sábado, 14 de abril de 2018

Trump agradece cooperação da França e Reino Unido em ataque contra Síria: 'missão cumprida'

Bombeiro sírio apaga chamas em centro de pesquisa científico destruído após ataque de EUA e aliados (Foto: Omar Sanadiki/Reuters)
Trump anuncia ataque em andamento na Síria (Foto: AP Photo/Susan Walsh)


O presidente norte-americano, Donald Trump, agradeceu neste sábado (14) em postagem no Twitter a "sabedoria" e o poder militar da França e Reino Unido no ataque conjunto contra a Síria, realizado na noite anterior. A ofensiva norte-americana foi orquestrada após controvérsias envolvendo o uso de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad.

Por isso, de acordo com os EUA e aliados, a ação teve por dentre seus alvos centros de pesquisa relacionados à produção desses armamentos. Dana White, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, sugeriu neste sábado (14) que a ação é pontual e que não há intenção dos EUA de entrar no conflito sírio.

Após o ataque, o Exército sírio informou que a ação deixou três civis feridos após alguns mísseis que estavam indo para uma posição militar em Homs serem desviados de sua trajetória. O Pentágono, por sua vez, diz que não há vítimas.

"Um ataque perfeitamente executado na noite passada. Obrigado à França e ao Reino Unido por sua sabedoria e pelo poder de seus excelentes exércitos. Não poderia haver resultado melhor. Missão cumprida!", comemorou o presidente dos Estados Unidos no Twitter.

Trump continuou: "Estou muito orgulhoso do nosso exército que será, depois de investidos bilhões de dólares aprovados, o melhor que o nosso país já teve. Não haverá nada, ou ninguém, sequer próximo!"

Enquanto Trump comemora, a Rússia chamou uma reunião no Conselho de Segurança da ONU, que será realizada na tarde deste sábado (14). Também o presidente russo Vladimir Putin disse em pronunciamento que o ataque foi uma "agressão a um Estado soberano".


Para Putin, os Estados Unidos pioram a crise humanitária na Síria. A Rússia é uma das principais aliadas do regime de Bashar al-Assad.

O dobro de mísseis

A investida contra a Síria foi anunciada pelo próprio Donald Trump em pronunciamento na Casa Branca, na noite de sexta-feira (13), como resposta ao suposto ataque químico contra a cidade síria de Duma no último fim de semana. O regime sírio nega o uso de armas químicas.

As forças aéreas e marinhas dos EUA, França e Reino Unido lançaram os primeiros ataques por volta das 21h de Washington (22h, no horário de Brasília, já madrugada na Síria).

Três alvos foram atingidos, segundo o Pentágono: um centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológicas em Damasco, um armazém de armas químicas em Homs (a leste de Damasco) e uma base na mesma cidade que também teria armas químicas.

Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, não há registro de vítimas civis. Já o Exército sírio, informa haver três feridos.

Após o ataque dos EUA e aliados, os sistemas de Defesa sírios reagiram, atingindo 13 mísseis em Al Kiswah, nos subúrbios de Damasco.

No total, 105 mísseis foram lançados contra os três alvos na Síria, ainda segundo o Pentágono. É quase o dobro da quantidade de armamento usada no ano passado, quando os norte-americanos reagiram a outro ataque químico atribuído ao regime de Assad que deixou 86 mortos.

Naquela ocasião, 59 mísseis Tomahawk foram disparados contra uma base aérea do país. Desta vez, de acordo com o Ministro da Defesa do Reino Unido, foram usados mísseis do tipo Shadow.

O Departamente de Defesa dos EUA afirma que nenhum dos mísseis lançados foi interceptado. Já as Forças Armadas da Síria falam em 110 mísseis disparados contra o país e diz que a "maioria" deles foi interceptada, segundo a CNN.

Estratégia americana

Na manhã deste sábado (14), o Pentágono fez um pronunciamento para explicar a ação coordenada. Nele, a porta-voz Dana White disse que o ataque não muda a estratégia dos Estados Unidos na Síria e que os norte-americanos não querem participar do conflito no país.

O General Kenneth McKenzie afirmou que não há registros de vítimas civis. "Não estamos sabendo de nenhuma casualidade de civis decorrida do ataque até o momento. Depois do ataque, o exército sírio disparou mísseis, que não sabemos onde caíram."

Justificativa

Para justificar a ação desta sexta, Trump chamou o suposto ataque químico em Duma de "massacre" e de "crimes de um monstro". A premiê britânica, Theresa May, classificou o bombardeio como uma "intervenção na guerra na Síria". Já o presidente francês, Emmanuel Macron disse que o ataque está "restrito a capacidades do regime sírio de armas químicas".

Após o bombardeio, a embaixada da Rússia (aliada da Síria) nos EUA declarou no Twitter que "tais ações não serão deixadas sem consequências".

Perspectivas futuras

Ainda no pronunciamento neste sábado (14), Dana White, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, sugeriu que o ataque a Síria é pontual e que a intenção de aliados não é participar dos conflitos sírios.

G1


0 comentários:

Postar um comentário