quinta-feira, 15 de março de 2018

Chesf, a redenção do Nordeste, completa hoje 70 anos; veja fotos e vídeos históricos

Complexo de usinas da Chesf em Paulo Afonso. Foto: Divulgação.
Engenheiros, técnicos e operários posam na fachada da Usina Hidroelétrica de Paulo Afonso. Foto: Arquivo Chesf

Pode-se afirmar, tomando a Chesf como exemplo, que são muitas e significativas estas mudanças. Antes da Chesf, toda a região Nordeste estava a anos luz atrás, no desenvolvimento, em relação a outras regiões do país. Todos os índices, do analfabetismo à mortalidade infantil, do desenvolvimento humano às modernas tecnologias inexistentes, tudo fazia crer que tínhamos pelo menos dois ou mais brasis: aquele da pujança, dos grandes avanços tecnológicos, das grandes indústrias e o do povo abandonado, esquecido, morrendo à míngua, assinando com o dedão, sem opções de crescimento.

Assim era o Nordeste antes da Chesf, onde os lampiões de gás iluminavam as praças e pequenos geradores, nas cidades maiores tinham hora marcada para serem desligados. Era assim, o Nordeste estava desligado do progresso e do desenvolvimento.

Depois da chegada da Chesf, quando a energia elétrica iluminou as ruas e as casas do Recife e suas linhas de transmissão foram se espalhando por toda a região, como uma gigantesca teia de aranha não só foram iluminadas as cidades, as casas, energizadas as fábricas. Sobretudo, a luz irradiou dos olhos de pessoas sem esperança que passaram a crer em dias melhores que, de fato, vieram.

NORDESTINOS RUDES, ILETRADOS, ELES CONSTRUÍRAM A CHESF

No vídeo abaixo, um pouco da história da Chesf contada pelo engenheiro Cerqueira Lima que entrou na empresa em 1949. Retirado de uma matéria da TV Chesf.

Foram esses homens e mulheres que acorreram aos canteiros de obras da hidrelétrica, escavaram túneis, embrenharam-se nas grotas como “cassacos”, apelido que carregavam sem problemas porque, ainda que rudes, iletrados, estes nordestinos estavam plantando usinas nas entranas da terra e se tornavam ao mesmo tempo construtores desse grande sonho de desenvolvimento e beneficiários, assim como milhões de outros conterrâneos, de seus benefícios. “Essa epopéia aconteceu no meio do nada”, como dizia o pioneiro Bret Cerqueira Lima.

Em 1954 começava o enchimento da barragem Delmiro Gouveia para funcionamento da Usina Paulo Afonso I e, depois, também da 2ª e da 3ª Usinas

Os muitos milhares de chesfianos que passaram pelo quadro de empregados da empresa, a maioria absoluta, nordestinos, “antes de tudo, fortes”, como diza Euclides da Cunha em Os Sertões, ainda hoje, especialmente aqueles pioneiros, alguns com 80, 90 anos de vida não aceitam serem chamados de “ex-chesfianos”. São chesfianos, sempre, e têm muito orgulho nisso.

Até a maioria dos seus presidentes e diretores, especialmente também os que começaram esta história se derramavam em atitudes de amor à empresa e aos operários que a construíram.

Difícil imaginar hoje um diretor da Chesf arregaçar as calças de linho branco e enfrentar a lama, no meio dos empregados, como fez Otávio Marcondes Ferraz muitas vezes, ou um presidente, como Dr. Antônio Alves de Souza despojar-se da importância do seu cargo e ser juiz de corrida de bicicleta promovida pelo Clube Paulo Afonso ou juntar-se aos “cassacos” nas comemorações festivas, no meio do campo de futebol.

Ou, certamente não se vai ouvir de um presidente desta grande empresa, que “A Chesf não tem dono, nem Senhor”, como o fêz o ex-ministro Antônio de Oliveira Brito, quando foi presidente da Chesf e deu o maior impulso às ações sociais da empresa ao criar, em sua gestão os órgãos de Recursos Humanos e de Assistência Social na Chesf e mandou construir dezenas de casas para os operários mais humildes.

