segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Médico de UPA no Recife é alvo de mais três denúncias de estupro

"Podemos estar lidando com um 'serial'", disse o chefe da Polícia Civil, delegado Joselito do Amaral, sobre médico suspeito de estuprar paciente no Recife (Foto: Pedro Alves/G1)

Ao menos cinco mulheres podem ter sido vítimas do médico que estuprou uma jovem de 18 anos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife. A informação foi repassada nesta segunda-feira (26), pelo chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral, que também informou que três mulheres prestaram depoimento sobre os casos e outras já estão com ouvidas marcadas.

“Há grandes possibilidades de que estejamos diante de ‘serial’, um criminoso que age repetidamente, porque o perfil dele foge muito do usual, que é alguém próximo da vítima. Por ser médico, acreditamos que ele aproveitava a posição e a possibilidade de contato físico para praticar a violência”, disse Joselito.

De acordo com a Polícia Civil, entre a quarta-feira (21), dia em que ocorreu o estupro na UPA da Imbiribeira, e o domingo (25), três mulheres prestaram depoimento sobre casos distintos de violência, que teriam sido cometidos pelo médico. Nesta segunda-feira (26), mais duas vítimas devem ser ouvidas pelo Departamento de Polícia da Mulher.


"No caso da UPA, foi encontrado perfil genético masculino, das amostras de material orgânico recolhidas no corpo da vítima. Precisamos partir para o confronto desse material com o do suspeito, para assim termos prova material de que ele é, ou não, o agressor”, apontou o delegado.

Até a publicação desta matéria, o suspeito ainda não havia se apresentado à polícia. “O depoimento da vítima e das testemunhas já vale para o indiciamento, mas ele precisa se apresentar. Caso não se apresente, será considerado foragido”, afirmou Joselito.

Estupro

Ainda de acordo com o chefe da Polícia Civil, a legislação considera estupro qualquer ato libidinoso que seja feito por meio de violência ou grave ameaça.

"Não é preciso haver penetração para que seja estupro. É importante que as vítimas saibam o que é crime para, assim, se proteger. Se houver qualquer dúvida quanto ao assunto, as mulheres devem procurar os departamentos de proteção", disse Joselito.

Entenda o caso

Segundo a polícia, a primeira vítima declarou, em depoimento, ter sido molestada pelo médico no dia 21 de fevereiro. A direção da UPA afastou o suspeito das atividades na unidade e afirmou que "vai tomar todas as medidas cabíveis".

A jovem havia mencionado que foi atendida por um médico traumatologista e que o crime ocorreu quando ela voltou ao consultório em que foi atendida para mostrar um exame de raio-X. Segundo a delegada da Mulher, Gleide Ângelo, a vítima estava muito nervosa quando chegou à delegacia e não conseguia falar com detalhes o que aconteceu. Assim que ela relatou o estupro, foi direcionada aos exames.

Na quinta-feira (22), a polícia divulgou que estava investigando a existência de uma possível segunda vítima. As investigações sobre o caso correm sob sigilo, com a chefia da delegada Ana Elisa Sobreira, que afirmou ter feito as ouvidas das vítimas e de outras vítimas.

Por: G1 PE


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