entretanto, os pagamentos do que já foi tomado continuam. Em 2026, a Transparência indica que foram repassados R$ 4,3 milhões.
Em nota, o Exército afirmou que não houve transferência de dinheiro da Força ao Master. "Os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas."
"O Comando do Exército, via Centro de Pagamento do Exército (CPEx), atua apenas como interveniente, efetuando o desconto autorizado no contracheque e realizando o repasse mensal à entidade consignatária [Master]", diz a nota.
O Master foi credenciado pelo Exército, segundo a nota, após participar de edital público e comprovar requisitos de habilitação jurídica, regularidade fiscal e trabalhista e qualificação econômico-financeira à época do credenciamento.
"Após a decretação da liquidação extrajudicial e diante da ausência de ratificação dos dados de domicílio bancário da entidade liquidante, não foram realizadas novas transferências", afirmou.
O credenciamento previa concessão de empréstimos consignados, cartões de crédito e oferta de benefícios, cabendo aos militares optarem pela adesão, cita a nota.
"A instituição [Master] atendeu integralmente aos requisitos previstos no edital." A Aeronáutica não tem custos nesse tipo de operação, que envolve 234 entidades credenciadas, conforme a Força.















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