sábado, 14 de abril de 2018

Um papagaio e 15 pássaros que eram criados em cativeiro são entregues à CPRH

Conscientização ambiental leva técnico em refrigeração e barbeiro a promover entrega voluntária ao órgão ambiental (Foto: Divulgação/CPRH)

Um papagaio-do-mangue (Amazona amazonica) e 15 pássaros de diversas espécies – sibito, sábia-laranjeira, tico-tico, papa-capim e sanhaçu – estão entre os novos animais silvestres acolhidos esta semana pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). As acolhidas ocorreram a partir de motivações pessoais de cidadãos comuns que procuraram a Agência para fazer a chamada “entrega voluntária”, que possibilita a reabilitação de animais criados em cativeiro para, posteriormente, serem devolvidos à natureza.

Uma das iniciativas partiu do barbeiro Alyson Luiz da Silva, morador de Roda de Fogo, na Zona Oeste do Recife. Ele criava o papagaio-do-mangue e um sanhaçu há dois anos. Resolveu pesquisar na internet a forma de regularizar a situação para ficar “certinho com lei”, como disse, mas terminou entendendo que só animal oriundo de criadouros legalizados podem ser criados. A criação de animais silvestres pegos na natureza ou comercializados de forma irregular configura crime ambiental.

Alyson informou que “veio de dentro do coração” a decisão de fazer a entrega. “Eu cuidava bem deles, procurei regularizar e vi que não podia. Entendi que eles poderiam até ser felizes em minha casa, mas que serão bem mais junto com outros de suas espécies, na natureza”, disse, revelando também que se espelhou na atitude do “Irmão índio”, um vizinho seu em Roda de Fogo. Trata-se do pedreiro Francisco da Silva, que em agosto de 2017 salvou uma capivara de um canal, impediu que ela sofresse maus-tratos e andou oito quilômetros para entregá-la ao órgão ambiental. “Estou feliz”, resumiu.

Já o técnico em refrigeração Luís Sebastião da Silva Júnior, no momento desempregado, procurou a CPRH para entregar 14 pássaros que eram criados pelo seu pai, falecido recentemente. Morador do Alto José Bonifácio, em Casa Amarela, o jovem revelou que, junto com a mãe, cuidou das aves com todo carinho por dois meses e chegou a ser assediado para vendê-los, mas que não via isso como o caminho adequado. Fez então uma pesquisa na internet, chegou ao site da CPRH (www.cprh.pe.gov.br) e procurou o órgão. “Entendo que fiz um bem social. Vi com minha mãe que o melhor não era vender, mas entregar para que cuidassem e devolvessem eles à natureza”, disse.

Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental - NCSEA
Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH


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