sábado, 1 de setembro de 2018

Proibido de olhar celular de namorada, rapaz mata jovem com tiro no rosto


Mais um caso de feminicídio chocou o Brasil esta semana. Um homem de 23 anos foi preso em flagrante, após matar a jovem com quem matinha relacionamento há pouco mais de um mês. O caso aconteceu na quinta-feira (30), em Goianira, município que fica a 230km de Brasília. João Carlos dos Reis Arantes deu um tiro na cabeça da namorada, Mônica Gonzaga Bentavinne, 22, após ela impedir que o rapaz mexesse no celular dela. 

Segundo a Polícia Civil de Goianira, o rapaz disse que queria ficar com o celular da namorada durante uma consulta odontológica que tinha marcado para o dia. O objetivo era impedir que Mônica conversasse com alguém enquanto estivesse longe do companheiro. Em depoimento, Arantes disse aos investigadores que, diante da negativa, teria efetuado um disparo para cima e que a arma falhou. Logo depois, teria apontado o revólver para a moça, achando que estava descarregada, a fim de assustá-la. Quando apertou o gatilho, ainda segundo o suspeito, foi surpreendido pelo disparo, que foi fatal, no rosto da jovem.

Testemunhas relatam que João Carlos chegou a levar a vítima ao hospital e que teria, inclusive, se oferecido para possíveis transfusões de sangue. Mônica, porém, não resistiu e morreu minutos depois. Quando soube que a namorada havia acabado de falecer, João tentou fugir, mas foi impedido por funcionários do hospital, que o seguraram e chamaram a polícia, que o prendeu em flagrante.

Segundo a Delegacia de Polícia de Goanira, as investigações sobre o caso já identificaram contradições na versão apresentada por João, inclusive sobre o carregamento da arma. Em depoimento, ele assumiu ser extremamente ciumento. Preso, o jovem responderá por feminicídio, quando o crime acontece por razão de gênero.

Revolta
Primo da vítima, Gabriel Luiz Gonzaga, disse que a família não tinha muito conhecimento sobre o relacionamento de Mônica nem sobre como João Carlos a tratava. Segundo ele, Mônica era muito tímida, e por isso tinha dificuldade de começar relacionamentos. "Ele chegou a passar do meu lado dentro do hospital e eu não o reconheci, porque só conhecia por foto", relatou Gabriel.

Gabriel disse, ainda, que a família não acredita na versão contada por João. "Ninguém acerta um tiro no rosto de uma pessoa sem querer", desabafou. O rapaz pede que esse não seja só mais um caso de feminicídio. "Queremos justiça!", completou.

Por: Correio Braziliense


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