terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Filhote de tamanduá ferido com chumbo recebe tratamento no Cetas, no Recife

Mamífero teve uma das orelhas furada e perdeu a mãe, abatida por tiro de espingarda de chumbo (Foto: Divulgação/CPRH)

Um filhote de tamanduá que teve a orelha direita furada por tiro de espingarda de chumbo, no município de Goiana, Mata Norte do Estado, está recebendo cuidados no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), desde a última sexta-feira (5). Pesando pouco mais de 700 gramas, ele tem aproximadamente três meses e passa bem. Só deverá retornar à natureza quando tiver de nove a dez meses.

O filhote de tamanduá foi levado ao Cetas Tangara pela Brigada Ambiental do Recife. Sua história, conforme o relato dos agentes ambientais que o receberam e o encaminharam ao Centro de Triagem da CPRH, mostra bem o sofrimento pelo qual passou: há mais ou menos dois meses, teve a mãe abatida por tiro de espingarda de chumbo na área rural de Goiana. O caçador, ao pegar a mãe, supostamente para se alimentar, viu que atingiu também o filhote, que estava junto, deixado de lado após o crime ambiental.

Ferido, o pequeno tamanduá foi cuidado então por uma família, que o levou para o Recife. Depois do período de dois meses cuidando do mamífero, a família resolveu fazer a entrega voluntária na semana passada. Contactou então a Brigada Ambiental do Recife, que levou o tamanduá ao Cetas, onde outros da espécie também estão recebendo cuidados. Vale lembrar que agressão a animais silvestres é um crime passível de penas previstas na Lei federal n° 9.60 5/98 (Lei de Crimes Ambientais), entre elas prisão e multa.

Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental - NCSEA
Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH


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