sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Novo sistema de controle da origem dos produtos florestais é apresentado no Recife


CPRH e Ibama promoveram nesta quinta (30) um workshop sobre o Sinaflor com o setor produtivo (Foto: Ione Nascimento/CPRH)


Empreendedores, engenheiros florestais, agentes ambientais, professores e responsáveis técnicos com atuação no Estado participaram nesta quinta (30), no auditório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), em Casa Forte, de um workshop sobre o novo Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor). A plataforma eletrônica foi planejada para estabelecer um maior controle de toda a cadeia produtiva do setor – com a interligação de dados dos diferentes entes federativos – e para se transformar num importante aliado no combate ao desmatamento.

Realizado numa parceria da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) com o Ibama, o encontro tirou dúvidas sobre o funcionamento do sistema, previsto para vigorar a partir de janeiro de 2018. Desenvolvido e instituído pelo Ibama (Instrução Normativa nº 21/2014), o Sinaflor abrange as atividades florestais, empreendimentos de base florestal e projetos correlatos sujeitos ao controle por parte dos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).


Previsto no Código Florestal (artigos 35 e 36), a ferramenta é totalmente eletrônica e será acessada pelo portal do Ibama. Com a interligação dos dados dos diferentes entes federativos, a plataforma pretende ainda agilizar a certificação dos Planos de Manejo Florestal Sustentável e oferecer mais segurança à transferência de créditos de madeira ao sistema do Documento de Origem Florestal (DOF). Para um acompanhamento real da dinâmica de desmate nos Estados, todas as informações serão integradas à base do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Um dos focos é o controle de todo o processo de origem da madeira, do carvão e de outros produtos e subprodutos florestais, desde a autorização de exploração até o transporte, armazenamento, industrialização e exportação. “Será uma importante ferramenta de gestão. Vai oferecer maior transparência e segurança, fortalecendo os órgãos de controle e também o usuário (empreendedor), já que é um sistema autodeclaratório. Mas exige mais cuidado porque, se preciso, todos os dados (informações) colocados s terão quer ser provados”, afirmou o analista ambiental do Ibama nacional Leonardo Carvalho de Lima, que fez apresentação.

“A ferramenta facilitará o controle dos produtos florestais, desde a origem até o seu consumo final, possibilitando levantamentos futuros de demanda e consumo de cada região dentro do Estado, como também dará mais celeridade aos processos de autorização e licenciamento das atividades que utilizam desses produtos”, destacou Jacigleide Soares, gerente da Unidade de Desenvolvimento e Conservação Florestal da CPRH.

Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental - NCSEA
Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH
www.cprh.pe.gov.br


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