Publicidade

Frases do dia 04/05/2015: Coletânea IHU Online


Hipocrisia

“O capital financeiro que hoje domina o mundo nasceu da usura, que era punida pela Igreja medieval. A história da sua lenta transformação, de pecado em atividade respeitável, culminando com sua adoção pela própria Igreja, é a história da hipocrisia humana” – Luís Fernando Verissimo, escritor – Zero Hora, 04-05-2015.

Parasitas

“Que sociedade é essa que você quer construir em que o sonho das pessoas se limita a, se for da classe média, passar em um concurso público; se for pobre, arranjar Bolsa Família; e, se for rico, conseguir uma "Bolsa BNDES"? Todo mundo passa a querer ser parasita do Estado. Não há país que dê certo assim” – Marcelo Madureira, humorista, ex-militante do PCB – Folha de S. Paulo, 04-05-2015.

Indecência

“Em proporção aos respectivos eleitorados, o tal estelionato eleitoral de Dilma não foi maior que o de Beto Richa em sua reeleição no Paraná. Se é por proximidade com corrupção, a de Dilma está em uma empresa, a Petrobras; a de Beto Richa, disse o noticiário que está em determinada parte de sua família. Já seria o suficiente para Aécio Neves e seus deputados, por decência, pedirem o impeachment do seu companheiro de PSDB. Nenhum foi capaz de emitir sequer uma palavra sobre a ferocidade criminosa do governo paranaense contra os professores e outros servidores usurpados em direitos legítimos por Beto Richa” – Janio de Freitas, jornalista – Folha de S. Paulo, 03-05-2015.

Beto Cabral

“Vozes serenas do tucanato enviaram sinais ao governador Beto Richa alertando-o para os riscos de rodar o software Sérgio Cabral 2.0. Graças à fé infinita de Cabral no porrete da PM, o governador reeleito com dois terços dos votos em 2010 tem evitado circular nas ruas do Rio” – Elio Gaspari, jornalista – Correio do Povo, 03-05-2015.

Receirização

“A voracidade com que trabalharam os interesses favoráveis à nova lei das terceirizações tornou-se um presente de Dia das Mães para a doutora Dilma. Sob a inspiração de Lula, deram-lhe uma bandeira capaz de recuperar o apoio de trabalhadores pela preservação de seus direitos” – Elio Gaspari, jornalista – Correio do Povo, 03-05-2015.

Simbolização e imaginação

“Que o inglês seja a língua dominante do mundo não é um acaso, e não é uma simples consequência econômica. É um propósito de estabelecer um modo de simbolização e o modo de imaginação que corresponde à cultura da qual essa língua é originária. Assim fizeram os romanos. Os romanos diziam que a lei somente podia ser escrita em latim. Quem falava latim era cidadão. Quem não falava, não era” - Alfredo Jerusalinsky, psicanalista – Zero Hora, 03-05-2015.

Falsa inteligência

“Eles (instrumentos eletrônicos) são a maior promessa imaginária da humanidade, neste momento. E quem governa as linguagens e os instrumentos eletrônicos têm grande chance de dominar a marcha do planeta. Mas é uma falsa inteligência, porque saber como a linguagem funciona não é saber como todo o resto funciona” - Alfredo Jerusalinsky, psicanalista – Zero Hora, 03-05-2015.

Por que vou perguntar ao meu pai se eu tenho o Google?

“O equipamento eletrônico em si não é nenhuma personificação do mal. A questão é que ele entra pela via do mercado. O mercado tem como finalidade vender o mais possível, compra desde o acadêmico mais letrado até o analfabeto. Por isso também que ele é feito para ser manejado por crianças, não só por adultos. Mas a linguagem que usam esses eletrônicos é extremamente simples. Porque a parte complexa do problema fica oculta, é resolvida pelos chips. O programador é o inteligente. Nós damos o problema para o aparelho e ele resolve, e temos a ilusão de que quem resolveu fomos nós. Apertamos uma sequência que nunca passa de 12 botões. Isso fascina as crianças pela complexidade do resultado que obtêm com uma ação simplificada. Isso amplia a distância do não saber. A criança tem a ilusão de saber muito facilitada, e a interrogação sobre o saber do pai, da mãe, se reduz. Por que vou perguntar ao meu pai se eu tenho o Google? Sem falar das relações sociais, que se tornam enormemente facilitadas com o apertar de botões, e cria a ilusão de uma relação. Ilusão porque são curtas, não demandam ser sustentadas, se interrompem nas primeiras 15 palavras de um diálogo. Isso faz com que os tempos se acelerem: não há tanto tempo disponível para cultivar a relação com o outro. O outro pode ser cortado apenas com um botão. Não há atos de aproximação ou de distanciamento. Então ela não desenvolve a responsabilidade sobre o outro” - Alfredo Jerusalinsky, psicanalista –Zero Hora, 03-05-2015.

Laços sociais imaginários

“Sem relações com o outro, mas sim com o aparelho, surgem as condições para o autismo, por exemplo. Serão também adultos menos capazes de resolver problemas. E menos capazes de suportar a frustração, porque se acostumaram com respostas imediatas. Nesse sentido, é um rompimento geracional. Nós adultos defendemos os laços sociais, reais e simbólicos. A criança passou a defender os laços sociais imaginários, e eles crescem com artefatos que lhes dão boas razões para permanecer nesse território. Seguramente quem tolera menos a frustração é mais impaciente, mais agressivo. Portanto, mais propenso ao bullying, ao não reconhecimento da autoridade dos professores e dos pais. Ah, são adolescentes capazes de matar para preservar seus tablets! (risos) Estou exagerando, mas não muito” - Alfredo Jerusalinsky, psicanalista – Zero Hora, 03-05-2015.

