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O ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Sergio Lima / AFP/ 25/11/2025
Ex-presidente tem alimentação controlada, companhia de ex-subordinas e acompanha o Campeonato Carioca
Por Luísa Marzullo e Sarah Teófilo — O Globo/Brasília
Há uma semana na Papudinha, o ex-presidente Jair Bolsonaro mantém conversas diárias com seus ex-subordinados Anderson Torres e Silvinei Vasques, vizinhos de cela, recebe quentinhas preparadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, acompanhadas de bilhetes carinhosos, e adotou uma rotina de alongamentos diários. Para passar o tempo, segundo relatos de quem o visitou, o ex-mandatário também assiste a partidas de futebol, especialmente do Campeonato Carioca.
Bolsonaro chegou ao Centro de Detenção Provisória do Complexo da Papuda, sob guarda do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), após dois meses presos na Superintendência da Polícia Federal. Ao determinar a transferência, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegou que o ex-mandatário teria melhores condições, o que aliados reconhecem reservadamente que aconteceu.
Interlocutores relatam que, na PF, Bolsonaro passava muito tempo sozinho, em um espaço pequeno, e se queixava com frequência do barulho do ar-condicionado central, apontado como um incômodo constante. Na Papudinha, a cela tem 54 metros quadrados e área externa.
Agora, o ex-presidente toma sol com frequência e tem como companhias mais constantes Torres, ex-ministro da Justiça, e Vasques, que chefiou a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Todos foram condenados pela trama golpista — Vasques tentou fugir do país para não ser preso, mas foi capturado no trajeto. O trio costuma fazer caminhadas, acompanhadas por um guarda, e às vezes faz refeições na cela de Torres, momento em que conversam.
Bolsonaro, no entanto, está com uma dieta que prioriza alimentos pastosos, como purê, caldo de feijão e ovo mexido. As quentinhas são enviadas por Michelle, que o visitou na semana e costuma enviar as refeições acompanhadas por bilhetes. De acordo com aliados, uma das mensagens diz que o amava e pedia que não esquecesse que é "forte e corajoso". A restrição alimentar, dizem pessoas próximas, tem sido levada a sério e influenciado até dinâmicas internas: Bolsonaro evita refeições compartilhadas e, em alguns momentos, chegou a recusar comida oferecida por outros presos.
Exercícios e futebol


