segunda-feira, 20 de novembro de 2017

“Sou candidato a governador e vou ganhar a eleição”, diz Fernando Bezerra Coelho

Senador Fernando Bezerra Coelho (foto arquivo/ Blog de Assis Ramalho)

O senador Fernando Bezerra Coelho informou à coluna Fogo Cruzado que após demorada reflexão sobre o cenário político estadual para 2018, decidiu: “Sou candidato a governador e vou derrotar esse governo (Paulo Câmara) por muitos votos”. Foi a primeira vez nos últimos 60 dias que o senador assumiu-se claramente como candidato ao Palácio do Campo das Princesas, sem embargo do diálogo mantido com outras forças políticas da Oposição a exemplo do senador Armando Monteiro, do ministro Mendonça Filho e do ex-ministro Bruno Araújo. Ele nota disposição em Armando no sentido de concorrer pela segunda vez ao Governo do Estado, percebe Mendonça na expectativa de compor a chapa de Alckmin como representante do DEM na região Nordeste e vê interesse em Bruno Araújo no sentido de disputar uma vaga de senador. Por esse motivo, pretende repetir a mesma estratégia utilizada por Eduardo Campos em 2006: pé na estrada para chegar ao ano da eleição tendo visitado praticamente todos os municípios pernambucanos. O senador se convenceu de que a eleição será em dois turnos e que os finalistas serão ele e Paulo Câmara. No segundo turno, que será nova eleição, o processo se encarregaria de reunir todos contra o governador – de Marília Arraes a Antonio Campos, de Armando Monteiro a Bruno Araújo, de Mendonça Filho a Humberto Costa, passando ainda por Raul Jungmann, Elias Gomes, João Lyra Neto, Sílvio Costa, Joaquim Francisco e Priscila Krause.

Vitória política


Questionado sobre a disputa político-jurídica com Jarbas Vasconcelos pelo controle do PMDB estadual, Fernando Bezerra Coelho respondeu: “Nossa defesa está bem encaminhada, mas politicamente isso já está resolvido! O partido é nosso. No entanto, mesmo que a gente perca na justiça, a direção nacional irá reunir-se no próximo dia 17/12 e dará a palavra final em nosso favor”.

Conselho – Segundo Fernando Bezerra, Jarbas e Raul Henry alegaram em suas ações que só quem pode intervir em diretórios estaduais é o “conselho político” do PMDB, órgão que nunca se reuniu e que foi extirpado do estatuto do partido em 2014. “Portanto, o estatuto que vai valer é o que a direção nacional disser que vale”.

Parecer – O senador também não tem dúvida de que o parecer do deputado Baleia Rossi (PMDB-SP) será favorável à dissolução do PMDB Pernambuco, bem como à sua reestruturação sob o comando dele, do filho, Fernandinho, ministro de Temer, e do prefeito Miguel Coelho (Petrolina).

Placar – Fernando Bezerra e o presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, já mapearam os votos dos 23 membros da executiva nacional do partido. Na pior das hipóteses, diz ele, 17 dos 23 membros votarão em seu favor para dar uma “nova orientação política” ao PMDB estadual.

O centro – Alckmin inicia hoje por Pernambuco sua caminhada em direção à Presidência da República. Para o Brasil, que atravessa dias turbulentos, é o melhor candidato: experiência comprovada, sensatez, equilíbrio e probidade. Mas a decepção do povo com políticos tradicionais é tanta que eventual eleição de Bolsonaro ou de Luciano Huck seria um desastre, mas não uma surpresa.

Pode mais – Júlio Lossio (PMDB), ex-prefeito de Petrolina, lançou na cidade o movimento “Pernambuco pode mais” e pretende visitar todos os municípios do Estado empunhando esta bandeira. Não será um movimento “de esquerda, nem de direita”, e sim em favor do Estado.

Coluna Fogo Cruzado
Inaldo Sampaio


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