domingo, 15 de outubro de 2017

Pior atentado terrorista já registrado na Somália faz mais de 500 vítimas

Atentado é considerado o pior da história do país (Foto: Associated PressAP)


O duplo atentado com caminhões-bomba que sacudiu a capital de Somália neste sábado converteu-se em um dos piores ataques das últimas décadas neste país africano. Até a noite de domingo, no horário local, foram encontrados pelo menos 231 mortos e 270 feridos. O Itamaraty não confirma brasileiros entre as vítimas.

O atentado atingiu o Hotel Safari e um concorrido mercado de Mogadiscio, em uma área próxima a edifícios do governo. O hotel, de oito andares, foi reduzido a escombros. Prédios vizinhos e carros também foram destruídos.

A maioria dos mortos eram civis, principalmente vendedores ambulantes que faziam comércio em uma das ruas mais movimentadas da cidade. Segundo o portal de notícias local Radio Garowe, um importante funcionário do Ministério do Comércio é uma das vítimas.

Horas depois, uma segunda explosão foi registrada no bairro de Medina. Pelo menos dois morreram no segundo atentado. “Eles miraram na área mais populosa de Mogadício, matando apenas civis”, disse o primeiro-ministro Hassan Ali Khaire.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha confirmou, em um comunicado, que quatro de seus colaboradores locais morreram no atentado, mas este número pode aumentar porque muitos membros da organização estão desaparecidos.

O presidente de Somália, Mohamed Abdullahi Farmajo, decretou três días de luto e fez um apelo urgente à população para que doar sangue aos hospitais, muitos sem condições de atender e salvar a vida dos feridos.

Situada na costa leste do continente, na região conhecida como Chifre da África, a Somália tem mais de 10 milhões de habitantes e é um país de maioria muçulmana.

Nenhum grupo terrorista assumiu o ataque. O governo acusa rebeldes shebaab, um grupo embrião da Al-Qaeda.

País tem sido alvo de ataques

A Somália é um dos países que mais registram ataques terroristas no mundo. Os integrantes do grupo Al Shabab tentam derrubar o governo central apoiado pela ONU e pela União Africana. São constantes os ataques a bases militares e alvos civis.

O país vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado. Isso deixou o país sem um governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra que respondem aos interesses de um clã determinado e grupos armados.

Em julho deste ano, o país africano apareceu na lista dos 10 países que concentram 75% dos ataques terroristas no mundo.

O estudo foi do Consórcio Nacional para o Estudo do Terrorismo e Reações ao Terrorismo, um "centro de excelência" do Departamento de Segurança Interior do governo dos Estados Unidos localizado na Universidade de Maryland.

G1, Revista Época e Agência Télam/Agência Brasil


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