quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Pernambuco lança Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2018


Documento traz estratégias de combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti


Apesar de uma redução de cerca de 90% das notificações das arboviroses (dengue, chikungunya e zika) em Pernambuco, em relação ao mesmo período do ano passado, o Governo do Estado continua intensificando ações para o enfrentamento das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Nesta terça-feira (28), foi lançado na sede da Secretaria Estadual de Saúde (SES), no bairro do Bongi, o Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2018. O documento traz ações que serão desencadeadas e intensificadas para o controle das doenças nos eixos de Gestão, Vigilância Epidemiológica, Controle Vetorial, Atenção à Saúde, Apoio Diagnóstico e Mobilização Social, além de estratégias para implantação da vigilância da febre amarela em primatas e humanos.

"A intenção do Plano é melhorar a organização da assistência aos pacientes e promover a capacitação em todos os níveis de Atenção à Saúde, apoiando os municípios, intensificando as ações de vigilância, de comunicação, educação em saúde e mobilização social. A contínua redução dos números é uma meta importante para o próximo ano", comenta o secretário estadual de Saúde, Iran Costa.

Entre as novidades para 2018, está a aquisição de um aplicativo, em parceria com a secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul, para auxiliar o trabalho dos agentes de endemias. Por meio do sistema on-line instalado nos smartphones, os agentes municipais irão fornecer, em tempo real, os dados de cada imóvel visitado e a existência de criadouros, além de registrar, com fotos, para que ações imediatas sejam tomadas, os pontos críticos e depósitos de água não eliminados. O sistema ainda permite o acompanhamento do índice de infestação predial e o mapeamento dos imóveis com moradores que apresentam sintomas das arboviroses - tudo isso sem a necessidade do uso de papel. As informações ficarão disponíveis para o município e o Estado terá acesso aos dados de todas as cidades que aderirem ao novo sistema, que está em uso no Mato Grosso do Sul desde 2015.


A Secretaria Estadual de Saúde também já está elaborando, juntamente com uma equipe multiprofissional, um Protocolo de Vigilância dos Óbitos Suspeitos por Arboviroses. O objetivo é padronizar as informações para a investigação das mortes suspeitas e, com isso, agilizar o fechamento dos casos. Já sobre o diagnóstico laboratorial, a SES está fechando uma parceria com o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (LIKA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para a implantação do diagnóstico laboratorial post-morten de óbitos suspeitos de arboviroses (imunohistoquímica). Hoje, esse tipo de diagnóstico é feito no Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará.

"O diagnóstico laboratorial positivo dos óbitos, para qualquer uma das arboviroses, não necessariamente confirma esta arbovirose como causa do óbito. Esta avaliação, para confirmação ou descarte, depende de minuciosa investigação domiciliar e hospitalar do óbito e das informações complementares dos aspectos clínicos epidemiológicos do paciente. Todos esses dados subsidiam a discussão de cada caso no Comitê Estadual de Discussão de Óbitos por Dengue e outras Arboviroses e por isso a importância deste Comitê e da continuidade das ações", avalia a gerente de Controle das Arboviroses da SES, Claudenice Pontes.

Dentro dos esforços da SES para interiorização do diagnóstico, o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) e todas as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres) já fazem, atualmente, a análise laboratorial (sorologia) para confirmar ou descartar os casos de dengue e chikungunya. O Lacen também faz a análise (PCR) para dengue, zika e chikungunya. Recentemente, também incluiu a sorologia para zika, priorizando as gestantes e os casos graves. Para mobilização da sociedade, a SES fará campanhas educativas focadas nos alunos da rede estadual de ensino. Para isso, serão distribuídos gibis que abordam, de forma lúdica, formas de evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

"Foram traçados indicadores e metas a serem monitoradas, além da definição dos responsáveis de cada setor da Secretaria de Saúde do Estado na execução do plano, de acordo com o objeto de cada área técnica. Não restam dúvidas de que é necessário um grande esforço intersetorial e interinstitucional, aliado ao comprometimento maciço da população, bem como a continuidade de um conjunto de ações já realizadas na rotina, para que se consiga efetividade na execução deste plano e redução no impacto da dengue e outras arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti no Estado", pontua a secretária executiva de Vigilância em Saúde da SES, Luciana Albuquerque.

DADOS - Em 2017, até o dia 25 de novembro, Pernambuco notificou 15.321 casos de dengue (4.658 confirmados), 4.498 de chikungunya (1.013 confirmados) e 722 de zika. Também foram notificados 113 óbitos, com 3 confirmações (2 para dengue e 1 para chikungunya).


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