domingo, 19 de novembro de 2017

Casos de hemorroidas na mesma família não estão ligados à genética


É comum ouvir que as hemorroidas são transmitidas geneticamente de pai para filho. Afinal, isso é mito ou verdade? De acordo com a proctologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Maristela Gomes de Almeida, a afirmação não é verdadeira.

Os casos da doença em uma mesma família são classificados como tendência familiar. Apesar de não existir uma causa totalmente conhecida, a médica explica que pode ter relação com os hábitos deste grupo de pessoas, como alimentação com poucas fibras e, consequentemente, ter o intestino preso.

Dois sinais importantes ajudam a identificar a doença, que é caracterizada pela dilatação das veias da região anal. Segundo a médica, sangramento na cor vermelho vivo e a saída das hemorroidas pelo ânus após a evacuação, também denominado prolapso hemorroidário, são características do problema.

"Estes sintomas podem ainda esconder algo mais grave, como o câncer no reto. Por isso, é preciso um diagnóstico correto do especialista antes de iniciar qualquer tratamento", pondera Maristela Gomes.

Mesmo sendo considerada uma doença benigna, as hemorroidas interferem diretamente na qualidade de vida por apresentar incômodos. Em alguns casos, causa dor intensa provocada pelo processo de inflamação e trombose nas veias externas.

O primeiro passo do tratamento é a reeducação alimentar a fim de estimular uma rotina intestinal saudável. A ingestão de fibras e água é recomendada pela médica para evitar o esforço e sangramento no momento da evacuação.

A higienização do local deve ser feita com cuidado, preferindo sempre água e sabão, nunca papel higiênico. Porém, quando o caso é grave, a cirurgia é a saída, como recomenda Maristela Gomes.

"A região anal é envolvida por uma trama vascular em toda circunferência. No ato da cirurgia, as veias que estão dilatadas são retiradas, ou seja, não voltam mais", tranquiliza a proctologista. "Mas, se essa trama for submetida aos mesmos fatores que desencadearam o problema, podem desenvolver novas lesões", complementa.

COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo sexto ano consecutivo em 2016.

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