Ministério Público afirma que crime foi premeditado e teve apoio logístico de gabinete político. Vítima morreu nove dias após ser baleada.
Por g1 Caruaru
O Ministério Público de Pernambuco denunciou cinco pessoas pela morte do empresário e mergulhador Samyr Oliveira de Souza, baleado no dia 13 de janeiro de 2026, em Petrolândia, no Sertão do estado. Entre os acusados estão os vereadores Cristiano Lima dos Santos (PSB), conhecido como "Cristiano da Van", apontado como autor dos disparos, e o presidente da Câmara Municipal, Erinaldo Alencar Fernandes (PSD), conhecido como "Dedé de França".
Segundo o Ministério Público, o crime foi articulado sob a liderança intelectual, econômica e logística de Erinaldo Alencar Fernandes, com interesse direto de Cristiano Lima dos Santos. De acordo com a denúncia acessada pelo g1, o grupo teria planejado a morte de Samyr nove dias depois, em 22 de janeiro.
"A autoria imediata é inconteste e recai sobre o denunciado Cristiano Lima dos Santos, com a participação intelectual, econômica, logística e material dos demais denunciados", disse a promotoria.
O empresário foi baleado em plena via pública e socorrido em estado grave. Ele chegou a passar por cirurgias de urgência no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, mas não resistiu às lesões provocadas pelos disparos.
A investigação aponta que Cristiano perseguiu a vítima em uma motocicleta e atirou várias vezes enquanto ela trafegava pela Avenida Prefeito José Gomes de Avelar.
Ainda conforme a denúncia, o escritório político de Dedé de França teria funcionado como base de apoio antes e depois do crime. O local, segundo o órgão, foi usado para dar suporte ao executor e servir de esconderijo após os disparos.
Em um dos trechos do documento, o Ministério Público afirma que Erinaldo “desempenhou o papel de coautor por domínio funcional do fato”, ao garantir a estrutura necessária para o atentado. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado a movimentação dos envolvidos antes e depois da ação.
"Na condição de Presidente da Câmara de Vereadores e proprietário do escritório utilizado como homizio, ele foi o garantidor da logística. Erinaldo providenciou a motocicleta de seu filho para o crime [...] e, mais importante, o local seguro para o executor se esconder após o atentado, além de suprimir as imagens das câmeras de segurança de seu escritório", disse o inquérito.
Sobre a motivação, o órgão afirma que o crime teria sido motivado por desentendimentos em um grupo de WhatsApp, envolvendo questões pessoais e conjugais. A motivação foi confessada oficialmente por Cristiano. Para o Ministério Público, a circunstância caracteriza motivo fútil.
Ainda conforme a denúncia, o escritório político de Dedé de França teria funcionado como base de apoio antes e depois do crime. O local, segundo o órgão, foi usado para dar suporte ao executor e servir de esconderijo após os disparos.
Em um dos trechos do documento, o Ministério Público afirma que Erinaldo “desempenhou o papel de coautor por domínio funcional do fato”, ao garantir a estrutura necessária para o atentado. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado a movimentação dos envolvidos antes e depois da ação.
"Na condição de Presidente da Câmara de Vereadores e proprietário do escritório utilizado como homizio, ele foi o garantidor da logística. Erinaldo providenciou a motocicleta de seu filho para o crime [...] e, mais importante, o local seguro para o executor se esconder após o atentado, além de suprimir as imagens das câmeras de segurança de seu escritório", disse o inquérito.
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Vereador 'Cristiano da Van' preso pelo envolvimento na morte de mergulhador — Foto: Randerson Mardoqueu
Sobre a motivação, o órgão afirma que o crime teria sido motivado por desentendimentos em um grupo de WhatsApp, envolvendo questões pessoais e conjugais. A motivação foi confessada oficialmente por Cristiano. Para o Ministério Público, a circunstância caracteriza motivo fútil.
Além dos dois vereadores, foram denunciados os assessores parlamentares Manoel Brasil Silva, conhecido como Mauro Brasil, Ítalo Vieira Soares, o Oncinha, e Edmilton Alencar Fernandes, chamado de Miltinho, irmão de Erinaldo. Segundo o MPPE, parte dos denunciados teria monitorado a movimentação policial após o crime.
A denúncia também aponta possível tentativa de atrapalhar as investigações. De acordo com o Ministério Público, imagens do sistema de segurança do escritório teriam sido apagadas e o equipamento de gravação retirado antes da chegada da polícia.
Até a última atualização desta reportagem, as defesas dos investigados não haviam se manifestado.
Prisão do vereador
O vereador Cristiano Lima dos Santos (PSB), conhecido como “Cristiano da Van”, foi preso no dia 28 de janeiro, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco.
A prisão aconteceu durante uma operação realizada pela Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Capibaribe. Conforme o delegado Daniel Angeli, responsável por iniciar as investigações logo após o crime, a apuração reuniu análise de imagens de câmeras de segurança e coleta de depoimentos.
“Através da análise de imagens de câmeras de segurança, coleta de depoimentos, a gente identificou com alto grau de certeza. A autoria do crime recai sobre Cristiano da Van. Claro que ele não fez isso sozinho. […] Essas outras pessoas estão sendo investigadas. A motivação do crime, basicamente, está relacionada a mensagens e áudios de WhatsApp que a vítima, Samyr, enviou falando sobre o vereador. Zombando do vereador”, afirmou o delegado.
