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Polícia pede apreensão de jovem que acompanhou atiradores de Suzano onde carro era guardado


A polícia de Suzano, em São Paulo, pediu a apreensão de um adolescente que acompanhou pelo menos três vezes Luiz Henrique Castro e o adolescente de 17 anos ao estacionamento onde eles deixavam o carro usado no crime. Por pelo menos dez dias, os jovens deixaram o veículo parado no local, onde iam de duas a três vezes por dia e ficavam lá até tarde, dentro do veículo. Chegaram algumas vezes com mochilas e sacolas.

Nesse período, pediram autorização a um dos donos do estacionamento, Éder Alves, para deixarem o carro estacionado na vaga mais ao fundo e distante da visão da guarita do estacionamento e da rua.

- Eles me pediram para deixar o carro parado lá. Eu conhecia o G., porque ele já tinha ido várias vezes ao estacionamento quando trabalhava na locadora do tio, o Jorge. Eles deixavam carros estacionados com a gente às vezes - disse Eder, ao sair de depoimento na delegacia de Suzano.

Segundo o proprietário do estacionamento, os rapazes chegaram pela primeira vez com o carro, um Ônix branco, no dia 21 de fevereiro. Até o dia 25, entraram e saíram algumas vezes com o veículo e acompanhados de um terceiro rapaz.

Seria um rapaz jovem como eles, alto e magro, segundo Eder, que não soube confirmar se ele também era aluno da escola. A polícia não confirma que há um terceiro rapaz sendo investigado.

- Eram sempre educados, e pagavam em dinheiro. O mais velho não sabia dirigir direito. Uma vez me ofereci para manobrar o carro e ajudar, mas não me deixaram - diz Eder.

O dono do estacionamento diz que nunca entrou no carro. A chave não ficava no local. Do dia 25 ao dia 7 deste mês, os adolescentes deixaram o carro estacionado ali.

Nesse período, Luiz Henrique e o adolescente que participou do massacre iam ao estacionamento, na maioria das vezes à tarde, sem o terceiro rapaz. Ficavam até a madrugada dentro do carro.

- O vigia até estranhou no começo, mas eu já conhecia o G. antes, então peguei confiança, ele sempre estava lá, não despertava suspeita. Eles perguntaram se tinha problema ficar ali, na vaga mais perto da parede. Era a de menor visibilidade da frente, ficava perto da parede. Chegavam com mochilas e uma vez com uma sacola.

Segundo Eder, eles nunca disseram ou fizeram nada que provocasse desconfiança. Tiraram o carro do estacionamento no dia 7, menos de uma semana antes do ataque. Pagaram R$ 300. Eder ainda perguntou se eles voltariam e precisariam do estacionamento mais uma vez, e eles responderam que não. O estacionamento fica a duas quadras da escola Raul Brasil.

O Globo

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