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Polícia prende em PE suspeitos de fraudar concursos públicos no País

A quadrilha funcionava com quatro níveis de envolvidos: os líderes, os professores, os responsáveis pela logística e os candidatos

A Polícia Civil do Piauí, em conjunto com as polícias da Paraíba, Pernambuco e Distrito Federal, deflagrou na manhã desta segunda-feira (15) a Operação Sem Barreiras, desdobramento e quarta fase da Operação Gabarito, que investiga fraudes em concursos públicos em pelo menos 14 estados do País e Distrito Federal.

Em Pernambuco foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Petrolina. Os mandados levaram à prisão de duas pessoas da parte de logística da quadrilha, que teriam envolvimento com a fraude do concurso penitenciário do Piauí, realizado em 2016. A operação prendeu ainda duas pessoas na Paraíba e um policial civil no Distrito Federal.

De acordo com o delegado Lucas Sá, responsável pela Operação Gabarito, a identidade dos suspeitos presos aqui em Pernambuco não pode ser revelada para não atrapalhar o caso. Segundo Sá, eles são peças importantes para as investigações e outras pessoas no estado estão sendo investigadas pela polícia.

Funcionamento


Ainda de acordo com o delegado Lucas Sá, a quadrilha tinha acesso a um sofisticado aparato tecnológico e contava com o apoio de professores. "Eles contratam professores de cursinho e servidores públicos que passaram de forma lícita em seus cargos que tenham conhecimentos das mais diversas áreas, desde português e informática até direito", afirma.

A quadrilha funcionava com quatro níveis de envolvidos: os líderes, os professores, os responsáveis pela logística e os candidatos. Os membros da logística eram responsáveis por se inscreverem nos concursos para fotografar os cadernos de prova e repassar para o quartel general através do celular. Então, os professores respondiam as questões, levando em média vinte minutos. A partir daí eram montados os gabaritos que depois eram transmitidos através de pontos eletrônicos para os candidatos que estavam nos locais de prova.

Por: JC Online

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