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Bolsonaro busca mais de 60% dos votos; Haddad sonha com virada ou ao menos ficar perto dos 50%


A quatro dias da eleição, as equipes de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad traçam estratégias finais para terminar a eleição presidencial com maior força política.

O candidato do PSL tem como meta ganhar a eleição com um patamar de votos acima de 60%. O PT sonha com uma virada de Haddad, mas busca ao menos encerrar a disputa perto dos 50% dos votos válidos, a fim de se afirmar como principal força de oposição.

A última pesquisa Ibope, mostrando uma variação negativa de Bolsonaro de dois pontos percentuais, foi avaliada por assessores do candidato do PSL como um alerta para que a equipe a estratégia a fim de evitar perda de votos até domingo. Segundo a pesquisa, divulgada nesta terça-feira (23), Bolsonaro tem 57%, contra 43% de Haddad.

Interlocutores do candidato do PSL disseram que levantamentos repassados para a campanha de Bolsonaro mostram que ele ainda teria cerca de 60% de votos válidos. Mas assessores dele reconhecem que a imagem do capitão sofreu desgastes desde a semana passada que podem levar a uma perda de votos nesta reta final.

Além dos ataques do programa eleitoral de Fernando Haddad, o candidato do PSL sofreu desgastes com a divulgação do vídeo em que seu filho, Eduardo Bolsonaro, fala que seria fácil fechar o Supremo Tribunal Federal. Para minimizar a repercussão negativa, o capitão teve de pedir desculpas a ministros do STF e assumir o compromisso de respeitar as instituições.

Dentro da estratégia de Bolsonaro, ganhar a eleição com mais de 60% dos votos válidos daria mais força política para o início de um eventual governo, garantindo principalmente mais apoio dentro do Congresso Nacional para aprovar as primeiras medidas de sua administração.

Do lado petista, a pesquisa Ibope, mostrando aumento da rejeição de Bolsonaro e diminuição da de Haddad, trouxe um ânimo extra nesta última semana de campanha.

Fernando Haddad reconhece que uma virada é algo difícil, mas não deixa de nutrir esperança de uma onda final que possa lhe favorecer tal como ocorreu com o candidato do PSL no primeiro turno.

Para tentar uma arrancada final, Haddad vai mirar o eleitorado do Nordeste e também naqueles eleitores de centro que migraram para Bolsonaro por causa de um sentimento antipetista.

Para interlocutores do candidato do PT, o tom radical assumido por Bolsonaro nos últimos dias pode levar essa parcela do eleitorado a uma reflexão que venha a beneficiar Fernando Haddad.

No mínimo, petistas esperam que seu candidato termine a eleição próximo de Jair Bolsonaro, o que daria força política para que o PT assuma o papel de liderança da oposição a um eventual governo do deputado federal do PSL.

Com isso, a expectativa dos petistas seria pavimentar o caminho para tentar voltar ao poder em 2022, fazendo uma oposição "ferrenha" a Bolsonaro a fim de evitar retrocessos principalmente no campo dos direitos humanos.

G1

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