Foram estes homens e seus feitos que mudaram a história do Nordeste. Suas histórias, o resgate de suas memórias precisa ser levada mais a sério e contadas em livros, documentários, exposições, para que as gerações mais novas e futuras possam compreender que este gigantesco patrimônio nacional, que vale muitos bilhões de reais começou onde não havia nada, no cenário ressequido do sertão nordestino, graciosamente banhado pelas águas do rio São Francisco e pela majestosa Cachoeira de Paulo Afonso, no povoado, depois Distrito e hoje Município de Paulo Afonso, no Estado da Bahia.

ESTA É A HISTÓRIA DA CHESF, EM POUCAS LINHAS

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, empresa do grupo Eletrobras, foi criada pelo Decreto-Lei Nº 8031, de 3 de outubro de 1945 e constituída em assembléia de acionistas realizada em 15 de Março de 1948.

As obras da Usina Paulo Afonso I foram iniciadas em 1949 e em 15 de Janeiro de 1955 o Presidente João Café Filho inaugurou oficialmente esta Usina que desde dezembro de 1954 já fornecia energia elétrica para o Recife e a partir de 14/01/55, também para Salvador. Eram apenas 180 megawatts. Energia demais para alguns. Hoje a Chesf produz quase 11 mil megawatts e ainda é pouco.

Na realidade, desde a sua concepção idealizada pelo Engenheiro Apolônio Jorge de Farias Sales, que resultou nos decretos 8.031 e 8.032, de 3 de outubro de 1945, gerar condições para o desenvolvimento do Nordeste, foi seu objetivo.

Depois de mais de meio século de vida, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco atende a cerca de 45 milhões de nordestinos através de um parque gerador de energia com uma capacidade instalada de quase 11 milhões de KW em suas 14 usinas hidrelétricas e 2 termelétricas. São 87 subestações e 18 quilômetros de linhas de transmissão que levam a energia da Chesf para todo o Nordeste do Brasil, menos o Estado do Maranhão. Através do MAE – Mercado Atacadista de Energia – A Chesf agora vende energia elétrica para todas as regiões brasileiras, a única empresa do setor elétrico a conseguir esse feito.

Neste complexo sem igual no Brasil, e na determinação dos chesfianos, desde os difíceis tempos pioneiros, está toda a energia chesfiana que dá vida e leva progresso ao Nordeste, fazendo história e gerando o futuro, há mais de 60 anos. “No governo de Luiz Inácio Lula da Silva as empresas públicas federais acrescentaram à sua missão e visão o cuidado com o homem, daí a grande preocupação da Chesf com o social”, dizia certa vez o Diretor de Operações, Mozart Bandeira em reunião no auditório do Memorial Chesf em Paulo Afonso.

A Diretoria da Chesf, empossada desde 2003, no início do primeiro mandato do Governo do Presidente Lula, ao tempo em que mantém o alto nível de confiabilidade em suas ações de suprimento de energia elétrica para todo o Nordeste do Brasil, volta-se também, com especial atenção para a responsabilidade social da empresa e investe no homem, sua maior energia, o homem chesfiano e todos aqueles que estão na região de influência da área de atuação da Hidrelétrica do São Francisco. A história da Chesf começou em Paulo Afonso, o berço dessa história bonita.

OS ESTUDOS PARA A PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO RIO SÃO FRANCISCO COMEÇARAM NO SÉCULO XIX

Os estudos para o aproveitamento do potencial do rio São Francisco para a produção de energia elétrica começaram ainda no século XIX.

Em 29 de novembro de 1890, pelo Decreto nº 1.118, foi dada a João José do Monte o direito de exploração de hidroele-tricidade no rio São Francisco. A concessão caducou, sem aproveita-mento.Em 27 de novembro de 1904, o Decreto nº 5.407 regulamentou o aproveitamento e a transformação da energia hidráulica, no governo Rodrigues Alves.

