quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Petrolândia: Vereadores Zé Pezão e professor Evaldo debatem adiamento de votação de contas de ex-prefeito em entrevista a Assis Ramalho na Web Rádio Petrolândia

Fotos: Lúcia Xavier


Na manhã do último sábado (07), o radialista e blogueiro Assis Ramalho entrevistou ao vivo, no programa 'Acordando com as Notícias', transmitido pela Web Rádio Petrolândia, os vereadores de Petrolândia José Luiz (Zé Pezão) e professor Evaldo Nascimento.

A entrevista teve como tema principal o adiamento do julgamento das contas de 2009 do ex-prefeito Lourival Simões, debatido e aprovado no dia anterior (06), em reunião extraordinária da Câmara Municipal. Por 6 votos contra 4, foi aceito o requerimento do ex-prefeito de Petrolândia, apresentado por vereadores, para o adiamento da votação de suas contas, cuja apreciação pela Casa Legislativa estava prevista para acontecer nessa segunda-feira (9). Sob protestos da oposição, a data foi alterada para 22 de novembro.

Os vereadores questionaram a forma como o requerimento de adiamento foi apreciado na Câmara.

Professor Evaldo avalia como negativa a atuação da assessoria jurídica da Câmara na defesa do ex-prefeito.

''O que deixa a gente surpreso nesta questão não é o fato de você dar 60, 90, 120 dias ou os dias que forem necessário. O que deixa a gente surpreso é a forma como se trata o povo de nosso município, a forma como se brinca com a lei, ou com as leis, e a forma como está sendo conduzido o processo das coisas. Não sei se o povo teve conhecimento, mas, nesse caso, o ex-prefeito (Lourival Simões), assim que foi notificado, ele teve 10 dias para apresentar sua defesa na Câmara de Vereadores. Apresentar sua defesa aos vereadores de oposição, que aos da situação não haveria necessidade de apresentar defesa, porque foi comprovado nestes dias que, independentemente do que aconteça, o voto não vai ser modificado, e a gente tem que respeitar o voto de cada um. Mas, o que é que acontece? Você tem o regulamento da Casa, que foi aprovado em 2010. Eu fui notificado de uma causa em que vou ter que responder, e eu subentendo que, pelo menos, eu deveria ter lido o regimento da Casa e ter solicitado logo os 90 dias. Caberia, no meu entendimento, ao presidente da Casa, à Mesa [Diretora] da Casa, que fizesse a mesma coisa. Se é 90 dias no regimento, que desse logo os 90 dias, marcasse a reunião, no dia que fosse, mas que fosse naquele dia. Mas o que é que acontece? Você faz uma reunião com os vereadores, comunica que recebeu uma recomendação do Tribunal de Contas [do Estado de Pernambuco - TCE-PE], para apreciar as contas em 60 dias, marca uma data para o dia 27, quando chega no dia 27 [de setembro] você modifica para o dia 9 [de outubro], comunica que do dia 9 não passa, e chega [quase] no dia 9 e diz que, agora, não vai ser mais no dia 9 e sim no dia 22 [de outubro]. Então, eu não estou aqui fazendo uma crítica só por criticar. O povo precisa saber. A crítica aqui não é ao ex-prefeito Lourival Simões, não. Ele está no direito dele, ele já fez isso desde 2009 e hoje estamos em 2017, haja visto que já tem aproximadamente sete anos que ele vem fazendo isso, mas ele está no direito dele. Mas, eu estou aqui fazendo uma crítica é à Casa [Legislativa], da forma como a Casa conduziu esse processo, inclusive pelo Jurídico da Casa. Ontem, quem estava presente na reunião, deve ter visto a forma como o Jurídico da Casa [Dr. Joaquim, assessor jurídico da Câmara], conduziu a reunião, interpelando, passando por cima dos vereadores, fazendo o papel como se fosse um vereador na defesa do ex-prefeito, até por que o requerimento proposto não era de Lourival Simões. Quem fez o requerimento foi o vereador Sílvio, foi o vereador Dedé de França e foi o vereador Toinho de Eugênio. Foram eles que fizeram o requerimento [em conjunto]. Então, se o advogado quisesse defender, teria que defender o requerimento dos três vereadores e não defender o ex-prefeito. O advogado da Casa é [assessor] jurídico da Casa Legislativa, ele não é o jurídico da Casa Executiva ou da ex-Casa Executiva. Então, está havendo um atropelo das coisas que é preciso que o povo saiba o que é que está acontecendo'' disse Evaldo.

Zé Pezão diz que soube do adiamento da reunião por terceiro, que nem mesmo é ligado à Câmara.

''Quando a gente é pego de surpresa, a gente se chateia com esse tipo de coisa. Eu não sei se Petrolândia soube, mas eu tive em Brasília esses dias, para resolver pendências dos projetos de irrigação. Quando eu cheguei, na quarta-feira [dia 04], quando foi no outro dia [véspera da reunião extraordinária] foi que eu fiquei sabendo que existia essa possibilidade de mudança no julgamento das contas. E a gente fica muito revoltado quando a gente sabe das coisas pelos outros. Eu não fui comunicado dessa reunião que iria ter [na sexta, dia 06]. Na outra votação que iria acontecer, no dia 27, a gente soube primeiro [do adiamento] pela boca de Saide que não iria ter a reunião. Ele já adiantou que iria ter a votação no dia 27. Pessoas que nem são ligadas à Câmara é quem sabem primeiro do que a gente. Então, a gente se chateia com essas coisas, porque é para começar da Casa para fora e não de fora para dentro da Casa. Então, como falou o professor Evaldo, a gente não está aqui julgando o ex-prefeito Lourival. Quem está fazendo e julgando das contas de Lourival é o Tribunal de Contas. Por exemplo: no ano passado, éramos seis [na] oposição ao prefeito Lourival, e a gente não votou as contas [de 2013] dele? Veio com ressalva, então era melhor votar. Algumas pessoas, com coração maldoso, acham que a gente quer prejudicar, mas a gente não quer prejudicar ninguém. O Tribunal de Contas é quem está mandando rejeitar as contas dele [de 2009], e se a maioria da Câmara, hoje, achar que deva aprovar, eles é quem vão votar dessa forma, porque eu vou seguir o parecer do Tribunal de Contas''.

Zé Pezão parabenizou o vereador Joilton por ter votado contra o novo adiamento de prazo para votação das contas e revela que, após o fato, o colega foi "escanteado" pela situação.

''Eu quero aqui parabenizar o vereador Joilton, porque ele foi um corajoso, inclusive, depois daquilo ali, ele já foi escanteado por conta de alguma coisa. Foram chamados ao gabinete da prefeita alguns vereadores e ele já ficou de fora da conversa. Então, política é para ser feito desse jeito? Não. A gente tem que seguir o que é certo ou o que é errado e eu sigo o que é certo''. afirmou Zé Pezão.

Além do tema polêmico, os vereadores ainda debateram outros temas pertinentes ao município de Petrolândia. Confira no áudio abaixo (para escuta/download).

Ouça o áudio>Entrevista Zé Pezão e Professor Evaldo

Redação do Blog de Assis Ramalho
Fotos: Lúcia Xavier


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