
Projetada e fabricada na França pela Compagnie des Établissements Eiffel, uma das mais renomadas empresas especializadas em estruturas metálicas do século XIX, a Ponte Dom Pedro II carrega em sua treliça a mesma tradição técnica que marca obras icônicas como a Torre Eiffel, a Ponte Maria Pia e a estrutura interna da Estátua da Liberdade.
Nomeada em homenagem ao último imperador do Brasil, Dom Pedro II, a designação não se deve apenas à reverência à sua memória, mas também à relevância histórica de sua passagem pelas cachoeiras de Paulo Afonso, em 1859. Durante a sua viagem pelo rio São Francisco, o imperador demonstrou profundo interesse pelas potencialidades econômicas da região, incentivando iniciativas voltadas ao seu desenvolvimento — entre elas, a implantação da Estrada de Ferro Paulo Afonso (1878–1964), fundamental para a integração regional.


A ponte Dom Pedro II, consagrada pelo povo simplesmente como Ponte Metálica, foi erguida pelas mãos de nordestinos, inclusive filhos de cangaceiros — como nos lembra o pesquisador João de Sousa Lima, ainda alguns técnicos estrangeiros. A sua estrutura possui um vão central de 240m, largura de 10m e altura de 84m e ergue-se como um dos mais belos cartões-postais do vale do rio São Francisco, interligando os estados de Alagoas (Delmiro Gouveia) e Bahia (Paulo Afonso).
Desse modo, as dinâmicas urbanas e as economias locais foram se redefinindo, reorganizando as geografias regionais com o surgimento de novos bairros e cidades que passaram a conviver às margens do Velho Chico.
Regina Borges
Fonte:
Pesquisa do historiador João de Sousa Lima presente em https://www.folhasertaneja.com.br/noticias/colunistas/857906/1
Material cedido pelo engenheiro da CHESF Flávio Motta.
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