“Delmiro deu a ideia, Apolônio aproveitou. Getúlio fez o Decreto e Dutra realizou.”

Delmiro Gouveia – pioneiro de Paulo Afonso

Antes, em 1903, o cearense Delmiro Augusto da Cruz Gouveia passa a residir na Vila da Pedra, atual Delmiro Gouveia, onde comprou a fazenda de José Correia de Figueiredo.

Em1910, Delmiro Gouveia compra a Fazenda Paulo Afonso, de Ulisses Luna e Faustino Tor-res.Nesse mesmo ano, o inglês Richard George Reidy requer a concessão para a exploração do potencial da Cachoeira de Paulo Afonso, mas o governo brasileiro nega. Em1911, pelo Decreto 520, de 18 de agosto, o governo alagoano dá a concessão para a exploração de energia elétrica na Cachoeira de Paulo Afonso a Delmiro Gouveia. Delmiro contrata o engenheiro italiano Luigi Borella para construir a Usina Angiquinho.

Em 20 de janeiro de 1913 a Usina Angiquinho é inaugurada e funcionou até 1960.

Em 1914 Delmiro inaugura a Fábrica de Linhas Estrela, na Vila da Pedra. Em 1917 ele é assassinado a tiros, na varanda de sua casa, na Vila da Pedra.

OUTROS ESTUDOS, DEPOIS DE DELMIRO GOUVEIA

Em 1921 um grupo de engenheiros do Ministério da Agricultura, dentre eles Antônio José Alves de Souza (que 27 anos depois viria a ser o primeiro presidente da Chesf), faz um levantamento topográfico da Cachoeira de Paulo Afonso, por ordem do Ministro Ildefonso Simões Lopes, no governo de Epitácio Pessoa.

Em 1932 o engenheiro Franklin Ribeiro chefia a Comissão Federal de estudos do Rio São Francisco e em 1939 os engenheiros José Augusto Fonseca Rodrigues (da Escola Politécnica Federal de São Paulo) e Sebastião Penteado Júnior elaboram dois anteprojetos de aproveitamento da cachoeira de Paulo Afonso.

Em 1942 o engenheiro Apolônio Jorge de Farias Sales, então Ministro da Agricultura cria o Núcleo Colonial Agroindustrial de Petrolândia – PE, pelo Decreto-Lei nº 4.505, de 22/07/1942. No ano seguinte Apolônio Sales encomenda aos engenheiros Correia Leal e Leopoldo Schinmmelpfeng um projeto para a usina de Itaparica.

Em 1944 o governo Getúlio Vargas contrata a empresa Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul para fazer levantamento aero-fotogramétrico do rio São Francisco.

Nesse mesmo ano o Ministro Apolônio Sales entrega ao Presidente Vargas a exposição de motivos GM/598, para a construção da Usina Piloto de Paulo Afonso (foto). A obra foi iniciada em 1945 e inaugurada em 29/10/49 pelo engenheiro Valdemar José de Carvalho, do Ministério da Agricultura.

NASCEU A CHESF!

Engº Apolônio Jorge de Farias Sales, criador da Chesf

No dia 3 de outubro de 1945 o Presidente Getúlio Vargas sancionou os Decretos-Lei nºs 8.031 e 8.032 e o Decreto nº 19.706, autorizando a criação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf. Entretando, 26 dias depois, em 29/10/45, Getúlio é deposto e somente após a posse do Presidente Eurico Gaspar Dutra ocorrida em 17 de outubro de 1946, o assunto é retomado pelo Ministro Daniel de Carvalho que nomeia o engenheiro Antônio José Alves de Souza para organizar a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco Sociedade Anômina.

A Chesf só foi efetivamente constituída em 15 de março de 1948 quando é realizada a Assembléia Geral para esse fim. É formada a sua primeira diretoria, sendo indicado para Presidente, o engenheiro Antônio José Alves de Souza; Diretor Administrativo – Adozindo Magalhães de Oliveira; Diretor Técnico – Otávio Marcondes Ferraz; Diretor Comercial – Carlos Berenhauser Júnior.

