sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Balanço do Cetas Tangara registra acolhimento de 9.153 animais silvestres em 2017

Ao longo do ano, Centro de Triagem da CPRH cuidou de 3.686 animais a mais do que em 2016. O número de solturas foi de 5.454 (Fotos: Arquivo CPRH)

Com o registro de 1.441 entradas em dezembro último, o Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara) fechou o balanço completo de 2017 com 3.686 acolhimentos a mais do que o ano anterior: foram, ao todo, 9.153 acolhimentos de espécies diversas ao longo do ano (em 2016 foram 5.467), entre aves (a grande maioria), répteis, mamíferos, exóticos (não endêmicos da região) e aracnídeos. Muitos foram vítimas do tráfico, apreendidos em ações de fiscalização, e outros foram entregues voluntariamente à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que administra o Cetas Tangara.

O balanço de 2017 mostra que, dos 9.153 animais silvestres com passagem no Centro de Triagem, no bairro da Guabiraba, Zona Norte do Recife, 7.886 foram aves; 693 répteis; 515 mamíferos, 54 exóticos e 5 aracnídeos. Ao mesmo tempo, o Cetas Tangara, após os cuidados e tratamentos que se fizeram necessários, promoveu a soltura – em áreas monitoradas pelo órgão ambiental – de 5.454, sendo 4.746 aves; 459 répteis; 245 mamíferos e 4 aracnídeos. O registro de óbitos foi de 1.697 (1.426 aves; 197 mamíferos; 73 répteis e 1 aracnídeo).
O mês de dezembro, como já indicava o balanço parcial divulgado com os registros até o dia 21, foi um dos mais movimentados no Cetas: o número de acolhimentos no período (1.441) só ficou atrás do de maio/2017, quando foram registrados 1.531 acolhimentos. Algumas ações de fiscalização em parceria com a Cipoma (Polícia Militar) e a Depoma (Polícia Civil), em municípios como Garanhuns, São Lourenço da Mata e Carpina, além do Recife (feira do Cordeiro), registraram números significativos de apreensões.

Alguns dos acolhidos ainda em tratamento no Cetas são filhotes que ficaram órfãos: uma preguiça resgatada em Aldeia, cuja mãe foi morta por um cachorro; um tamanduá que teve a orelha direita furada por tiro de espingarda de chumbo – a mãe for abatida por um caçador na área rural de Goiana, Mata Norte; e um cervo que teve a mãe morta há quatro meses por um caçador em Exu, Sertão do Araripe. Há também muitas aves, de espécies diversas, apreendidas nas fiscalizações e que passam por reabilitação para, posteriormente, retornarem à natureza.

Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental - NCSEA
Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH


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