segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Cem pessoas ficam presas em mina após passagem do Mangkhut nas Filipinas

Equipes de resgate buscam por vítimas presas em mina após passagem do tufão Mangkhut pelas Filipinas — Foto: REUTERS/Erik De Castro

As autoridades das Filipinas retomaram nesta segunda-feira (17) os trabalhos de busca e resgate de cerca de cem pessoas presas em uma mina em Itogon, no norte do país, soterrada por lodo após a passagem do tufão Mangkhut no sábado pelo país.

O prefeito de Itogon, Victorio Palangdan, confirmou hoje para a imprensa que, por enquanto, há 34 mortos, mas teme-se que haja pelo menos entre 40 e 50 pessoas presas no local, por isso que o número total de vítimas pode atingir uma centena.

As fortes inundações e os deslizamentos de terra causados pelo maior tufão do ano soterraram a mina e quatro barracões onde viviam os mineradores, que ignoraram as advertências da Polícia antes da chegada do Mangkhut, segundo Palangdan.

"Pensaram que a área era segura e a transformaram em um centro de evacuação para si próprios. As autoridades tentaram convencê-los de que se fossem embora, mas rejeitaram o aviso", explicou o prefeito em declarações a uma rádio local.

Dois mineradores conseguiram escapar do deslizamento de terra arrastando-se por um túnel da mina, instalação que segundo as autoridades estava fechada desde 2009, embora alguns trabalhadores a explorassem de maneira ilegal.

Segundo a última apuração provisória da Polícia Nacional, as vítimas do Mangkhut em todo o país já são pelo menos 65, embora não esteja claro se nesse dado se inclui as 34 vítimas confirmadas em Itogon ou só algumas.

Destruição na China

Após a passagem do supertufão pelas Filipinas, o Mangkhut deixa um rastro de destruição na China. O tufão atingiu a província de Guangdong com ventos de 160 km/h, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

A emissora de televisão estatal informou que duas pessoas morreram e 15 ficaram feridas na província. Ondas inundaram um hotel à beira-mar na cidade de Shenzhen.

Espera-se que Mangkhut se dirija para o oeste, na direção da província chinesa de Guangdong, e de Macau.

Antes da chegada do Mangkhut, a China ordenou a retirada de pessoas de áreas de risco do sul do país, suspendeu os serviços de trem de alta velocidade e suspendeu aulas. Segundo a mídia estatal, 2,45 milhões de pessoas foram realocadas na província de Guangdong e 50 mil barcos voltaram aos portos.

O Observatório de Hong Kong emitiu no domingo alerta máximo por causa da chegada do tufão Mangkhut, que apresenta uma grande "ameaça" para a cidade, assim como para várias províncias do sudeste de China.

Por Agencia EFE


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