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Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA — Foto: Reprodução redes sociais
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarca nesta quinta-feira para os Estados Unidos, onde discursará na CPAC, conferência que reúne lideranças conservadoras de diversos países. A viagem ocorre um dia antes da previsão de alta hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando passa a valer a prisão domiciliar.
Na avaliação de aliados, a domiciliar pode ampliar o protagonismo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, hoje em divergência com o núcleo político liderado por Flávio.
Esta será a quinta viagem internacional do parlamentar, desde que anunciou seu plano de concorrer ao Palácio do Planalto.
O evento ocorre em Dallas, no Texas, e também conta com a participação de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos há mais de um ano. A programação começa hoje e vai até sábado. A previsão é de que Flávio discurse apenas no último dia.
Embora seja historicamente o principal nome da conferência, o ex-presidente americano Donald Trump não participará desta edição, sua primeira ausência em uma década, devido a compromissos internacionais movidos pela guerra com o Irã.
Ainda assim, a CPAC reúne nomes do conservadorismo, como o procurador-geral do Texas, Ken Paxton; a secretária de Educação dos EUA, Linda McMahon; o administrador dos Centros de Medicare e Medicaid, Mehmet Oz; o estrategista Steve Bannon; além do ex-deputado Matt Gaetz e parlamentares republicanos como Keith Self e Beth Van Duyne.
A nova viagem ocorre na esteira de uma sequência de agendas internacionais do senador desde que passou a se colocar como opção do bolsonarismo para a eleição de 2026. Antes disso, Flávio esteve nos Estados Unidos no início do ano, participou de compromissos com a direita internacional e realizou um giro que incluiu Israel, países do Oriente Médio e a França, onde se reuniu com autoridades e representantes do campo conservador.
Aliados interpretam a frequência das viagens como uma tentativa de apresentar o senador como interlocutor do conservadorismo brasileiro no cenário internacional. Ao mesmo tempo, dentro do PL há cobranças por maior presença nas articulações internas, diante da demora na definição de palanques estaduais e na mediação de disputas regionais.
Interlocutores relatam que Flávio tem buscado equilibrar a projeção externa da pré-candidatura com uma atuação mais controlada no debate político doméstico. O desempenho recente em pesquisas reforçou, entre aliados, a avaliação de que uma exposição mais calibrada no Brasil pode favorecer sua consolidação eleitoral.
Fator Michelle
