segunda-feira, junho 01, 2020

Farmacêutica Eli Lilly começa o primeiro teste em humanos de anticorpos contra covid-19

Farmacêutica Eli Lilly começa o primeiro teste com medicamento contra covid-19 (Foto: Appledesign via Getty Images)

A farmacêutica Eli Lilly anunciou nesta segunda-feira (01/06) que iniciou o primeiro teste em humanos de um tratamento contra covid-19 baseado no uso de anticorpos. Os resultados serão divulgados no final de junho. Se a resposta for positiva, o medicamento pode ser lançado no segundo semestre. O tratamento foi desenvolvido em parceria com a AbCellera, empresa de biotecnologia sediada no Canadá.

Quando uma pessoa se recupera de uma doença como a covid-19, seu corpo produz anticorpos para combater o vírus. A AbCellera adquiriu amostras de sangue de um dos primeiros pacientes recuperados nos Estados Unidos para estudar seus anticorpos. Os cientistas da empresa e do Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas selecionaram os anticorpos mais potentes. A partir desses dados, os pesquisadores da Eli Lilly projetaram o medicamento, conhecido como terapia de anticorpos monoclonais. A mesma abordagem é usada no tratamento de outras doenças, como asma, ebola, HIV, lúpus e alguns tipos de câncer.

Ainda não se sabe se o tratamento funcionará contra a covid-19. Quando o medicamento foi usado em células em laboratório, bloqueou a capacidade de infecção do vírus. Com base nesses resultados, os cientistas receberam aprovação para o teste em humanos.

Esta é a primeira fase do estudo clínico. Se o tratamento parecer seguro, a empresa passará para a próxima fase do teste em algumas semanas. A segunda fase do estudo envolverá um número maior de pacientes, incluindo pacientes não hospitalizados.

A empresa também planeja estudar o medicamento como prevenção. O tratamento pode ser usado para pessoas do grupo de risco, como idosos ou pessoas com doenças crônicas ou comprometimento do sistema imunológico.

A farmacêutica já começou a fabricar a terapia com anticorpos em escala para que possa ser testada e potencialmente usada em outros pacientes. "Se funcionar, não queremos perder um único dia, queremos ter o maior número de remédios possível disponível para ajudar tantas pessoas rapidamente", disse Dan Skovronsky, vice-presidente sênior e diretor científico de Eli Lilly.

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Por ÉPOCA NEGÓCIOS

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