Ainda em 1948, pelo Decreto nº 25.865, de 24/11/1948, é criado o Parque Nacional de Paulo Afonso.
Presidente Getúlio Vargas recebido pelo Alves de Souza, visita as obras da Chesf

Em 1949 são iniciadas as obras da Usina de Paulo Afonso, com as escavações da bacia de decantação e Barragem Delmiro Gouveia que tem 4,5 quilômetros e liga os estados da Bahia e Alagoas. Esta barragem alimenta hoje as Usinas Paulo Afonso I, II e III. No final deste ano, em 28/12/49, começam as escavações dos túneis, poços, chaminé de equilíbrio e casa de máquinas.

MARCOS HISTÓRICOS. NA CHESF E NA REGIÃO
Em 1952 a cidade de Pedra-AL, passa a denominar-se Delmiro Gouveia.

Em 1953, no dia 14 de junho, morre o engenheiro Adozindo Magalhães de Oliveira, diretor administrativo da Chesf. É substituído pelo advogado Afrânio de Carvalho que exercia a função de Consultor Jurídico da Hidrelétrica do São Francisco.

Também em 1953, pelo Decreto nº 62, de 30/01/1953, o governador da Bahia, Régis Pacheco, eleva o povoado de Paulo Afonso-BA, à condição de Distrito de Glória-BA.

Presidente Café Filho inaugura a Usina Paulo Afonso I em 15/01/1955

No dia 15 de dezembro de 1954 Recife, capital de Pernambuco, é a primeira localidade a receber a energia da Chesf.

Em 14 de janeiro de 1955 é a vez da capital baiana. Salvador passa a receber a energia hidroelétrica da Chesf.

Presidente Café Filho inaugura a Usina Paulo Afonso I em 15/01/1955

A INAUGURAÇÃO DA USINA PAULO AFONSO I

Em 15 de janeiro de 1955, o Presidente João Café Filho, acompanhado de grande comitiva, inaugura a Usina Paulo Afonso (PA-I). Com ele estavam os Ministros Eduardo Gomes (Aeronáutica), Teixeira Lott (Exército), Edmundo Jordão (Marinha), José Costa Porto (Agricultura), Aramís Taborda (Saúde), o Presidente da Câmara Federal, Nereu Ramos, os senadores Apolônio Sales e Juracy Magalhães, os deputados federais Daniel de Carvalho, Otávio Mangabeira, Manoel Novais e Armando Fontes, os governadores Régis Pacheco (BA), Rollemberg Garcez (SE), Arnon de Mello(AL), Etelvino Lins(PE) e José Américo (PB), além de deputados estaduais de vários estados nordestinos e prefeitos de muitos municípios da região.

A convite do Presidente João Café Filho, o Diretor Técnico da Chesf, Octávio Marcondes Ferraz assume, em 19/04/55, o Ministério de Viação e Obras Públicas mas fica ministro por menos de 7 meses. Em 11/11/55 retorna às suas funções de Diretor Técnico da Chesf, onde permanece até 15 de março de 1960.

Em 1958 o Distrito de Paulo Afonso é emancipado do município de Glória, pelo governador Antônio Balbino de Carvalho, através da Lei 1.012, de 28/07/1958. Nesse mesmo ano são realizadas as eleições para Prefeito e Vereadores.

Em 7 de outubro de 1958 Otaviano Leandro de Morais, vereador em Glória, comerciante em Paulo Afonso onde possuía o Armazém Sertânia, pernambucano de Sertânia-PE, com o apoio da Chesf, é eleito como primeiro Prefeito de Paulo Afonso. Foram eleitos ainda os vereadores Dinalva Simões Tourinho, Diogo Andrade Brito, Lizete Alves dos Santos, José Rudival de Menezes, José Freire da Silva, Luiz Mendes Magalhães, Manoel Pereira Neto e Noé Pereira dos Santos que formaram a 1ª Legislatura do Município de Paulo Afonso.

