sábado, 18 de novembro de 2017

Rixa política preocupa a cúpula do Judiciário de Alagoas


As famílias que disputam fatias do território alagoano, mantém o clima de coronelismo e aterrorizam as populações do interior de Alagoas preocupam as autoridades da Justiça Federal, Estadual, Ministério Público Federal e Estadual. Apesar de faltar um ano para os 2 milhões de eleitores (2.146.520) voltarem às urnas e elegerem o futuro presidente da República, governador, dois senadores, nove deputados federais e 27 deputados estaduais, a Justiça Eleitoral já dá como certo o uso de tropas federais para reforçar a segurança pública nos locais onde as disputas políticas são marcadas por pistolagem, fraudes, intimidações e aliciamento de eleitores.

Os membros dos Tribunais de Justiça e Regional Eleitoral já discutem, nos bastidores das cortes, o clima de tensão em cidades do Sertão, Agreste, Zona da Mata e no baixo São Francisco. Curiosamente, famílias tradicionais que se mantém no Poder e comandam eleitores em sistema de “cabresto” nestas regiões percebem que podem ser “destronadas”. Essas famílias querem se manter a todo custo na política e estão dispostas a tudo.

Os desembargadores da Justiça de Alagoas estão atentos, percebem as movimentações inclusive de cabos eleitorais, pedem calma às famílias, recomendam civilidade, espírito republicano e se preparam para visitar os eleitores, como sempre fazem em período pré-eleitoral.


O desembargador Tutmés Airan, membro da ala de pensamento progressista de esquerda do Tribunal de Justiça e do TRE/AL, não esconde a preocupação com o clima entre as famílias que disputam ferozmente, palmo a palmo, o território e o controle político de colégios eleitorais mais afastados das grandes cidades. Ele admite inclusive que todo o Judiciário anda preocupado.

Ao explicar a existência constitucional da Corte Judiciária, o desembargador esclareceu que “a relevância e a importância do Poder Judiciário é porque ele se propõe a resolver conflitos entre as pessoas. Produzir paz. Criar as condições necessárias para que haja entendimento e que todos convivam harmonicamente. Que ocorram as disputas políticas, mas de forma civilizada: respeitando as regras da sociedade e aprendendo a conviver com quem pensa diferente. Aquilo que possa interferir nesta lógica é evidente que nos gera preocupações”, diz o desembargador.

Gazeta Web


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