quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Polícia Federal investiga bancários que facilitaram desvio de verba federal destinada a pequenos agricultores em Alagoas

Operação da PF cumpre mandados de busca e apreensão em Delmiro Gouveia — Foto: Ascom/PF

Após deflagrar a Operação Pasto de Papel em três municípios do Sertão de Alagoas nesta quinta-feira (2), a Polícia Federal informou que investiga funcionários do Banco do Brasil que facilitaram fraudes que desviaram cerca de R$ 1,5 milhão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do governo federal.

O g1 tenta contato com o Banco do Brasil e com o Ministério da Agricultura.

Os investigados não tiveram seus nomes divulgados. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Delmiro Gouveia, Mata Grande e Olho D'Água das Flores. Ninguém foi preso.

Delegado Jorge Eduardo Ferreira de Oliveira, do núcleo de Repressão e Combate a Crimes Financeiros e Corrupção, comenta Operação Pasto de Papel em Alagoas — Foto: Erik Maia/g1

De acordo com o delegado Jorge Eduardo Ferreira de Oliveira, do núcleo de Repressão e Combate a Crimes Financeiros e Corrupção, documentos eram fraudados para conceder financiamento a quem não tinha direito e funcionários do banco facilitavam o acesso ao empréstimo.

"Há um prejuízo para aquele produtor que poderia estar usando esse recurso da agricultura familiar e não consegue. O programa do Governo Federal é prejudicado porque o dinheiro não é aplicado para a atividade-fim", explicou o delegado da PF.

As investigações apontaram que o grupo criminoso fraudava pedidos de financiamento e simulava contratos de promessa de compra, venda e comodato para sugerir titularidade de uma propriedade rural e assim cometer as fraudes.

As fraudes foram descobertas a partir de uma denúncia do proprietário de uma empresa credenciada junto ao Banco do Brasil para fazer projetos agropecuários. O denunciante relatou à Polícia Federal que foi aliciado para entrar no esquema criminoso, mas se recusou. Após a recusa, sua empresa foi descredenciada sem justificativa.

Ainda de acordo com a PF, o recurso desviado no esquema pode estar sendo utilizado para fomentar crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro. Os investigados vão responder por concessão fraudulenta de financiamento bancário e crime de desvio de finalidade.

Por G1 AL


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