Por g1 Caruaru
Por g1 Caruaru
O Ministério Público de Pernambuco denunciou cinco pessoas pela morte do empresário e mergulhador Samyr Oliveira de Souza, baleado no dia 13 de janeiro de 2026, em Petrolândia, no Sertão do estado. Entre os acusados estão os vereadores Cristiano Lima dos Santos (PSB), conhecido como "Cristiano da Van", apontado como autor dos disparos, e o presidente da Câmara Municipal, Erinaldo Alencar Fernandes (PSD), conhecido como "Dedé de França".
Segundo o Ministério Público, o crime foi articulado sob a liderança intelectual, econômica e logística de Erinaldo Alencar Fernandes, com interesse direto de Cristiano Lima dos Santos. De acordo com a denúncia acessada pelo g1, o grupo teria planejado a morte de Samyr nove dias depois, em 22 de janeiro.
"A autoria imediata é inconteste e recai sobre o denunciado Cristiano Lima dos Santos, com a participação intelectual, econômica, logística e material dos demais denunciados", disse a promotoria.
O empresário foi baleado em plena via pública e socorrido em estado grave. Ele chegou a passar por cirurgias de urgência no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, mas não resistiu às lesões provocadas pelos disparos.
A investigação aponta que Cristiano perseguiu a vítima em uma motocicleta e atirou várias vezes enquanto ela trafegava pela Avenida Prefeito José Gomes de Avelar.
Ainda conforme a denúncia, o escritório político de Dedé de França teria funcionado como base de apoio antes e depois do crime. O local, segundo o órgão, foi usado para dar suporte ao executor e servir de esconderijo após os disparos.
Em um dos trechos do documento, o Ministério Público afirma que Erinaldo “desempenhou o papel de coautor por domínio funcional do fato”, ao garantir a estrutura necessária para o atentado. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado a movimentação dos envolvidos antes e depois da ação.
"Na condição de Presidente da Câmara de Vereadores e proprietário do escritório utilizado como homizio, ele foi o garantidor da logística. Erinaldo providenciou a motocicleta de seu filho para o crime [...] e, mais importante, o local seguro para o executor se esconder após o atentado, além de suprimir as imagens das câmeras de segurança de seu escritório", disse o inquérito.
Sobre a motivação, o órgão afirma que o crime teria sido motivado por desentendimentos em um grupo de WhatsApp, envolvendo questões pessoais e conjugais. A motivação foi confessada oficialmente por Cristiano. Para o Ministério Público, a circunstância caracteriza motivo fútil.
Ainda conforme a denúncia, o escritório político de Dedé de França teria funcionado como base de apoio antes e depois do crime. O local, segundo o órgão, foi usado para dar suporte ao executor e servir de esconderijo após os disparos.
Em um dos trechos do documento, o Ministério Público afirma que Erinaldo “desempenhou o papel de coautor por domínio funcional do fato”, ao garantir a estrutura necessária para o atentado. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado a movimentação dos envolvidos antes e depois da ação.
"Na condição de Presidente da Câmara de Vereadores e proprietário do escritório utilizado como homizio, ele foi o garantidor da logística. Erinaldo providenciou a motocicleta de seu filho para o crime [...] e, mais importante, o local seguro para o executor se esconder após o atentado, além de suprimir as imagens das câmeras de segurança de seu escritório", disse o inquérito.
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Vereador 'Cristiano da Van' preso pelo envolvimento na morte de mergulhador — Foto: Randerson Mardoqueu
Sobre a motivação, o órgão afirma que o crime teria sido motivado por desentendimentos em um grupo de WhatsApp, envolvendo questões pessoais e conjugais. A motivação foi confessada oficialmente por Cristiano. Para o Ministério Público, a circunstância caracteriza motivo fútil.
Além dos dois vereadores, foram denunciados os assessores parlamentares Manoel Brasil Silva, conhecido como Mauro Brasil, Ítalo Vieira Soares, o Oncinha, e Edmilton Alencar Fernandes, chamado de Miltinho, irmão de Erinaldo. Segundo o MPPE, parte dos denunciados teria monitorado a movimentação policial após o crime.
A denúncia também aponta possível tentativa de atrapalhar as investigações. De acordo com o Ministério Público, imagens do sistema de segurança do escritório teriam sido apagadas e o equipamento de gravação retirado antes da chegada da polícia.
Até a última atualização desta reportagem, as defesas dos investigados não haviam se manifestado.
Prisão do vereador
O vereador Cristiano Lima dos Santos (PSB), conhecido como “Cristiano da Van”, foi preso no dia 28 de janeiro, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco.
A prisão aconteceu durante uma operação realizada pela Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Capibaribe. Conforme o delegado Daniel Angeli, responsável por iniciar as investigações logo após o crime, a apuração reuniu análise de imagens de câmeras de segurança e coleta de depoimentos.
“Através da análise de imagens de câmeras de segurança, coleta de depoimentos, a gente identificou com alto grau de certeza. A autoria do crime recai sobre Cristiano da Van. Claro que ele não fez isso sozinho. […] Essas outras pessoas estão sendo investigadas. A motivação do crime, basicamente, está relacionada a mensagens e áudios de WhatsApp que a vítima, Samyr, enviou falando sobre o vereador. Zombando do vereador”, afirmou o delegado.
Por g1 Caruaru
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