Todos tomam posse no dia 7 de abril de 1959.

Engº Marcondes Ferraz, ao centro e chesfianos em frente à Usina PA I

CHESF, UMA LONGA HISTÓRIA DE LUTAS E VITÓRIAS
Marcondes Ferraz, ao centro e chesfianos em frente à Usina PA I

Em 18 de dezembro de 1961, morre em Paulo Afonso, de parada cardíaca, aos 65 anos de idade, o Engenheiro Antônio José Alves de Souza. Muito querido de todos, Dr Souza teve o seu corpo transladado para o Rio de Janeiro e sepultado no Cemitério São João Batista. Seu coração, no entanto, está sepultado ao pé do seu busto no monumento ao 1º decênio da Chesf, no Parque Belvedere, onde se lê a inscrição “ O coração que o matou e a permanência na paisagem a que deu vida.”

Em 1962, dia 7 de maio, assume a Presidência da Chesf o seu idealizador, engenheiro Apolönio Jorge de Farias Sales que ficou neste cargo até 1974, dia 5 de maio, sendo substituído pelo Eng. André Falcão. As diretorias da Hidrelétrica do São Francisco (veja box)foram se sucedendo ao longo destas décadas, com estilos direrentes de gestão, de acordo com as diretrizes do governo federal.

A Chesf venceu crises, escassez de água, racionamentos de energia e enchentes mas o desenvolvimento implementado a partir de suas usinas e dos mais de 18 mil quilômetros de linhas de transmissão fizeram dela merecedora do título de Redentora do Nordeste, outorgado da forma mais autêntica pela excepcional sabedoria popular dos sertanejos, nordestinos, beneficiados pela energia extraída das águas. Há dois Nordestes no Brasil: um antes outro depois e com a Chesf .

Na grandeza da Chesf, complexo sem igual no Brasil, e na determinação dos chesfianos – desde os difíceis tempos pioneiros aos dias de hoje – está toda a Energia chesfiana que dá vida e leva progresso ao Nordeste, fazendo história e gerando o futuro, há sete décadas. E Paulo Afonso é o berço dessa história bonita.

“NÃO EXISTEM EX-CHESFIANOS”

Para os seus empregados e os milhares dos que cumpriram a sua jornada há uma verdadeira paixão pela empresa. Um ex-presidente. Dr. Antônio de Oliveira Brito dizia em alto e bom som que “A Chesf não tem dono nem Senhor”. Um ex-diretor, Luiz Fernando Motta Nascimento, como Euclides Ribeiro, Gilberto Oliveira e milhares de outros que trabalharam na Chesf por mais de 35 anos, não aceitam a expressão “ex-chesfianos”. “Existem ex-empregados, ex-chefianos não. Uma vez chesfianos, sempre chesfianos”, diz Luiz Fernando.

A FORÇA DO NORDESTINO CONSTRUIU ENORME PATRIMÔNIO. SUA MAIOR ENERGIA É O HOMEM.

Travessia do rio no bondinho de madeira, no início das obras de Paulo Afonso -1950

Ao longo de sua história de mais de 60 anos, o desafio tem sido o combustível que move a Companhia Hidrelétrica do São Francisco – Chesf.

Somando pioneirismo com investimentos, assume o compromisso de ajudar o Nordeste a romper barreiras e a ficar sintonizado com a tecnologia, trazendo desenvolvimento para a Região.

No Setor Elétrico Brasileiro existem conquistas que só a Chesf possui. Atualmente, a Empresa detém o maior parque gerador de energia e a maior rede de transmissão de energia elétrica em alta tensão do Brasil.

São 14 usinas hidrelétricas e duas termelétricas com capacidade de produzir 10 milhões e 703 mil kW. Potência para beneficar uma área de mais de 1 milhão de km², correspondente a 15% do território brasileiro. As linhas de transmissão totalizam 18 mil quilômetros, ligadas a 91 subestações que abastecem quase 50 milhões de pessoas.

