quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Odacy Amorim propõe metas de investimento na revitalização do Rio São Francisco

Foto: Assis Ramalho/Arquivo BlogAR

Investimentos na revitalização e no controle do fluxo do Rio São Francisco foram defendidos pelo deputado Odacy Amorim (PT), no Grande Expediente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) dessa terça (3). Ele repercutiu uma audiência pública realizada nessa segunda (2) sobre o tema, promovida pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador, da qual participou. O encontro foi proposto pelo deputado Zó (PCdoB-BA) e conduzido pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Alba, Fábio Souto (DEM-BA).

“Na reunião, defendi que todas as cidades do Brasil atingidas pelo São Francisco devem ter um plano de metas de investimento para garantir tratamento e esgoto em cada uma delas”, relatou o parlamentar. “Foi o que fizemos em Petrolina quando eu estava à frente da Prefeitura, o que faz com que hoje a cidade deixe de jogar água de esgoto sem tratamento dentro do rio”, afirmou.

O deputado defendeu o projeto de revitalização apresentado na Alba, que, segundo ele, prevê R$ 10 bilhões em investimentos apenas na Bahia, e R$ 40 bilhões em todo o curso do rio. Outra ideia sugerida na audiência é a construção de uma barragem na chegada do curso d’água ao mar, para dar mais força ao fluxo do manancial. “O projeto é que a represa seja utilizada apenas para controlar o volume de água sem alargar o leito”, explicou Amorim. “Além da barragem, é preciso que a Chesf use menos o São Francisco para gerar energia, evitando que o mar avance sobre a água doce, como ocorre hoje”, pontuou.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alepe, Zé Maurício (PP), ressaltou a necessidade de cuidar das matas ciliares e combater o assoreamento do rio. “O Rio São Francisco nos dá água boa e recebe de volta água podre. Precisamos trabalhar para dar uma nova vida para ele”, declarou, em aparte.

Para Eduíno Brito (PP), o Brasil precisa investir na obtenção de energia de outras fontes renováveis, como a solar, a eólica e de biomassa. “Temos que investir em tecnologia nessa frente, para que o rio não seja tão usado para fornecer energia elétrica. Hoje até mesmo a Europa utiliza mais energia solar que o Brasil”, apontou.

Alepe


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