terça-feira, 7 de novembro de 2017

Povo Pankará de Itacuruba participa de reunião com coordenador da CCR Submédio São Francisco

Julianelli Lima, coordenador da CCR Submédio São Francisco, com os membros da tribo indígena Pankará (Foto: CBHSF)

O povo Pankará em Itacuruba (PE) começa a se organizar para receber as obras que irão garantir o acesso à água na Aldeia Serrote dos Campos, após assinatura da ordem de serviço para a execução do projeto. Para isso, na última sexta-feira (03 de novembro), foi realizada reunião com o coordenador da Câmara Consultiva Regional (CCR) Submédio São Francisco, Julianeli Lima, e equipe técnica da Construtora Cassi, responsável pela obra.

O projeto custeado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), terá a captação de água do SAA feito a partir da barragem de Itaparica. “Este é um momento histórico tanto para a tribo Pankará como para a CCR do Submédio do CBHSF onde juntos, estamos implantando um projeto modelo. O povo Pankará demonstra mais uma vez sua organização, ao se preocupar com o andamento das obras e sua sustentabilidade”, afirmou o coordenador da CCR, Julianeli Lima.

Os serviços de implantação do Sistema de Abastecimento de Água (SAA) da aldeia vai beneficiar diretamente 408 índios que atualmente são abastecimentos por meio de caminhões pipa. A obra será composta pela implantação de uma adutora, bombeamento, estação de tratamento, reservatório e rede de água. “Já houve algumas tentativas de perfuração de poços para resolver nosso problema de abastecimento de água, mas nenhuma teve sucesso. Agora, graças ao encantado, esse projeto está se tornando realidade. A adutora é mais que importante para nós. Vamos mudar a vida de toda comunidade”, afirmou a cacique Lucélia Cabral.

Durante a reunião, as lideranças tribais além de apresentarem como serão viabilizadas as instalações da adutora, sob a orientação do corpo técnico de engenharia, também expuseram as demandas e preocupações da tribo com a sustentabilidade do sistema após a conclusão dos trabalhos, previsto para seis meses. “Precisamos pensar, a partir de agora, como iremos fazer para garantir que teremos condições de arcar com os custos para manter a adutora. Por isso, vamos precisar de todo o apoio na elaboração de projetos viáveis. Como também temos a preocupação de preservar e retribuir ao rio aquilo que ele vai nos proporcionar”, acrescentou a cacique.

Além disso, foi definida a representatividade indígena que irá acompanhar as obras. Participaram da reunião representantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Tribo Pankará

A comunidade, Aldeia Serrote dos Campos, situada a 3 km da cidade de Itacuruba em Pernambuco, ocupa o território atual desde 2005, quando reconquistaram o direito de morar, preservando suas raízes, cultura e tradições indígenas. Em 1988, a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) deslocou a sede do município de Itacuruba para a posição atual. O local de origem, onde o povo indígena também vivia, foi inundado pela barragem de Itaparica, reservatório da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga. A nova área do município fica a 12 quilômetros da rodovia mais próxima e a quatro quilômetros do Rio São Francisco.

CBHSF


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