13 janeiro 2026

Faltando menos de um mês para o concurso da Caixa Econômica, o que os candidatos devem priorizar nos estudos?


Faltando menos de um mês para o concurso da Caixa Econômica, o que os candidatos devem priorizar? - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com as provas do concurso da Caixa Econômica Federal marcadas para o dia primeiro de fevereiro, os 78 mil inscritos na seleção já iniciam 2026 com os estudos a todo vapor. Hoje, os candidatos têm menos de um mês para finalizar sua preparação.

De acordo com o professor e diretor pedagógico da Focus Concursos, Jefferson Henrique, é preciso focar tanto na prova objetiva quanto na discursiva, pois ambas são etapas de caráter eliminatório e classificatório. Porém, como a prova discursiva só será corrigida caso o candidato tenha sido classificado na fase objetiva, é preciso garantir uma boa pontuação nessa primeira etapa.

“O equilíbrio ideal é manter a [prova] objetiva como foco central e utilizar a [prova] discursiva como instrumento de consolidação da classificação”, explica.

Prova objetiva
 
Segundo o edital do concurso da Caixa, a área de conhecimentos específicos corresponde ao maior peso da etapa objetiva. Por esse motivo, o professor de Língua Portuguesa e Redação para concursos, Vitor Hugo, aconselha que o foco nas próximas semanas deve ser direcionado aos assuntos particulares de cada cargo.

“Se os conhecimentos específicos têm maior peso e ainda servem como critério de desempate, eles devem ocupar o centro do cronograma. [...] Mas [é preciso] manter as matérias básicas sempre revisadas, já que elas podem ser o diferencial entre estar dentro ou fora das vagas”, argumenta Vitor.

Para se preparar para a fase objetiva, o candidato também deve entender como a banca examinadora do concurso costuma cobrar suas questões. A Cesgranrio, responsável pela seleção, tem a tendência de aplicar muita contextualização em suas perguntas, fazendo com que haja textos longos em toda a prova.

Então, nessa reta final, uma boa técnica para ser treinada pelos candidatos é o “Scanning”, que consiste em fazer uma varredura rápida pelo texto, procurando por datas, nomes, números e dados específicos que ajudem a marcar a alternativa correta sem que seja necessário ler tudo.

Prova discursiva
 
Quando se fala na etapa discursiva, o primeiro fator que será analisado pela banca examinadora é a capacidade do candidato de organizar seu texto em uma estrutura clara.

Para os professores Jefferson e Vitor, o ideal é utilizar uma estrutura de texto simples, de três a quatro parágrafos, que apresentem: uma introdução que exponha o tema e a tese principal; um ou dois parágrafos de desenvolvimento, que tangram explicações técnicas sobre o assunto e aplicações práticas dessas técnicas na realidade da Caixa; e, por fim, uma conclusão com proposta de melhoria ou reforço da importância do tema.

O edital da seleção também traz um reforço na cobrança de temas da atualidade, como a modernização dos bancos e o avanço das fintechs. Dessa forma, é esperado que, na fase discursiva, o candidato precise relacionar, de forma analítica e aprofundada, os conteúdos específicos do edital à casos reais do cenário bancário e corporativo brasileiro.

Confira ideias de temas para a prova discursiva para treinar a escrita dissertativa durante a reta final:

- Arquiteto: “Os desafios contemporâneos da urbanização diante das mudanças climáticas e da inclusão social no ambiente construído, no tocante à sustentabilidade, acessibilidade, inovação tecnológica e políticas urbanas”

- Engenheiro civil: “A atual demanda por habitação no Brasil e a exigência de obras mais sustentáveis e eficientes em comunidades mais vulneráveis, com foco na avaliação imobiliária e na inovação tecnológica”

- Engenheiro elétrico: “A transição energética dentro da gestão de sistemas elétricos e eletroeletrônicos, abordando eficiência, segurança, inovação e atendimento à legislação do setor”

- Engenheiro mecânico: “A operação de maquinário mecânico frente a busca por eficiência energética, redução de impactos ambientais e modernização tecnológica”

- Engenheiro de segurança do trabalho: “Os paradigmas sobre a saúde mental, riscos psicossociais e condições de trabalho em ambientes corporativos, com ênfase na prevenção de riscos ocupacionais, ergonomia e investigação de acidentes”

- Médico do Trabalho: “A epidemiologia ocupacional diante do crescimento dos transtornos mentais relacionados ao setor bancário e das transformações nas relações laborais, a partir dos desafios da perícia médica e do cumprimento da legislação trabalhista e previdenciária”

Cronograma de estudos
Durante a reta final, a principal recomendação é não iniciar novos conteúdos, e focar na resolução de questões e revisão de assuntos. “Nesta fase, a prioridade deve ser 70% resolução de questões e 30% revisão teórica pontual”, pontua Vitor Hugo.

Já na opinião do professor Jefferson Henrique, é importante estudar um pouco todos os dias até a data do concurso, podendo dividir a preparação em: revisão de conhecimentos específicos pela manhã; revisão de português ou estatística à tarde; e resolução de questões à noite.

O preparador também recomenda separar 30 a 40 minutos por dia para focar na etapa discursiva, além de realizar simulados aos finais de semana. “Simulados completos, com tempo cronometrado, ajudam a desenvolver resistência mental e evitar erros por cansaço”, afirmou.

Por Clara Oliveira/Folha de Pernambuco

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