OS 70 ANOS

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) completa 70 anos de atividades, neste dia 15 de março, e preparou um ano de celebrações. Campanha publicitária, participação em eventos nacionais e internacionais, programação comemorativa para os empregados, lançamento de livro histórico, e realização de Hackathon (maratona voltada ao público universitário, visando incentivar o desenvolvimento de sistemas de Tecnologia da Informação) são algumas das atividades para os públicos interno e externo.

No dia 15 de março, haverá programação na Sede da Empresa, no Recife (PE), a partir das 8h30. Dentre as atividades previstas, está a apresentação de integrantes do projeto social Orquestra Criança Cidadã, patrocinado pela Chesf, desde 2006.

Nas Regionais da Chesf, os eventos comemorativos para os empregados acontecerão na Ilha do Urubu, em Paulo Afonso-BA (dia 16, pela manhã); no prédio Eunápio Peltier, em Salvador-BA (dia 16, a tarde); em Natal (RN), na manhã do dia 20, e em Fortaleza (CE), na tarde deste mesmo dia. No dia 23, pela manhã, haverá solenidade em Teresina (PI) e, à tarde, em Sobradinho (BA).

De 18 a 23 de março, a Companhia participará do Fórum Mundial da Água, evento internacional, a ser realizado em Brasília (DF). O estande da Eletrobras terá o Rio São Francisco como tema e a Chesf apresentará palestras sobre Recursos Hídricos e Meio Ambiente. No dia 21, o diretor de Operação, João Henrique Franklin, participará do painel “Água e energia em situações de crise: experiência no Brasil e França”.

Em maio, a Chesf lançará o livro histórico dos seus 70 anos, realização em parceria com a Memória da Eletricidade. Em novembro, a Companhia vai realizar o “I Hackathon Chesf”, para o público universitário, com o objetivo de desenvolver aplicativos ou sistemas que contribuam para o negócio da Empresa.

Desde janeiro, a Chesf vem destacando seu o passado, presente e futuro, com campanha focada na identidade nordestina da Empresa, considerando que a maioria significativa dos seus ativos – linhas de transmissão, subestações e usinas estão situados na região. Com o tema “Chesf – 70 anos crescendo lado a lado com o Nordeste”, a Empresa tem muito a comemorar!

CHESF INVESTIRÁ R$ 2 BILHÕES EM 2018

Empresa quer alcançar novo recorde de entrega de obras
Para 2018, a expectativa da Chesf é entregar mais de 30 novos empreendimentos e realizar mais de 200 melhorias no seu Sistema, com uma estimativa de R$ 2 bilhões em investimentos. A maior parte das obras é na área de Transmissão, para aumentar a oferta, a confiabilidade e a qualidade da energia para os consumidores.

Em 2017, a Companhia registrou um recorde em energizações nas Empresas Eletrobras, ao entregar 24 obras de ampliações e reforços. Cinco novas subestações foram colocadas em operação, disponibilizando 2.610 MVA ao Sistema Interligado Nacional (SIN); também foram finalizadas as obras de transmissão de energia, que possibilitaram escoar a produção dos parques eólicos em operação no Nordeste. Além disso, foi inaugurada a Usina de Energia Eólica de Casa Nova II e III e implantadas mais de 360 melhorias no sistema elétrico existente

Estão programadas para este ano as implantações da Plataforma Solar Petrolina (3 MW) e da Plataforma Solar Fotovoltaica Flutuante no Lago de Sobradinho (5 MW). Além disso, a Companhia possui os projetos em solar UFV Bom Nome (34 MW) e UFV Lapa Solar I (90 MW). “A Chesf pretende ser um agente importante em geração deste tipo de energia no Brasil”, disse o presidente Sinval Gama.

E para encerrar, filme histórico de Paulo Afonso sobre a construção da Companhia Hidrelétrica do São Francisco, composta de 7 capítulos:

Via Blog de Ozildo Alves


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