quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Funcionários do Hospital Getúlio Vargas denunciam superlotação, falta de profissionais e medicamentos


Funcionários do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, denunciam caos e superlotação da unidade de saúde da rede pública estadual. De acordo com uma profissional de saúde, que prefere não se identificar, na sala de recuperação pós anestésica, que conta com 23 leitos para os pacientes permanecerem até duas horas após as cirurgias, estariam internados nesta terça-feira 70 pacientes, alguns em estado grave, precisando de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e respirador.

"Esse hospital tá um caos. Sou funcionária há mais de 10 anos e nunca foi assim tão ruim. A emergência é super lotada, o bloco super lotado. Tudo por má administração. Esses pacientes são pacientes de cirurgia de emergência , lá fora deveria ter leitos para eles após a cirurgia, pois muitos precisam fazer outra cirurgia após. Mas como não param de internar pacientes para cirurgias eletivas, não tem leitos lá fora para esses da urgência. Aqui não é lugar para paciente grave ficar internado, mas as UTIs daqui também são lotadas. Para cuidar de 70 pacientes temos 10 técnicos de enfermagem e dois enfermeiros, quando deveria ser mais pessoas por causa dos muito graves. Ainda faltam roupas, lençóis para os pacientes, remédios , material para higiene, antibióticos. Nada se faz a respeito para mudar a situação dos pacientes. Os pacientes merecem ter atendimento melhor. Aqui tá como um depósito de gente e não hospital", denunciou a profissional em mensagem ao Diario de Pernambuco.


Acionada pelo Diario, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) enviou uma nota oficial de esclarecimento. Confira na íntegra:

A direção do Hospital Getúlio Vargas (HGV) esclarece que a unidade está passando por uma grande reforma e ampliação do setor de emergência. As obras, que têm prazo de conclusão para o início de 2018, irão trazer maior conforto para pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde que atuam na unidade.

A direção reconhece, ainda, a grande demanda de pacientes na emergência da unidade, motivada, principalmente, por se tratar de uma instituição de grande porte, referência para diversas especialidades de urgência e emergência, inclusive trauma. Mas ressalta que, apesar do grande quantitativo de pacientes, o HGV mantém suas portas abertas e não recusa nenhum usuário, garantindo a assistência a todos que dão entrada na emergência, com prioridade para os casos mais graves e conforme as orientações das equipes médicas.

A direção informa que o serviço está funcionando em sua plena capacidade, com todos os leitos disponíveis, assim como seus blocos cirúrgicos, além de contar com os insumos necessários para o atendimento. O HGV também vem trabalhando, junto à Secretaria Estadual de Saúde (SES), para agilizar exames, cirurgias e demais procedimentos com o objetivo de aumentar a rotatividade dos leitos. Além disso, a unidade está em contato com a Central de Regulação para realizar o encaminhamento de pacientes para outros serviços de referência de acordo com o caso. Em relação à sala de recuperação, reforça que os pacientes são transferidos para as enfermarias da unidade ou, quando possível, para hospitais de retaguarda, onde dão continuidade ao tratamento.

Também é importante ressaltar que o Governo do Estado tem atuado com muita determinação para reforçar a mão de obra especializada na rede estadual de Saúde, bem como para valorizar estes profissionais. Prova disso é que nesta gestão foi realizada a maior convocação da história da Saúde em Pernambuco. Ao todo, já foram convocados, desde 2015, mais de 5,4 mil profissionais concursados, de todas as categorias médicas e não-médicas. Só para o HGV, foram chamados mais de 300 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais de nível técnico e superior.

Diário de Pernambuco


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