terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Luxa quer Fla longe da confusão e mira retorno à Libertadores em 2016

Na primeira coletiva do ano, Luxemburgo mostrou descontração com os jornalistas (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)

Chega de confusão. O Flamengo que começou a pré-temporada nesta terça-feira, em Atibaia (SP), olha para parte de cima da tabela. Depois de sofrer com a luta contra o rebaixamento em 2014, Vanderlei Luxemburgo traçou metas ousadas para 2015 e projeta levar o Rubro-Negro, no mínimo, de volta à Libertadores. Relembrando a situação difícil que encontrou a equipe quando chegou, o treinador não quer nem ouvir falar de Z-4 e se mostrou satisfeito com o planejamento e montagem de elenco para Estadual, Copa do Brasil e Brasileirão.

Em sincronia com Rodrigo Caetano e Alexandre Wrobel, Luxa garantiu que o Flamengo que está sendo montado agora terá fôlego também para 2016 e demonstrou bom humor na primeira entrevista coletiva do ano. Confira:

Carência de camisa 10


- O Atlético-MG foi considerado o melhor time do Brasil e não lembro de um camisa 10. Criou-se muito essa coisa, mas quem tem esse camisa 10 no mundo hoje? O futebol mudou muito e as pessoas não entenderam. Com esse negócio de três zagueiros, os laterais deixaram de ser laterais e os meias deixaram de ser meias. É preciso entender a mudança de comportamento tático e filosofia de jogo. Até porque, achar um camisa 10 é duro...

Conca


- É coisa interna, o Rodrigo já falou. Presta a atenção: se o Rodrigo e o Wrobel foram em busca de negociar, com certeza conversaram comigo. Não tem que ficar discutindo mais do que isso. Não tem que falar. Depois, o jogador não vem para cá e ficamos rodeando.

Pré-temporada

- É um início bom, tendo um mês praticamente para trabalhar, mas não vou me limitar a Atibaia ou Manaus. Vamos entrar um pouquinho no Carioca com ela também, como preparação, ênfase na parte física e técnica. Vai ser uma pré mais longa. O ano vai ser difícil. O Brasileirão tende a ser o mais complicado de todos, com muitos clubes com possibilidade. Temos que estar bem.


Amistosos



- São importantes para o início da pré-temporada, mas não definem nada. Não podemos tornar mais importantes do que são. Jogar contra Shakhtar, Vasco e São Paulo é muito bom, mas não muda nada. Estamos preocupados com o Carioca, Brasileiro e Copa do Brasil. Os jogos são para preparar para isso. De repente, antes podemos ter dois jogos contra equipes de menor expressão, da região.


Time de velocidade


- No futebol, há muitos anos, acabaram com os pontas. Montavam times com dois atacantes e quatro no meio-campo. Nos três últimos anos, voltamos a ter os caras de lado, mas não fixos. O lateral não precisa apoiar tanto. Quero um time de velocidade, com pontas soltos, mudança de direção e ocupação de espaço. Quero colocar velocidade e ofensividade.


Importância do Estadual


- O campeonato está inserido no calendário, é importante, mas temos que saber que há uma temporada inteira pela frente. Acho que houve um processo ditatorial, como é o futebol brasileiro. As regras são determinadas e acabou, não se discute mais. Acho que esses 28 jogadores que colocaram como regra é equivocado. No meu clube, eu contrato quem eu quero. Ou seja, teremos que ter o planejamento que a federação determinou. Como que posso fazer experiência com jovem sem colocar para jogar? Não pode ser uma determinação da federação, mas os clubes aceitaram, né? Não concordo.

Por Cahê Mota e Ivan RauppAtibaia
GO G1 SP

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