Mario Frias Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) conduz uma apuração sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora responsável pelo filme Dark Horse, obra sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso envolve recursos indicados por deputados federais do PL, entre eles Mário Frias.
A investigação ocorre no âmbito da ADPF 854 e teve início após representação apresentada pela deputada Tabata Amaral. Em março, o ministro Flávio Dino determinou que Mário Frias prestasse esclarecimentos sobre a destinação de emendas à Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama.
Karina também atua em outras entidades e empresas, entre elas a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, previsto para estrear nos cinemas em setembro. Segundo a representação apresentada ao STF, haveria indícios de ligação entre diferentes organizações administradas pela empresária, o que, segundo a autora da ação, poderia dificultar a rastreabilidade dos recursos públicos.
De acordo com os autos do processo, oficiais de Justiça tentaram intimar Mário Frias em diferentes ocasiões entre março e abril, no gabinete do parlamentar, na Câmara dos Deputados. Assessores informaram que o deputado estaria em São Paulo cumprindo agenda política.
A representação teve como base reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil em dezembro de 2025. A publicação apontou que a ANC recebeu R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares destinadas por deputados do PL, entre eles Bia Kicis e Marcos Pollon.