Wagner Moura no Globo de Ouro — Foto: AP Photo/Chris Pizzello
Artista levou prêmio de melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro 2026 por sua atuação em O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho.
Por g1 BA
O ator baiano Wagner Moura, que venceu, no domingo (11), o prêmio de melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro 2026 por "O Agente Secreto", passou parte da infância na cidade de Rodelas, no Sertão da Bahia, que foi inundada por causa da construção da Hidrelétrica de Itaparica nos anos 1980.
Por causa da inundação, a cidade de Nova Rodelas foi construída para receber os moradores.
Na época, Wagner Moura tinha 11 anos e chegou a ser entrevistado por uma emissora de televisão, com lama no rosto. A reportagem viralizou nas redes sociais depois dele crescer e virar ator.
"Não estava com vontade me mudar não, mas agora que já mudei... É legal, melhor que aqui. Não, nem tudo... Porque aqui é o lugar que a gente brinca, sempre se diverte, já tem as coisas tudo, que a gente já sabe tudo. Lá é tudo estranho para a gente. Aqui a gente joga bola e brinca de se esconder", disse na época ao ser perguntado se tinha gostado de se mudar.
Em entrevista ao programa "Papo de Segunda", da GNT, em novembro de 2021, o artista voltou a falar sobre a infância.
"Sou resultado do lugar de onde vim, da minha infância, do contexto cultural onde fui forjado, tanto do sertão da Bahia quanto de Salvador. Do que vi, do que vivi, do que vi de produção cultural, de produção artística em Salvador, de estar ali naquela cidade com aquelas pessoas, né?", afirmou.
"Isso, para mim, é muito importante. Quando digo que sou lá fora um ator interessante para eles porque sou de Salvador, tenho total clareza disso. Não faz sentido querer trabalhar lá e querer ser um cara igual àqueles caras lá".
Natural de Salvador, o ator passou parte da infância em Rodelas, no interior do estado. Durante a adolescência, ao retornar à capital baiana, iniciou sua carreira no teatro. Wagner também se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Aos 16 anos, ele já atuava nos palcos de Salvador e participou de peças como "Cuida Bem de Mim" e "A Casa de Eros". Em 1997, sua performance em "Abismo de Rosas", dirigida por Fernando Guerreiro, lhe rendeu o prêmio Revelação no Prêmio Braskem de Teatro.
O reconhecimento nacional veio com a peça "A Máquina", de João Falcão, em 2000, em que atuou ao lado de Lázaro Ramos e Vladimir Brichta. O espetáculo abriu portas para Wagner Moura no cinema e na televisão.
Em 2007, ele interpretou o personagem "Boca" no filme Ó Paí, Ó, que foi gravado no Pelourinho, em Salvador, e protagonizado por Lázaro Ramos. Os artistas possuem uma forte ligação e são amigos de longa data.