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MPPE recomenda contratação de profissionais e investimentos na Policlínica de Saúde da Mulher do Paulista

Prefeito Júnior Matuto, que fez tatuagem nas costas em homenagem a Miguel Arraes e Eduardo Campos (foto), parece ter se tornado figurinha carimbada no MPPE, haja vista a frequência com que recebe recomendações do órgão.

A baixa qualidade dos serviços de saúde prestados na Policlínica de Atenção à Saúde da Mulher do Paulista motivou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) a expedir recomendação ao prefeito, Júnior Matuto, e ao secretário municipal de Saúde, Alberto Luiz Alves de Lima, para que providenciem melhorias na unidade de saúde.

As primeiras medidas que devem ser adotadas pela gestão municipal são a contratação de profissionais de saúde nas especialidades de gastroenterologia, colposcopia, vulvoscopia e punção aspirativa por agulha fina (método usado para identificar nódulos de tireoide). O município deve garantir a presença dos profissionais na Policlínica de Atenção à Saúde da Mulher em até 90 dias.

Já no prazo de 120 dias, a Secretaria de Saúde do Paulista deve implantar o Sistema de Regulação para Agendamento de Consultas, a fim de garantir melhor organização no atendimento às pacientes, e promover mudanças na área de espera, de modo a oferecer um local minimamente confortável para as pessoas que aguardam atendimento.

Ainda segundo a promotora de Justiça de Defesa da Saúde e do Idoso do Paulista, Christiana Cavalcante, o município deve implementar, também em 120 dias, o serviço de biópsia na rede municipal de saúde, com a contratação dos profissionais adequados para realizar esse tipo de procedimento. Enquanto os exames de biópsia não estiverem sendo realizados pela rede própria, o município deve firmar convênio com entidade apta a suprir a demanda da policlínica.

“A Organização das Nações Unidas traçou um plano de ação global com relação à saúde materna e infantil, recomendando a adoção de políticas para fortalecer o acesso das mulheres aos cuidados médicos e detectar precocemente os problemas de saúde. Esse plano busca reduzir os índices de mortalidade de mulheres nos países em desenvolvimento, onde 530 mil morrem a cada ano por causa de doenças facilmente tratáveis”, complementou Christiana Cavalcante.

Por fim, o MPPE recomendou ao município repor, o quanto antes, os medicamentos em falta na farmácia da Policlínica de Atenção à Saúde da Mulher do Paulista, bem como adquirir itens de higiene pessoal em quantidade suficiente para os pacientes e para os profissionais de saúde que trabalham na unidade.

Entenda o caso – o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) classificou o serviço da Policlínica de Atenção à Saúde da Mulher do Paulista como ruim (conceito D) depois de constatar, em vistoria, que a unidade de saúde apresentava falta de profissionais médicos e de fonoaudiólogos.

A equipe do Cremepe também identificou deficiências quanto à regulação para marcação de consultas, que se refletia em filas de pacientes nos corredores; falta de medicamentos e materiais de higiene para as pacientes; equipamentos hospitalares sucateados e a indisponibilidade de alguns tipos de exames. As irregularidades foram comunicadas à Promotoria de Justiça do Paulista.

MPPE

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