'Os preto, os pobre'

"Quem usa é os preto, os pobre. Mas quem ganha dinheiro mora em condomínio, fala inglês, é gordo" - Rubens Sabino, ator, músico, o Neguinho do filme Cidade de Deus, agora morador da Cracolândia de São Paulo, falando sobre o crack - O Estado de S. Paulo, 03-05-2015.

Depende...

"Ninguém é gay, ninguém é hétero, depende da hora" - Ronaldo Ésper, estilista e apresentador de TV - O Estado de S. Paulo, 03-05-2015.

Estupro na favela

“Veja só. Um em cada quatro moradores de favela (o número exato é 23%) conhece ao menos uma mulher que foi estuprada. Entre as mulheres, 26% têm conhecimento de alguma vítima. Entre os homens, 20%. A pesquisa foi feita com pessoas a partir de 15 anos, em fevereiro, pelo DataPopular, de Renato Meirelles” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 03-05-32015.

Padre barrado

“O Hospital Central do Exército barrou o padre José Roberto, da paróquia da Ressurreição, que foi ao local dar bênção a uma enferma, outro dia. O pároco fez o relato na missa das 10h30m, domingo passado. Contou que dois soldados lhe disseram que não era permitida a entrada de padres no hospital nem a realização de cerimônias religiosas lá dentro” – Ancelmo Gois, jornalista, O Globo, 02-05-2015.

Segue...

“Depois de 1h45m de espera, e após uma tenente entrar em contato com o médico de plantão na UTI, a entrada do padre José Roberto foi liberada. “Foi a primeira vez que isso ocorreu comigo em 43 anos de sacerdócio. Mas outros padres têm relatado o mesmo em alguns hospitais. É necessário fazer valer a Constituição, que garante esse direito”, disse o padre” – Ancelmo Gois, jornalista, O Globo, 02-05-2015.

Boquinhas

"O pior papel que o PMDB pode fazer é substituir o PT naquilo que o PT tem de pior, que é no aparelhamento do Estado. [...] O PMDB não pode transformar a coordenação política, sua participação no governo, em uma articulação de RH, para distribuir cargos e boquinhas” – Renan Calheiros - PMDB, presidente do Senado – Zero Hora, 01-05-2015.

Política da boquinha

“Isso de o Renan pregar contra a “boquinha” por cargos é como se um cambista, na porta do Maraca, estivesse orientando os torcedores a comprar o ingresso na bilheteria” – Chico Alencar, deputado federal – PSOL-RJ - sobre a declaração do senador Renan Calheiros contra a política de distribuição de cargos no governo aos partidos – O Globo, 03-05-2015.

À altura

"Não usarei meu cargo para agredir autoridades de outros Poderes. [...] O país precisa, neste momento histórico, de políticos à altura dos desafios que hão de ser enfrentados" – Michel Temer – PMDB, vice-presidente da República e responsável pela articulação do governo com o Congresso – Zero Hora, 01-05-2015.

A gota d'água

“A nomeação de Delcídio Amaral para líder do governo no Senado azedou de vez as relações do presidente da Casa, Renan Calheiros, com o Planalto. Ele não perdoa o petista, por este, ainda na CPI da Petrobras, em 2014, ter dito que o ex-diretor da estatal Nestor Cerveró era homem de Renan. Ele já tinha atravessado na garganta o ministro Aloizio Mercadante, que, em 2007, atuou pela cassação de seu mandato” – Ilimar Franco, jornalista – O Globo, 01-05-2015.

O PR de Richa...

“E o Paraná do Beto Richa? Diz que a PM do Paraná bateu nos professores porque os professores não estavam com a camisa da seleção brasileira!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 01-05-2015.

... é tudo ao contrário

“No Paraná é tudo ao contrário: professor é que leva bomba!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 01-05-2015.

Indignação?!

“País que bate em professor não pode ficar indignado com a corrupção!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 01-05-2015.

Piada pronta

“A piada pronta, olha o tuíte do Beto Richa: "Educação continua sendo prioridade absoluta do nosso governo" – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 01-05-2015.

Ladrões de impostos 1

“Na Itália, dez pessoas têm a mesma riqueza de 6 milhões. No mundo, 85 pessoas, incluindo 12 brasileiros, têm a riqueza de 3,5 milhões de pessoas. Esses 85 bilionários podem ter duas, três, dez Ferraris, mas não vão comprar 3,5 milhões de calças, vestidos e sapatos. O consumo cai, a produção cai junto” – Domenico De Masi, sociólogo – Folha de S. Paulo, 01-05-2015.

Ladrões de impostos 2

“Na verdade, a maioria das 85 pessoas mais ricas do mundo é formada por ladrões de impostos. Eles sonegam impostos e, quando pagam, o fazem na Holanda, onde são mais baixos. São pessoas que financiam campanhas eleitorais em barganha por leis que os favoreçam. E isso alimenta o ciclo da desigualdade" – Domenico De Masi, sociólogo – Folha de S. Paulo, 01-05-2015.

Luta de classes

“O neoliberalismo da era Thatcher inverteu as coisas: a luta de classes dos pobres contra os ricos se tornou a luta dos ricos contra os pobres” – Domenico De Masi, sociólogo – Folha de S. Paulo, 01-05-2015.

No mais

“O “privatizante” FH estatizou a BR Distribuidora fechando o capital da subsidiária da Petrobras. Agora, a “estatizante” Dilma pensa em reabrir o capital da BR. Não há contradição, nem conflito ideológico. É a ditadura da realidade” –Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 01-05-2015.

Fonte: IHU Online

Comentários

Publicidade