quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Petrolândia: A escola e o colo - Artigo de Fernando Batista


Por Fernando Batista

Dada a objetividade do tema, não se faz necessário rodeios vez que vamos tratar de duas realidades imprescindíveis para o desenvolvimento humano. Deter-me-ei a questões simples, mas que fazem grandíssima diferença para o aprendizado escolar-pedagógico e, quiçá, para uma formação humanística pautada numa valoração ética e moral que, sem dúvidas, tem o poder de retirar do “breu da ignorância” não apenas filhos, mas também pais.

Duas coisas tirariam nossas crianças da marginalidade: mais escolas e mais colo. Faltam os dois para um número assustador de brasileiros. Para um número incontável falta o colo do pai ou da mãe. Para outras, falta escola, e, quando não falta, é agressiva e impessoal demais para que possam se sentir em casa, sem falar da grave crise dos professores e da violência e drogas que rondam as escolas como um leão a rugir.

Não é preciso ser psicopedagogo para saber que a ternura sereniza a criança. Nem ter estudado 5 anos na faculdade para concluir que o colo da mãe ainda é uma das melhores escolas. O ser humano é feito para o aconchego. Só nele é possível cultivar valores. A família é um casulo onde os seres delicados ganham forma e força a fim de que se tornem almas rijas.

Milhares de pais até bem intencionados cometem um erro fundamental: enchem os quartos de seus filhos de presentes e são incapazes de preencher o vazio afetivo e psicológico que construíram . Atenção! Pai e mãe que não olha seus filhos nos olhos correm o risco de um dia não mais saber quem eles são. Uma das maiores razões da precocidade sexual do adolescente está na falta de carinho dos pais.falta aqui, busca ali. Não que seja sempre assim, mas acontece não raras vezes.

Vemos genitores demais e pais de menos. Gerar crianças é fácil e tem sido facilitado no Mundo. Educá-las e recuperar a família é o que não acontece. Em resumo, precisamos de mais escolas e mais colo, pois crianças não faltam. O que não temos é tempo e ternura para elas. É só olhar nossas escolas, nossas ruas. Se sua cidade não tem esse problema, não saia de lá. Você mora no paraíso e não sabe.


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