quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Sintepe lança campanha salarial com apresentação de estudo sobre remuneração média dos servidores


O Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) lançou hoje (01) sua Campanha Salarial Educacional 2018 com a temática "Piso e Carreira. Vale a Luta". A Campanha traz em seus argumentos a importância da atualização do piso salarial com repercussão na carreira do magistério.

"O Sintepe idealizou a Campanha com a representação de pais, mães, estudantes e trabalhadores e trabalhadoras em educação, todos juntos pela valorização do Piso do Magistério com repercussão durante toda a Carreira. Acreditamos que essa bandeira de lutas será uma alavanca para melhorarmos a qualidade da educação em nosso Estado", disse Fernando Melo, presidente do Sintepe em entrevista coletiva de imprensa.

O Sintepe realizou um estudo com base em dados do Portal da Transparência do Estado de Pernambuco em cima da remuneração de média de servidores efetivos, durante o quatriênio de 2014 a 2017, de cinco secretarias de Estado: Educação, Saúde, Defesa Social, Fazenda, Planejamento e Gestão. O Sintepe considerou "remuneração média" como um valor médio entre todas as remunerações de um quadro funcional de uma Secretaria, desde a mais alta até a mais baixa. "A análise permite avaliar a política salarial direcionada aos servidores públicos e quais são as prioridades da gestão", analisa Melo.

O estudo do Sintepe demonstrou que entre 2014 e 2017 a remuneração média dos trabalhadores em educação (professores, funcionários e analistas) subiu em um percentual de apenas 8,6%, acima somente da média dos trabalhadores da Saúde, que evoluíram apenas 7%. O salário médio da educação, segundo o estudo, ficou em R$ 3.125,00. Na outra ponta do relatório, a evolução dos salários dos servidores da Secretaria de Planejamento e Gestão, por exemplo, cresceu em 49% nesses quatro anos. Os servidores da Fazenda, além de lograr uma evolução das remunerações em 33,5%, detêm a maior média salarial do Estado, em cerca de R$ 27.768,00.

Em seu estudo apresentado, o Sintepe também criticou o alto número de contratos temporários na educação. Para o Sindicato, o número de contratos temporários em sala de aula atingiu uma média alta, de 37% do total de servidores da Educação. Em 2017, de um total de 43.568 servidores, 16.001 eram temporários e outros 282 eram comissionados.

O Sindicato convocou a categoria para uma assembleia geral, no dia 22 de fevereiro, às 9h, no auditório do Bloco G da Universidade Católica de Pernambuco. Na oportunidade, serão avaliados os rumos da mobilização da categoria. "Consideramos que 2018, pelas suas características eleitorais, impõe um limite para o reajuste de seis meses antes do pleito. Isso exige uma concentração de esforços na defesa dos interesses da categoria e na luta pelo cumprimento da pauta de reivindicações entregue ao Governo no dia 22 de dezembro de 2017", analisou o presidente do Sintepe Fernando Melo.



Contratos Temporários na Educação
2014 = 17.964 contratos temporários
2015 = 17.122 contratos temporários
2016 = 17.692 contratos temporários
2017 = 16.001 contratos temporários

Tempus Comunicação/Ascom Sintepe


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